Categoria: Comunicação

Comportamento, Comunicação, Design
23 de maio de 2013 por andre

COMMUNITY-CENTERED DESIGN: uma nova relação pessoas-cidades-marcas

Semana passada tivemos a semana especial sobre SP aqui no Ponto e vimos alguns exemplos de iniciativas focadas na apropriação da cidade. Mas além do poder de transformar a paisagem urbana, acredito que esse novo espírito também impulsiona uma nova dinâmica entre marcas e pessoas. E para entender isso, precisamos fazer uma retrospectiva breve e quase simplista dessa relação.

O final da década de 90 foi marcado por um esgotamento do modelo de consumo baseado na criação de marcas aspiracionais – e distantes -, cujo foco era gerar desejo pela aspiração, um modelo product-centered. À partir daí, atingiu a massa uma revolução liderada pelo Design que ressignificou toda cadeia de produção e consumo. No lugar de bens materiais, passou-se a enxergar os produtos como possibilidades de interação, interfaces que provém algum tipo de serviço ao consumidor e que, portanto, precisam ser pensados à partir do ponto de vista das pessoas – um modelo human-centered.

O Netflix é a prova disso: uma proposta de uma relação mais honesta entre marca e consumidor no lugar das multas de atraso na devolução que financiaram o império da Blockbuster. Nike, Method, Whole Foods, Innocent Drinks são outros exemplos de marcas que contribuíram para essa mudança ao colocar o consumidor como centro. Marcas que adotaram ações no lugar de discursos, o diálogo ao invés da propaganda e uma postura beta no lugar da inovação fechada.

No entanto, considerando a velocidade das transformações nas últimas décadas e a crescente demanda por transparência, propósito e responsabilidade, acredito que estejamos à beira de uma nova virada. Color+City é uma pequena-grande iniciativa nessa direção. A iniciativa conecta as pessoas com vontade de transformar São Paulo por meio das cores.

O contexto de rede empoderou os indivíduos a transformar e agir com mais frequência por meio de iniciativas que usam o coletivo para melhorar o ambiente ao redor. Nada mais natural que as pessoas se tornem mais críticas e exijam a mesma postura prática do setor privado. Paira no ar uma expectativa de que marcas se tornem mais que produtos com um discurso próximo, assumindo uma postura mais ativa. Ou seja, ações de responsabilidade socioambiental como salvar a Amazônia não são o bastante. Cada vez mais, as pessoas valorizam as instituições capazes de gerar mudanças/transformações para a vida cotidiana, real, próxima da realidade.

“Não há mais uma grande causa, a ‘sociedade perfeita do amanhã que vamos construir pela política, mas, ao contrário, a preocupação cotidiana.” (Michel Maffesoli, sociólogo)

Pensando que, de acordo com a ONU, até 2020 90% da população do Brasil e América Latina viverá em contextos urbanos, tais mudanças deverão girar em torno de temas derivados da interação entre pessoas e cidades. Mobilidade, acesso, convivência, entretenimento coletivo e outros assuntos relacionados serão grandes oportunidades para uma marca prover serviço.

Nesse sentido, os exemplos são inúmeros, como o Ushahidi, plataforma aberta que através de SMS, MMS e Internet consegue reportar e mapear regiões (ruas, bairros, cidades, estados e países) com problemas como conflitos ou desastres naturais. Esse serviço faz com que autoridades sejam facilmente alertadas sobre algo e também evita com que as pessoas se coloquem em situação de risco. Ou mesmo o WhipCar, serviço de Car Sharing que permite ao usuário alugar o carro do seu vizinho por um preço menor que as empresas de aluguel.

Pouco a pouco, vemos emergir um mindset community-centered: interações/ações que visam melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano. Essa mentalidade coloca no centro um grupo de pessoas com afinidades semelhantes, unidas por ferramentas para que possam melhorar as relações das pessoas entre si e com seu entorno. Incorporar tal lógica é premissa básica para marcas que desejam ser / permanecer relevantes.

O projeto de Neighborhood Stores do banco norte-americano Umpqua Bank vai nesse caminho. O conceito de loja é focado em atender sua vizinhança, provendo um serviço à população. As agências oferecem espaços para relaxar ou trabalhar, com café e wifi grátis, além de TVs que exibem notícias e informações sobre o universo financeiro.

Outro exemplo é o Color Reclaim, projeto da Converse para transformar não-lugares abandonados como viadutos em espaços de socialização como galerias para exibir trabalhos de grafiteiros e palcos para shows de novas bandas.

Ainda é difícil vermos grandes marcas agindo com uma mentalidade community-centered. Estas iniciativas têm partido principalmente de pequenas empresas, iniciativas independentes ou simplesmente das pessoas, de forma cada vez mais organizada. Grandes marcas costumam aparecer menos como protagonistas e mais como patrocinadoras dessas ações. No entanto, se as pessoas anseiam por transformações mais reais e presentes no cotidiano, as marcas devem se tornar agentes de transformação da cidade.

