Arte Design
16 de setembro de 2011 por marimessias

Dados abertos – PicNic 2011 – dia 2

A manhã do segundo dia de PICNIC começou com uma declaração do governo holandês que foi o ponto alto até agora. Além de interessante e divertida. Reforçando seus planos para ser a capital européia da tecnologia, a Holanda anunciou o data.overheid.nl ,  um site que disponibilizara dados governamentais ao público interessado. A idéia é que, no futuro, todos os ministérios disponibilizem seus dados para os cidadãos, partindo da idéia de que open data é fundamental no processo democrático contemporâneo ao possibilitar o acesso, a participação e a intervenção dos interessados.

Além disso, o site appsfornetherlands.nl é aberto para quem desejar participar criando ou melhorando aplicativos para o país. Trouxe à memória o pessoal do Ônibus Hacker e  os projetos da comunidade Transparência Hacker.

Logo em seguida, Harry Van Dorenmalen, da IBM, chamou o público a ser aberto, dividir conhecimentos e dúvidas em todas as situações da vida, como tem feito no PICNIC, voltando para casa com mais conhecimento.

A IBM é uma das envolvidas em projetar Smart Cities, neste sentido Harry expôs sua confiança em um futuro onde as cidades terão todos os seus dados integrados, de meteorologia a medicina, e os cidadãos poderam evitar enchentes, ter um tratamento melhor e mais focado e saber exatamente quando e onde coisas como excesso de tráfico ocorrerão.

A preocupação dos que são contra esse modelo de cidade, tecnologicamente integrada e totalmente controlada, é a total falta de privacidade dos seus habitantes. Para Harry isso pode ser alterado se nos dedicarmos a pensar no novo, no além do normal, etc.

Logo em seguida Saskia Sassen, da Universidade de Columbia, falou sobre a cidade como um hacker. A idéia da professora é que sistemas urbanos fechados se tornam obsoletos de maneira muito rápida, pois não lidam com as variáveis dos cidadãos. Por isso as cidades seriam hackers, elas pegam sistemas como mobilidade, com carros super velozes e cheios de novidades e demonstram que eles não servem para o ambiente urbano ao enfrentarem engarrafamentos gigantescos, onde não usam um terço de suas capacidades. Para ela, as bicicletas são o transporte essencial das cidades.

Ainda o sentido de que a cidade só sobrevive por ser capaz de se moldar aos tempos e se alterar segundo seus moradores, Saskia disse que os ambientes urbanos criam bens coletivos mesmo quando essa não é a intenção inicial, mesmo quando os moradores envolvidos não tem, necessariamente, suas mentes direcionadas ao bem coletivo. E a falta de compreensão da diferença entre a lógica do usuário e a lógica da tecnologia significa uma possível morte de cidades.

Para encerrar, Benoit Jacob, da BMW I Design, o centro de inovações da BMW, falou sobre suas pesquisas (e resultados) para o futuro da mobilidade. Diferente do dito por Saskia, Benoit acredita que os carros podem, sim, integrar ambientes urbanos, desde que submetidos a outros critérios. Para ele, sustentabilidade, liberdade e diversão devem voltar a ser sinônimos de carros, que cada dia mais são apenas sinônimos de algo difícil de mover e difícil de parar, pela falta de espaço para estacionar.

Benoit mostrou duas soluções já apresentadas pela empresa e disse que carros mais compactos, feitos de materiais mais sustentáveis em processos menos agressivos ao meio ambiente são possíveis. Além disso, ele afirma que a conectividade será uma grande força desses carros, inteligentes e capazes de ajudar seus motoristas nos percursos.

2 comentários para Dados abertos – PicNic 2011 – dia 2

  1. alinebueno disse:

    Mari, fiquei sabendo que o portoalegre.cc foi citado no PICNIC. Tu chegou a ouvir algo em alguma palestra?

    • Anônimo disse:

      puts, odeio eventos concomitantes por isso. nem fui nessa palestra, infelizmente. mas podia ter cito citado em várias, ein. hehehehe

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