Categoria: Arte

Arte
11 de setembro de 2013 por nina

Memória Fragmentada

Phillip Stearns é um artista do Brooklyn, Estados Unidos, cujos projetos trabalham a arte digital e o design têxtil. O artista criou recentemente um conjunto de três grandes peças em tapeçaria para o projeto, chamado Fragmented Memory, que se baseia em dados binários extraídos de seu computador.

O artista usou um software personalizado para converter os dados da memória do seu computador em imagens. Os pedaços de código binário foram agrupados em pixels, simplificados em sessenta e quatro valores RGB diferentes, que foram traduzidos em diversas cores. A paleta foi criada com a ajuda de oito cores diferentes de fios, que foram trançados para recriar as imagens em enormes tapetes.

O projeto anterior do artista, Glitch Textiles, também explora temas semelhantes, que une o universo digital com trabalhos em tecido. É interessante ver os dados digitais, aparentemente chatos, serem traduzidos em arte com ares nostálgicos, nos remetendo ao início da era dos videogames e da própria Internet.

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Arte
22 de agosto de 2013 por nina

Artista Music.Box: Magenta King

Para 2013, o Music.Box fez uma parceria com o Pupunha Ink, evento de desenho que acontece mensalmente em São Paulo, que vai fazer a curadoria dos artistas mais legais que já passaram pelo evento para ilustrar as playlists. A primeira foi capa do artista Arthur d’Araujo. Agora apresentamos o grande Magenta King.

A versão Clark Kent de Magenta King é Rodrigo Solsona, ilustrador e aposta como um dos melhores quadrinistas do país. Qualquer desavisado que se depara com sua arte pode pensar que é de um incrível japonês mangaká contemporâneo. Isso porque o artista bebe de referências da arte pop japonesa e é grande discípulo de Taiyo Matsumoto. Também tem fortes influências musicais, como John Frusciante e Shugo Tokumaru. Como ele mesmo diz em seu perfil, Magenta King desenha como se não houvesse amanhã.



Magenta King produz como uma máquina. Acaba de ser lançado nas comic shops o quadrinho independente 2028, dos quadrinistas do Bimbo Groovy, um grupo formado por ele e outras grandes personalidades do quadrinho nacional: Arthur D’Araujo, Dalts, Santolouco, João Azeitona, Marcelo e Magno Costa.

O coletivo está atualmente trabalhando em um quadrinho com histórias que se passam no ano de 2028, quando nosso planeta tornou-se um lugar obscuro e violento à lá Mad Max.

Assim como no Bimbo Groovy, o artista costuma unir forças com outros quadrinistas para lançar diversos projetos independentes em coletivo. Um exemplo foi o EP, lançado com o amigo Dalton Soares, e o evento SWAN, que reúne um grupo de 9 ilustradores para desenhar um dia inteiro, ao vivo, uma história em quadrinhos coletiva.

Incansável, o artista ainda está produzindo em conjunto com o artista Dalts o quadrinho 5\5, a ser lançado no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), uma revista de 72 páginas recheadas de histórias. Depois disso, ele pretende fazer um crowdfunding pra lançar um volume de 200 páginas de histórias inéditas.


Pra você saber mais, acesse o site do Magenta King. Tem sempre coisa nova sobre seus trabalhos e ainda registros em vídeo, com edições impecáveis. Não esqueça de conferir a playlist que o Music.Box fez com capa desenhada pelo artista: Drop It Like It’s Hot!

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18 de julho de 2013 por Eduardo Biz

The Future of Art

Muito bom esse mini-documentário sobre o futuro da arte!

Nomes de peso como Hans-Ulrich Obrist e Olafur Eliasson dão depoimentos bem pertinentes sobre a estética em uma era hiperconectada e sobre o conceito de autoria em tempos de colaboração em massa.

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Arte
15 de julho de 2013 por marimessias

Rua da Padaria

A Bruna Beber, que já nos disse seu poema brasileiro favorito, está lançando livro novo. Se liguem no belíssimo trailer. O lançamento em SP é nesse dia 18 as 19h, no Espaço da Revista Cult.