O que isso significa? Que no lugar de pensar no futuro da categoria, sua marca deveria estar pensando na cidade do futuro e nos tipos de serviços que poderá prover para materializar esse futuro. Já pensou nisso?

*Este texto foi escrito a seis mãos pela Carla, Fábio Amado e André. E adoraríamos a sua contribuição para pensar em novos desdobramentos para este tema. =)

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Comportamento, Comunicação
20 de maio de 2013 por marimessias

Beardvertising

Homens com barbas épicas podem tentar renda extra através do Beardvertising, um serviço de mini outdoors em… é, barbas.

Sem mentira. A ideia foi da Lexington, uma agência do Kentucky e já tem até alguns clientes, como A&WEagle One.

O motivo? Segundo o criador, Whit Hiler: “Todos amam barbas”.

Te interessou? Rola ler mais sobre aqui.

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Comunicação
09 de maio de 2013 por marimessias

Play Fanta

A Fanta criou uma campanha muito legal, direcionada ao público jovem.

Com um formato de storytelling digital bem inovador, a campanha conta a história de um grupo de jovens que embarca em uma missão para salvar o jogo. A narrativa, que é um tipo de HQ interativa misturada com game, pode ser conferida no site Play Fanta (ou na App Store, de graça) e se chama Saving the Source.

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Comunicação
08 de maio de 2013 por Lucas Liedke

mimos pra quem bomba na web

Há algum tempo, o Klout se propõe a medir a influência das pessoas nas suas redes sociais (considere uma matemática que analisa likes, comentários, seguidores e reblogs de Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Foursquare e por aí vai). Apesar das muitas críticas sobre como calcular e qualificar esse tipo de informação, o Klout vem evoluindo. Criou uma plataforma de business e agora está aprimorando promoções para os nerds/bacanas que estão no topo desse concurso de popularidade.

A parceria que vem dando o que falar é com a American Airlines, que convida os maiores influenciadores (ou melhor, aqueles que tem score acima de 55) para conhecer os seus lounges Admirals Club em 37 aeroportos ao redor do mundo (sim, Guarulhos tá nessa). Wi-fi, drinks, snacks e bons banheiros, e por favor, não se esqueça de mencionar a gentileza da AA nas suas redes sociais.

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Comportamento, Comunicação, Design
07 de maio de 2013 por andre

Brand Thinking: por que nos definimos através das coisas?

“A versão moderna da introspecção é a soma total de escolhas altamente individualizadas que fazemos sobre o conteúdo material de nossas vidas.”

Na semana passada a escritora, educadora e designer Debbie Millman relançou um livro que vale a pena comentar. Brand Thinking and Other Noble Pursuits é um ensaio provocador sobre a íntima relação do sujeito contemporâneo com os bens materiais, uma dinâmica segundo a qual o sentido da vida está psicologicamente ligado ao que consumimos, das roupas aos livros.

Em um primeiro nível, a proposta do livro é interessante porque o tema é extremamente atual. Apesar de tantas discussões sobre propósito, elevação e até o começo de uma era pós-consumismo, também nunca vimos tantas marcas se associando à felicidade e à realização. A obra traz alguns conceitos pertinentes para a discussão, como:

“A razão pela qual continuamos a reatualizar a imagem de tantas coisas é o fato de que somos uma espécie com um incessante apetite por reafirmar os sentimentos de segurança e nostalgia que objetos antigos nos trazem. Ao mesmo tempo, também possuímos um desejo eterno de injetar uma novidade que nos seduza a um engajamento contínuo com a experiência.”

Debbie fez um extenso trabalho investigativo sobre a relação do homem com produtos e o surgimento da cultura da marca. Para isso, entrevistou especialistas de diferentes áreas do pensamento para gerar uma análise crítica mais profunda e heterogênea. Os nomes entrevistados por ela são a segunda razão para prestar atenção no livro: o escritor e crítico cultural Daniel Pink – autor do sensacional A Whole New Mind, do qual já falamos aqui; o blogueiro, autor e guru da tecnologia Seth Godin; o jornalista e autor de best-sellers Malcolm Gladwell; e Dori Tunstall, antropóloga e designer conhecida por sua lucidez no estudo da criatividade e na visão do design como ferramenta da democracia.

Para encerrar, um quote provocador do Malcolm Gladwell sobre escolhas materiais como sinônimos de atos políticos:

Nossas escolhas materiais não são mais algo trivial. Elas estão entre as escolhas mais importantes que fazemos. E elas possuem consequências que vão muito além dos nossos próprios sujeitos – elas possuem consequências globais. Consequências na nossa economia, na comunidade em que vivemos. Quando você come um hamburger do McDonald’s, você está dando um voto para um certo tipo de agricultura e para um determinado cenário climático. De certa forma, tudo que fazemos representam escolhas de um certo tipo de mundo. 

