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Arte, Comportamento
15 de maio de 2013 por pontoeletronico

Porto Alegre: espaços de afeto e zonas temporárias de vivência


Porto Alegre, a cidade metropolitana com costumes provincianos, é a capital de acontecimentos como Fórum Social MundialFestival Internacional de CinemaFestival de Teatro de Rua de Porto AlegreBienal do MercosulFeira do LivroPorto Alegre em Cena, e há mais, muito mais: os portoalegrenses estão se reapropriando dos espaços comuns e questionando sobre sua condição de ser cidadão. Afinal de contas “o que eu, vivente da cidade, tenho a ver com isso?”

Há um sintoma mundial de descontentamento com a forma de sistema econômico consumista, desrespeitoso e exploratório que desde a Revolução Árabe, Protesto de 2008 na Grécia e Los Indignados na Espanha em 2011, assim como em vários países europeus e da América Latina reverberam ecos de contestação nas principais capitais mundiais para novas formas das pessoas se relacionarem com seu corpo, com meio onde vivem, com a natureza e com as formas de acessar às cidades. Em Porto Alegre não é diferente, a cidade acordou para ela própria e está criando formas de organização coletivas e movimentando espaços culturais da cidade.

Tenta-se questionar neste momento um processo que ganha um nome feio de gentrificação, ou seja, a tal “higienização cultural” que vislumbra transformar cidades em regiões acépticas e sem vida, como grandes shoppings cercados e monitorados. Apoiado nesta ideia, está a gestão de uma governança municipal desenvolvimentista (e às vezes má humorista) que realiza um plano nacional de Copa do Mundo, invadindo a cidade com obras megalomaníacas, com privatizações e restrições de uso de espaços públicos, especulação imobiliária, despejos de famílias e comunidades inteiras de suas casas, interditando pontos de encontro, e inclusive, realizando graves repressões policiais contra comunidades quilombolas, indígenas, da periferia e de movimentos de protesto, em contraponto a isso, se insurgem grupos de pessoas que colocam seus corpos na rua a fim de ressignificar seu vínculo com o local onde moram.

Daí a importância dos espaços de afeto da cidade como fala Zé do Tambor, um dos fundadores da Terreira da Tribo. Cada vez mais se vê a necessidade de resgatar identidades culturais formadoras, construir lideranças artísticas e estar na rua em diálogo com as pessoas e com cidade.

A atividade cultural da cidade é resistente em locais como a Redenção, onde acontecem encontros contínuos de malabaristas e artistas de circo da cidade; os domingos de Brique da Redenção, onde se reúnem artesãos, livreiros, antiquaristas, artistas visuais expositores e artistas de rua como Zé Da Folha, tocador de viola e folha, Marcelo Tcheli, bonequeiro, os músicos do Conjunto Blue Grass Porto AlegrenseCia-Um-Pé-de-DoisCirco Petit POA-RS e outros tantos, além da maior feira orgânica da América Latina que é Feira dos Produtores Orgânicos que acontece nos sábados na José Bonifácio que encontra projetos irmãos no Menino Deus e na Zona Sul. Uma feira ao ar livre representa troca de conhecimentos, conscientização do consumo, da saúde mundial e o incentivo a um sistema sustentável da agricultura.

Os artistas se apresentando em espaços públicos, automaticamente, criam um sentimento de identidade, pertencimento e cidadania, e determinada rua ou centro cultural já não é mais a volta para o trabalho, é um palco, um atelier, uma sala de cinema.

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Games
27 de março de 2013 por pontoeletronico

Super Sale: Indie Steam

Nosso amigo Yusanã Mignoni fez um belo TOP 5 de dicas do que comprar na super promoção de jogos independentes do Steam e não resistimos em dividir com vocês. Pra quem se interessou mas não sabe bem por onde começar, sugerimos o documentário Indie GameAproveitem!

A Steam está com uma baita promoção até dia 29 nos seus jogos indies e eu, como entusiasta do gênero, resolvi fazer essa listinha de recomendações. Jogos indies são legais, baratos, não poluem o meio ambiente e te fazem uma pessoa melhor. Só coloquei jogos que eu realmente joguei e gostei, nada de “ouvi dizer que é bom”. Segue lá:

Hotline Miami

Já recomendei antes. Comprei, comecei a jogar às sete horas da noite e só parei às três horas da manhã, depois de ter terminado o jogo e o epílogo. Foi uma experiência tipo misturar cocaína com LSD. Recomendo.

FTL: Faster Than Light

É um jogo incrivelmente difícil, roguelike puro – daqueles que se morreu tem que começar tudo de novo. Rolou tipo o que aconteceu com o Hotline Miami: um amigo me apresentou no domingo e eu joguei a segunda feira toda até terminar (obviamente tirando um print da tela final pra mostrar minha superioridade já que eu tinha terminado o jogo e ele ainda não). O melhor é que a vontade de jogar ainda não passou porque o jogo vai abrindo novas naves e novas armas. Replay value do caralho.

