Cuidar das suas finanças é como cuidar de uma planta: atenção no dia a dia

Não podemos só cuidar das nossas finanças só quando a situação aperta. A gente gosta de sempre reforçar o fato de que cuidar do nosso dinheiro é um dos maiores gestos de autocuidado que podemos ter com nós mesmas. Assim como a gente precisa escovar os dentes no dia a dia porque não adianta só ir ao dentista a cada 6 meses, também não adianta só colocar adubo e regar a planta quando ela estiver morrendo, pra ela crescer a gente tem que dar atenção diariamente e às vezes leva um tempinho pra cair essas fichas, a gente só percebeu isso quando saiu da casa dos pais rs. Com o nosso dinheiro é a mesma coisa: cuidado constante, de pouquinho em pouquinho, é o que realmente traz resultados 

“Ok, já entendi. Mas então como que eu faço isso no dia a dia?”

Já falamos isso por aqui: em finanças pessoais, quase nunca tem certo e errado, tem o que funciona melhor pra você – seja anotar seus gastos todos os dias em uma planilha, um caderno, um aplicativo ou algum outro método. E não importa o que você escolher, nada disso vai adiantar se não vier acompanhado de uma vontade real de mudança de comportamento.

Um plano por si só não vai fazer com que a nossa vida financeira mude de patamar se não mudarmos a forma como gastamos nosso dinheiro. Lembra que falamos sobre autocuidado? Precisamos ser sinceras com nós mesmas sobre quais mudanças realmente vamos fazer na nossa rotina para podermos sentir a diferença no nosso bolso depois. E por isso precisamos ter clareza sobre o que é e o que não é prioridade na nossa vida.

Se a decisão for de que comer fora não é uma prioridade e que comer marmita mais vezes na semana é a nova opção: o que você precisa mudar na rotina? Você vai cozinhar? O que? Quando vai comprar os ingredientes? Em qual mercado? E vai preparar tudo que horas? No fim de semana? As mudanças de comportamento envolvem várias mudanças na nossa rotina! Senão viram só mais um plano de fim de ano que a gente não se organizou pra cumprir.

E aqui vai a nossa grande dica final: não precisamos mudar tudo de uma vez. Inclusive se tentarmos mudar todos os hábitos ao mesmo tempo é bem possível que a gente caia nos nossos padrões e não mude nada. É como se estivéssemos entrando em uma piscina, primeiro colocamos o pé, sentimos a água, depois as pernas, depois o corpo e por fim mergulhamos de cabeça. Com a nossa grana podemos fazer o mesmo, seja com um gasto pequeno que queremos mudar ou com um investimento que queremos começar.

É possível ir aos poucos. E se vamos mudando um hábito de cada vez, não é mais um bicho de sete cabeças. Quando vamos ver, essas pequenas mudanças realmente se transformam em uma nova forma de ver e viver a vida – principalmente relacionada ao dinheiro.

O dinheiro e a priorização dele permeia todas as nossas decisões, a gente parando pra olhar pra ele conscientemente ou não. Nos tornamos donas dele quando tomamos a postura ativa e que toma a decisão – só assim o “não posso fazer isso porque não tenho dinheiro” vira “não é minha prioridade agora, então não“. E pra conseguirmos fazer isso, precisamos aprender a ligar o dane-se para o que vão pensar.

 

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