Categoria: Comunicação

Comunicação, Nada a Ver
15 de julho de 2013 por marimessias

Da um abracinho aqui

O Outback Brasil criou essa cadeira que, conectada com o Facebook do aniversariante, transforma as felicitações da timeline em abraços. Como assim? A cadeira tem bracinhos e um tablet ligado nela. É.

Vale só pela bizarria, vai.

1 Comentário
Comunicação, Goody
27 de junho de 2013 por marimessias

VirtualPride.org

VirtualPride é uma iniciativa criada para demonstrar apoio para a comunidade LGBT Russa, que não pode fazer paradas de orgulho em Moscou nos próximos 100 anos (!!), entre outras coisas igualmente ridículas.

Para garantir o lugar na manifestação virtual é só entrar no site ou twittar usando #virtualpride. Os tweets vão aparecer em balõezinhos, como se fossem a fala de manifestantes virtuais.

Criada pela NYCPride e pela M&C Saatchi de Nova Iorque, ela  e rolará no dia 30, paralelamente a Parada do Orgulho de NY.

Comente
Comunicação, Tecnologia
20 de junho de 2013 por Eduardo Biz

Redes sociais familiares

Semana passada, falamos aqui no Ponto sobre as novas redes sociais que estão se fortalecendo com o declínio do Facebook.

Um dos motivos do êxodo, especialmente por parte dos jovens, se dá devido à presença de parentes na rede social. Embora muitos deles encorajam seus pais e avós a se integrarem digitalmente, a maioria aparentemente não curte socializar com os pais na mesma plataforma em que interagem com seus BFFs.

De fato, o Facebook funciona mais como uma ferramenta de comunicação em massa do que uma conversa íntima com os familiares. Surge aí uma demanda bem nichada: redes sociais voltadas à família.

Uma delas é a Rootsy, que funciona como uma árvore genealógica interativa, na qual é possível compartilhar fotos, vídeos e textos.

O 23snaps é bem fácil de usar para quem está acostumado com o Facebook, já que a interface é bastante semelhante. A diferença é o círculo mais fechado de contatos, voltado só para quem realmente é da família.

Seguindo uma linha semelhante, o FamilyLeaf se preocupou em criar um design que seja tanto atraente para o jovem quanto fácil de usar para os mais velhos, independentemente da sua competência tecnológica.

O premiado app Save The Mom oferece, além dos atributos básicos de uma rede social, algumas funcionalidades voltadas para o convívio familiar dos entes mais próximos. É possível mandar recados de voz e até criar uma lista de compras coletiva.

Menos lúdico, o Social Parent possibilita a criação de diferentes círculos de contato entre os familiares, e também de grupos temporários, que pode ajudar a organizar, por exemplo, o time de futebol do churrasco de domingo.

Infelizmente, todos esses sites são em inglês… Start-ups brasileiras: há oportunidade aí!

Comente
Arte, Comunicação, Nada a Ver
11 de junho de 2013 por andre

LIVROS QUE VOCÊ PRECISA VIVER

Certa vez li uma entrevista da artista servia Marina Abramovic em que ela dizia que você pode ler muitos livros, mas que o livro não necessariamente modifica seu leitor. Para ela, devemos extrair norteadores dos livros, mas o que realmente importa é a própria experiência. Talvez por isso me interessem tanto os livros que estimulam novas vivências. Não, não estou falando de aprender a mexer no queijo do coleguinha. Me interessam os livros que incentivam o leitor a fazer, criar, desenhar, colecionar, experimentar e, por que não, viver de outras formas.

O trabalho da ilustradora Keri Smith é exatamente isso. Autora de bestseller como Wreck this Journal, How to Be An Explorer of the World e The Pocket Scavenger, Keri estimula seu leitor a viver todos os dias como se fosse o último o primeiro, desbravando inúmeras possibilidades através de diferentes exercícios. São livros/scrapbooks com alma DIY – Do It Yourself -, que você não precisa apenas ler, mas sim viver.

O trabalho de Kari pode parecer ingênuo ou apenas uma boa desculpa para fotos no Instagram, mas acredito que também seja uma provocação sobre o conceito de arte e à respeito da nossa capacidade de manifesta-la em nosso cotidiano. E ela está longe de ser a única a explorar tal assunto através de uma perspectiva DIY.

Em 1993, os artistas Christian Boltanski e Bertrand Lavier e o curador Hans Ulrich Obrist – ou HUO -, conceberam o projeto Do It, um toolkit para estimular qualquer pessoa a desenvolver suas próprias expressões artísticas através de técnicas, exercícios e experimentos. Nos 20 anos que se seguiram, foram mais de 50 exposições e 300 que transformaram o projeto em uma das grandes influências da expressão e curadoria contemporâneas.

Em 2013, HUO está lançando o livro Do It: The Compendium, um compilado de tais instruções para peformances, esculturas, intervenções urbanas ou reflexões. As ideias e frameworks são propostas por artistas como Ai Weiwei ou David Lynch, uma combinação de mentes criativas que apenas o HUO poderia curar.

Além de um tratado sobre o criativo, o livro provoca uma discussão instigante sobre o eixo originalidade-reprodutibilidade. Nas palavras do Hans: ”Do it rejeita a ideia de originalidade em prol de uma concepção mais aberta da criação de um trabalho. Jamais foram criadas duas respostas idênticas às instruções do livro”. As colaborações são muito poéticas e este post do Brainpickings está repleto delas, como por exemplo a instrução do artista Federico Herrero, em uma obra chamada Secret Friend:

“Escolha uma pessoa de quem você ama, gosta ou simplesmente tem bons sentimentos a respeito. Deixe pequenos presentes em lugares pessoais para ela durante 5 dias. Ao longo dos cinco dias, grave secretamente suas conversas com ela. Pode ser uma gravação longa ou curta.  Ouça as gravações todas as noites antes de dormir.”