Dungeons of Dredmor Complete

Nunca morri tanto num jogo. E admito que este é um jogo que ainda não consegui chegar nem perto de terminar. Roguelike maldito com tantas maneiras de jogar que o seu cérebro dá um nó. Estou com um personagem no sétimo nível da dungeon há duas semanas e tenho medo de carregar o save, morrer e ter que começar de novo.

Legend of Grimrock

Também de dungeons, mas o foco nesse aqui são os (magníficos) puzzles. É um dos mais desafiadores jogos desta lista. Tem que jogar fazendo anotações e estar sempre preparado pra cair numa armadilha e ser currado por aranhas gigantes.

Amanita Collection (Machinarium, Botanicula e Samorost 2)

Ok, depois de 4 recomendações de jogos difíceis, um packzinho com os jogos do gênero mais bonito que já existiu: adventures point and click. Achei o Botanicula meio infantil (apensar de bonito) e o Samorost 2 é curto, mas o Machinarium é uma das maiores obras de arte dos últimos anos.

É isso.

Yusanã Mignoni é colaborador eventual do Ponto e amante de jogos, especialmente os independentes (e um queridão).

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Música
15 de novembro de 2011 por pontoeletronico

Kaiser Chiefs deixa os fãns criarem seu próprio álbum.

A banda de rock Kaiser Chiefs em conjunto com a Universal Music e a Wieden Kenedy Londres lançou um site onde os fãns da podem personalizar seu próprio álbum. Os consumidores podem selecionar as faixas e também podem criar uma capa própria para o álbum.
A banda foi mais além, e adotou uma técnica de vendas bastante nova, para cada amigo que um fã conseguir indicar e vender o cd ele ganhará 1 euro em troca.

 

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Nada a Ver
07 de novembro de 2011 por pontoeletronico

Cute Roulette

Com vocês, as maiores fofuras do universo: todas aqui no Cute Roulette.

Enjoy!

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Tecnologia
18 de outubro de 2011 por pontoeletronico

Adeus filas.

Filas fazem cada vez menos sentido. Já estava esperando por esse aplicativo fazia um tempo e fiquei bem emocionada quando fiquei sabendo dele. Já sabia que existiam alguns outros focados em ambientes médicos, como o InQuickER, porém o Qminder é um app que permite esperar na fila em praticamente qualquer tipo se serviço.

Ainda em versão beta o app é um sistema de gestão de filas, onde o usuário pode ‘pegar’ um número para entrar na fila virtualmente, e logo após, recebe estimativas sobre o tempo de espera. Quando estiver perto de sua vez o sistema manda um alerta avisando que você deve se aproximar do lugar para ser atendido.

Não vejo a hora dessa tecnologia chegar nos bancos, cartórios, restaurantes de SP!

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Tecnologia
13 de outubro de 2011 por pontoeletronico

Ebooks nas redes sociais.

Desenhado pelos alemães Henrik Berggren e Kjelkerud David, o Readmill, é uma plataforma de rede social para os leitores de e-books. A rede será um aplicativo e permitirá que os usuários destaquem um parágrafo do seu e-book e publiquem no Facebook, Twitter ou Tumblr.

‘Queremos que a Readmill esteja disponível em todos os lugares. Não importa o dispositivo que estão usando, queremos que as pessoas sejam capazes de compartilhar seus pensamentos sobre os livros, onde quer que estejam.

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Design
10 de outubro de 2011 por pontoeletronico

Dados da vida toda em um só lugar.

O site Personal.com permite aos usuários agregar seus dados pessoas em um único lugar. Eles organizam os dados e além disso existe a opção de compartilhar dados com os amigos, como por exemplo: restaurantes favoritos, número da conta, etc.

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Design, Nada a Ver
10 de outubro de 2011 por pontoeletronico

Beautiful Rubbish

Já que não se pode acabar com o lixo da noite para o dia, a cidade de Auckland lançou há cerca de um ano a campanha “Beautify your City“, que distribuiu sacos para lixo reciclável que se parecem com arbustos, e criam a ilusão de uma cerca-viva nas ruas. A campanha foi inicialmente planejada para a Copa do Mundo de Rugby de 2011, mas gerou resultados positivos na conscientização dos locais e horários corretos para coleta de lixo reciclável.

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Games, Tops
28 de setembro de 2011 por pontoeletronico

Gamificar, fazer ou não fazer

É, pessoal, os tempos mudaram. Se a trocentos anos atrás Hamlet se indagava de forma semelhante, refletindo sobre a condição humana, hoje milhões de publicitários, emocionados após o grande discurso de Jane McGonigal no TED, perguntam se é hora de gamificar geral ou não.

Pessoal, aqui vai um aviso: não confunda gamificação com “badgificação” (dar badges, moedas e aumento de level a torto e a direito). Não é só porque alguém pagou o almoço com seu vale-refeição que ele precisa ser “Mister VR”. Ou então comprou quatro cardigãs na Urban Outfitters que ele é agora Level 10 em “Amo Tumblr”. Para gamificar qualquer coisa que se queira hoje, é preciso (superficialmente) quatro coisas: 1) entender com quem se está falando, 2) motivar a pessoa a participar de um jogo, 3) ser um jogo divertido e 4) ser relevante.