 

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12 de julho de 2013 por nina

BXBY – o primeiro filme em GIF animado

BXBY é um curta-metragem do diretor Quentin Cherrier, fotógrafo francês, que uniu o universo do cinema com os GIFs animados para criar o primeiro “clif” já feito (“clipe” + “GIF”).

O “clif” une diversos GIFs animados em um storytelling bem amarrado, como uma HQ animada sem balões de fala, como se um storyboard fosse fotografado e animado, tomando o lugar da gravação em filme.

O roteiro é bastante simples e poético. Nas primeiras cenas vemos uma menina acordando em um bosque outonal, com vários balões coloridos presos à sua cintura. Mas a calmaria estética do início se transforma ao surgir um homem com uma espingarda – e então começa a caçada.

O processo foi bastante prático: Cherrier fotografou todas as cenas em um único dia – algo bastante atípico para a produção de um filme. Augustin Charnet, vocalista da banda KiD WISE, criou a música trilha-sonora (que também é intitulada “BXBY”), e a artista Elen Blimo desenhou o website.

A ideia de Cherrier foi criar uma história em que o espectador pudesse assistir da forma que quiser. Acesse o “clif” e dê um scroll para assistir a história: BXBY – Clip and GIF.

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Arte
04 de julho de 2013 por Marcella Franco

C A I S

Imagem Adolfo Natalini

Aos fãs de literatura, vos dedico: O CAIS
Uma revista virtual de literatura. Nela, diversos tipos de arte dialogam com a literatura em conversas entre som, imagem e texto propostas pelos colunistas-marujos a cada nova edição. Existem colunistas fixos e colaboradores. Os textos são beleza rara! O pessoal é puro talento!

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Arte
26 de junho de 2013 por Lucas Liedke

CIDADES DE PAPEL

Em tempo de tomar as ruas para fazer posts offline em cartazes handmade, nada mais apropriado que as cidades do britânico Mathew Picton. Baseadas na topografia e arquitetura local dos cenários, o micro-urbanista explora detalhes humanos, sociais e culturais de diversos cantinhos espalhados pelo mundo.

Las Vegas

 

Manhattan 9/11

 

Portland

 

Venice

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Arte
25 de junho de 2013 por Eduardo Biz

Quem são os artistas de rua da Paulista?

A avenida Paulista funciona como palco para os mais diversos tipos de eventos durante todos os meses do ano. Mas há um tipo de espetáculo que está sempre em cartaz por lá: a arte de rua.

O belíssimo mini-documentário “Pão e Circo”, dirigido pela dupla Alex Kidd e Naiara Rentes Rocha, revela com muita sensibilidade quem são as pessoas por trás desses personagens com os quais todos nós já esbarramos algum dia.

O curta conta as histórias e os motivos que trouxeram esses artistas às ruas da cidade, focando em três dos mais emblemáticos da avenida: a estátua viva que fica em frente ao Conjunto Nacional, o cover do Elvis e os irmãos imitadores de Michael Jackson.

Impossível não se emocionar com a mãe dos irmãos Jackson explicando que eles começaram a dançar para amenizá-la da dor que sentiu com o falecimento do ídolo.

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Arte, Comunicação, Nada a Ver
11 de junho de 2013 por andre

LIVROS QUE VOCÊ PRECISA VIVER

Certa vez li uma entrevista da artista servia Marina Abramovic em que ela dizia que você pode ler muitos livros, mas que o livro não necessariamente modifica seu leitor. Para ela, devemos extrair norteadores dos livros, mas o que realmente importa é a própria experiência. Talvez por isso me interessem tanto os livros que estimulam novas vivências. Não, não estou falando de aprender a mexer no queijo do coleguinha. Me interessam os livros que incentivam o leitor a fazer, criar, desenhar, colecionar, experimentar e, por que não, viver de outras formas.

O trabalho da ilustradora Keri Smith é exatamente isso. Autora de bestseller como Wreck this Journal, How to Be An Explorer of the World e The Pocket Scavenger, Keri estimula seu leitor a viver todos os dias como se fosse o último o primeiro, desbravando inúmeras possibilidades através de diferentes exercícios. São livros/scrapbooks com alma DIY – Do It Yourself -, que você não precisa apenas ler, mas sim viver.