[...]

As coisas que as pessoas decidem mostrar inevitavelmente geram um tipo de inércia. Em um mundo no qual dispomos de recursos extraordinariamente eficientes de comunicar e exibir, a pergunta ‘quem é você?’ torna-se incrivelmente complicada. Acredito que marcas sejam parte disso. Quando você se cerca de determinados tipos de objetos, eles se tornam uma declaração pública de quem você é. 

via brainpickings

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Comunicação, Design
19 de abril de 2013 por marimessias

The Track

Tênis de corrida da Nike suspensos em torno de uma pista iluminada, como se estivesse sendo usados por atletas invisíveis. Essa á a instalação criada pelo Studio-at-Large que está em exposição na região mais artsy da China, o 798.

A instalação faz parte do evento de lançamento da linha Nike Free.

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Comunicação
18 de abril de 2013 por nina

O lucro das palavras doces

Você compra o produto ou sua propaganda?

A maioria de nós é, obviamente, impactada pela força das palavras de um anúncio muito mais do que a oferta em si. Principalmente quando um comercial consegue arrancar emoções, sorrisos e risadas (como as campanhas do sabonete Dove e da Coca-Cola).

Com isso em mente, os publicitários Will Ferrari Júnior e Alexandre Freire resolveram impactar o cotidiano das pessoas através de palavras bem-humoradas em um negócio que, até então, nunca teve interesse publicitário: os vendedores de balas nos semáforos.

Os publicitários desenvolveram diversas frases irreverentes e ilustradas afim de chamar a atenção dos motoristas e passageiros para Thiago Martins Silva e suas balas, vendidas em um semáforo no Butantã, na zona oeste de São Paulo.

Normalmente Thiago vende cerca de 250 pacotinhos de balas em 5 horas. No dia do teste, que ganhou o nome de “Candy Project”, ele vendeu tudo em menos de três horas. Confira o vídeo:

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Comunicação
16 de abril de 2013 por marimessias

Retrato (falado) da beleza real

Isso é muito triste, mesmo. Apenas 4% das mulheres do mundo se acham bonitas. O estudo foi feito pela Dove com mais de 6 mil mulheres ao redor do mundo, com idades entre 18 e 64.

Preocupados com esse padrão, onde meninas que se acham (e são) lindas crescem para se tornar mulheres lindas que se acham feias, a marca criou o documentário Retratos da beleza real, aí de cima.

No documentário a marca convidou um artista forense com 28 anos de carreira, daqueles que fazem retratos falados,  para desenhar as mulheres segundo elas achavam que se pareciam e segundo um desconhecido as descreveu para o artista.

Os resultados são bem diferentes, claro. Siliga:

Lá no site tem muito mais vídeos, desenhos e conteúdo interessante em geral.

E, po, para com disso, você é linda <3

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Comportamento, Comunicação
12 de abril de 2013 por marimessias

A morte do paradigma do machão

Empatia, colaboração, paciência, vulnerabilidade e capacidade de ouvir são valores em alta, segundo uma pesquisa feita com mais de 64 mil pessoas ao redor do mundo.

A pesquisa é um dos norteadores do livro The Athena Doctrine: How Women (And The Men Who Think Like Them) Will Rule the Future, do jornalista ganhador do Pulitzer, Michael D’Antonio e John Gerzema, da Young & Rubicam.

E é por isso mesmo que a deusa grega Atena deu nome ao livro, já que ela se relaciona a um tipo diferente de força, mais conectado com coisas como inteligência e justiça.

Para eles, tudo isso está muito relacionado com o crescimento da voz e do poder feminino, em especial da mulher millennial, que seria mais próxima da deusa Atena aí de cima. Isso faz com que os valores associados ao paradigma do macho, como ser agressivo, arrogante, egoísta e dominante se tornem ultrapassados (aliás, já falamos sobre esse novo modelo profissional aqui).

E, eles garantem, as empresas que não se ligarem nisso, vão perder espaço.

Ainda segundo o estudo, ao mesmo tempo que a confiança nas marcas caiu 50%, o apreço por aquelas capazes de ser empáticas e conectadas com os valores do mundo que vivemos subiu 400%! Mas não basta simular, tem que ser, já que as pessoas estão cada vez mais informadas.

E já que estamos falando sobre esse mundo mais heterogêneo, colaborativo e onde a mulher é vista e dita as regras, vale conferir o novo comercial da Bohemia, que da uma desdenhada bonita na ideia de que comercial de cerveja tem que ter mulher como produto, criando uma falsa cognição de que se adquirirmos um ganharemos o outro.

Bora lá, que demorou!

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Comunicação
10 de abril de 2013 por marimessias

Fiat+Porta dos Fundos

Depois do Spoleto, foi a vez da Fiat se unir ao pessoal do Porta dos Fundos.

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