Estes quatro itens parecem bem lógicos e fáceis de entender e aplicar, mas, se assim os fossem, não teríamos tantas paródias quanto ao mal uso de técnicas de gamification como rola nessa maravilhosa interwebs, não? Por isso a seguir farei uma breve análise de cada um, repleta de links, para vocês ingressarem nesse mundo aí das “camadas de jogo”.

1) Entendendo a rapaziada

Compreender com quem se está falando parece algo muito fácil, afinal de contas, o que as empresas mais sabem é sobre seu target, certo? Certo. Mas, ao mesmo tempo, as empresas sabem como estas pessoas se comportam durante os jogos? Bem, aí já se adentra noutro terreno, mais pantanoso e obscuro, repleto de perigos e caminhos traiçoeiros,… Ou não.

As pessoas possuem diferentes personalidades quando jogam um jogo. Mesmo dentro de um target super definido (como Homens, de 18 anos, classe A, que foram criados a “leite com pera e ovomaltino”) existem aqueles que, durante um jogo, querem causar, contar vantagem, explorar o mundo ou outros que queiram apenas sociabilizar. O psicólogo Richard Bartle fez um teste homônimo bem legal sobre isso, que serviu para destacar quatro personalidades de gamers, que respondem de uma maneira própria a diferentes estímulos. Este teste foi originalmente desenhado para os jogos de MMORPG – Massive Multiplayer Online Role Playing Game (World of Warcraft e tal) -, mas ele é amplamente usado para identificar personalidades em uma plataforma gamificada (por falta de outros testes, é verdade).

2) Motivando geral (ou Behaviorismo, venha até mim)

            A motivação é provavelmente o campo mais amplo (e mais mal usado) em serviços gamificados hoje em dia. Em primeiro lugar, porque muitas vezes não há motivação nenhuma pra fazer a tarefa. Em segundo lugar, porque o nosso cérebro é perverso e, muitas vezes, nós podemos desmotivar-nos se formos motivados financeiramente, por exemplo. Por isso, CUIDADO! Tente entender bem o que está motivando seu gamer.

As motivações para as pessoas podem ser internas (nossa vontade de realizar algo) ou externas (uma ajuda financeira ou um incentivo pessoal tipo “vai, filhão!”) e elas são bem diferentes. Existem muitas teorias que estudam a motivação das pessoas, todas elas usando os nomes de seus cientistas, e vale ler um pouco sobre cada uma. Cito aqui as mais interessantes para entender as motivações em um gamer: a pirâmide de Maslow, as respostas de intervalos fixos e variados de Skinner, a teoria do Fluxo de Csikszentmihayli ou o modelo triádico de B.J. Fogg. Agora se você é da geração do Thor Batista, em que uma boa leitura de um blog substitui um livro, Michael Wu fez uma ótima série de textos sobre gamification e as motivações.

3) Tem que ser divertido e 4) ser relevante

A campanha Fun Theory, da Volkswagen é um bom exemplo de diversão: diversos experimentos envolventes foram realizados, como a escada-piano, mas o Speed Camera Lottery é o que merece destaque aqui. Segue o vídeo explicando o funcionamento dessa mecânica:

Quanto a relevância, a gracinha da Jane McGonigal já tinha soltado a letra: os jogos precisam ter um Epic Meaning. É difícil ter uma total relevância no caso de um jogo para uma empresa? Não. Um bom exemplo é o Missão Bioma: game que a Globo desenvolveu em parceria com a Aquiris para educar as pessoas sobre os biomas ecológicos do Brasil, usando uma plataforma de jogo bem semelhante ao excelente Plants Vs. Zombies.

Resumindo, o sinal do hype bateu para esse neologismo anglo-saxônico. E bateu forte como um hipster de Williamsburg cantando Animal Collective em sua bike fixa. Muitos acreditam que, daqui a 10 anos, quando olharmos para olhar o ano de 2011, não lembraremos com tanta ênfase da crise econômica, da saída de Steve Jobs da Apple ou do primeiro ano da Dilma na presidência. Pelo menos não tanto quanto o conceito de Gamification. Talvez isso realmente ocorra, talvez não. O que vai determinar o sucesso desta última será a galera ter noção em como, quando, aonde e porque gamificar sua empresa, serviço, vida ou animal de estimação. E espero que eu tenha ajudado um pouco com esse texto.

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Moda, Tecnologia
15 de setembro de 2011 por pontoeletronico

Net a porter a la Tesco

A varejista online, Net-A-Porter, criou uma loja virtual para o Fashion Nights Out/2011. Ela colocou uma espécie de cartazes nas paredes com os itens, e para fazer as compras os consumidores deveriam fazer download do aplicativo, em seguida era só levantar seus celulares ou iPads para obter mais informações e efetuar a compra.

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