O trabalho de Kari pode parecer ingênuo ou apenas uma boa desculpa para fotos no Instagram, mas acredito que também seja uma provocação sobre o conceito de arte e à respeito da nossa capacidade de manifesta-la em nosso cotidiano. E ela está longe de ser a única a explorar tal assunto através de uma perspectiva DIY.

Em 1993, os artistas Christian Boltanski e Bertrand Lavier e o curador Hans Ulrich Obrist – ou HUO -, conceberam o projeto Do It, um toolkit para estimular qualquer pessoa a desenvolver suas próprias expressões artísticas através de técnicas, exercícios e experimentos. Nos 20 anos que se seguiram, foram mais de 50 exposições e 300 que transformaram o projeto em uma das grandes influências da expressão e curadoria contemporâneas.

Em 2013, HUO está lançando o livro Do It: The Compendium, um compilado de tais instruções para peformances, esculturas, intervenções urbanas ou reflexões. As ideias e frameworks são propostas por artistas como Ai Weiwei ou David Lynch, uma combinação de mentes criativas que apenas o HUO poderia curar.

Além de um tratado sobre o criativo, o livro provoca uma discussão instigante sobre o eixo originalidade-reprodutibilidade. Nas palavras do Hans: ”Do it rejeita a ideia de originalidade em prol de uma concepção mais aberta da criação de um trabalho. Jamais foram criadas duas respostas idênticas às instruções do livro”. As colaborações são muito poéticas e este post do Brainpickings está repleto delas, como por exemplo a instrução do artista Federico Herrero, em uma obra chamada Secret Friend:

“Escolha uma pessoa de quem você ama, gosta ou simplesmente tem bons sentimentos a respeito. Deixe pequenos presentes em lugares pessoais para ela durante 5 dias. Ao longo dos cinco dias, grave secretamente suas conversas com ela. Pode ser uma gravação longa ou curta.  Ouça as gravações todas as noites antes de dormir.”

Em uma primeira camada, estes livros são incentivos à nossa sensibilidade e à capacidade de perceber poesia no dia-a-dia. No entanto, a constante experimentação e a possibilidade de desempenhar atividades e atitudes que lhe tiram da sua área de conforto também provocam um intenso processo de autoconhecimento.

Viver estes livros é mergulhar em uma sedutora possibilidade de conhecer as inúmeras pessoas que moram dentro de você. Para encerrar, vale assistir o vídeo do Richard Wentworth, artista, curador e um dos idealizadores de Do It:

 

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Arte, Comportamento, Comunicação, Design
10 de junho de 2013 por marimessias

O mundo é o meu playground

Vocês devem ter visto a ação da IBM que bombou semana passada e transforma outdoors em objetos úteis ao cotidiano, como bancos e toldos.

Pois é, mas longe de ser privilégio da empresa, ela reflete um comportamento que ta rolando no mundo inteiro, de quebrar barreiras e adicionar prismas divertidos ao que seria, normalmente, monótono. Como falamos no post sobre o Community-Centered Design, essas ações ajudam a melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano e incorporar tal lógica é premissa básica para instituições que desejam ser / permanecer relevantes.

A própria ação da IBM é bem parecida com uma iniciativa que postamos aqui na semana passada, de design 2D.

Mais um bom exemplo é o do designer holandês Thor ter Kulve. Ele cria instalações de street art capazes de transformar os objetos mais simplórios do cotidiano urbano em arte interativa. Algumas das iniciativas do artista são o sprinkler que, quando acoplado a hidrantes os transforma em fontes ou os balanços que podem ser acoplados em postes de luz.

Outra iniciativa legal que segue essa vibe é a campanha Nature’s Playground do National Trust inglês. O National Trust é o responsável pela manutenção, proteção e abertura ao público de imóveis históricos, como casas, lojas, fazendas e jardins.

Para aproximar o público e diminuir a formalidade das visitas, os anúncios fazem piada com placas clássicas e um “É proibido pisar na grama” vira “Por favor, fique na grama”

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