Em uma primeira camada, estes livros são incentivos à nossa sensibilidade e à capacidade de perceber poesia no dia-a-dia. No entanto, a constante experimentação e a possibilidade de desempenhar atividades e atitudes que lhe tiram da sua área de conforto também provocam um intenso processo de autoconhecimento.

Viver estes livros é mergulhar em uma sedutora possibilidade de conhecer as inúmeras pessoas que moram dentro de você. Para encerrar, vale assistir o vídeo do Richard Wentworth, artista, curador e um dos idealizadores de Do It:

 

Comente
Arte, Comportamento, Comunicação, Design
10 de junho de 2013 por marimessias

O mundo é o meu playground

Vocês devem ter visto a ação da IBM que bombou semana passada e transforma outdoors em objetos úteis ao cotidiano, como bancos e toldos.

Pois é, mas longe de ser privilégio da empresa, ela reflete um comportamento que ta rolando no mundo inteiro, de quebrar barreiras e adicionar prismas divertidos ao que seria, normalmente, monótono. Como falamos no post sobre o Community-Centered Design, essas ações ajudam a melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano e incorporar tal lógica é premissa básica para instituições que desejam ser / permanecer relevantes.

A própria ação da IBM é bem parecida com uma iniciativa que postamos aqui na semana passada, de design 2D.

Mais um bom exemplo é o do designer holandês Thor ter Kulve. Ele cria instalações de street art capazes de transformar os objetos mais simplórios do cotidiano urbano em arte interativa. Algumas das iniciativas do artista são o sprinkler que, quando acoplado a hidrantes os transforma em fontes ou os balanços que podem ser acoplados em postes de luz.

Outra iniciativa legal que segue essa vibe é a campanha Nature’s Playground do National Trust inglês. O National Trust é o responsável pela manutenção, proteção e abertura ao público de imóveis históricos, como casas, lojas, fazendas e jardins.

Para aproximar o público e diminuir a formalidade das visitas, os anúncios fazem piada com placas clássicas e um “É proibido pisar na grama” vira “Por favor, fique na grama”

Comente
Comunicação
10 de junho de 2013 por marimessias

Pegadinha da Adobe

A Adobe e o fotógrafo e mestre dos retoques Erik Johansson se uniram para criar essa ação de divulgação do Adobe Creative Day, que rola dia 11 de julho em Estocolmo. Erik tira foto do pessoal esperando ônibus e photoshopa elas em anúncios na própria parada.

Comente
Comunicação
06 de junho de 2013 por marimessias

Receitas para Cortar

Escuela de Cocina Carulla, de Bogotá, lançou um livro que vem com as páginas coladas, para descobrir cada receita é preciso corta-lo com faca, precisamente, exercitando o skill de corte do futuro chef.

Comente
Comunicação, Tecnologia
05 de junho de 2013 por Lucas Liedke

Perceptive Radio

O que aconteceu com os meios de comunicação? Migramos do consumo passivo one-size-fits-all para transmissões on-demand, adaptadas ao gosto ou momento daquele que está recebendo a informação. Bom, a internet (óbvio) e até mesmo os aparelhos de televisão já entraram nessa.

Agora foi a vez do rádio, aquele aparelhinho que reúne (ou reunia) a família na sala de estar há praticamente uns 100 anos. O laboratório de R&D da BBC desenvolveu o Perceptive Radio, um rádio cujo conteúdo da transmissão é configurado conforme o local do ouvinte, puxando informações de fontes externas para adaptar o discurso. O aparelho traz até um microfone que monitora ruídos do ambiente para determinar quando aumentar automaticamente o volume para melhorar a experiência com a caixinha vintage.

1 Comentário
Comunicação
04 de junho de 2013 por marimessias

GETTING OLDER AIN’T FOR SISSIES

Envelhecer não é para qualquer um, já diria a foda da Iris Apfel.

O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento dos baby boomers tem mudado bastante a maneira como vemos as pessoas com 60+ anos. Pensando nisso, a Heineken propôs um desafio para criativos e designers de vários lugares do mundo: mudar a experiência de beber cerveja para essa galera.

Para participar e saber mais é só entrar no site IdeasBrewery.com, mas rápido que o prazo acaba dia 27.

Comente
Comportamento, Comunicação, Design
23 de maio de 2013 por andre

COMMUNITY-CENTERED DESIGN

Semana passada tivemos a semana especial sobre SP aqui no Ponto e vimos alguns exemplos de iniciativas focadas na apropriação da cidade. Mas além do poder de transformar a paisagem urbana, acredito que esse novo espírito também impulsiona uma nova dinâmica entre marcas e pessoas. E para entender isso, precisamos fazer uma retrospectiva breve e quase simplista dessa relação.

O final da década de 90 foi marcado por um esgotamento do modelo de consumo baseado na criação de marcas aspiracionais – e distantes -, cujo foco era gerar desejo pela aspiração, um modelo product-centered. À partir daí, atingiu a massa uma revolução liderada pelo Design que ressignificou toda cadeia de produção e consumo. No lugar de bens materiais, passou-se a enxergar os produtos como possibilidades de interação, interfaces que provém algum tipo de serviço ao consumidor e que, portanto, precisam ser pensados à partir do ponto de vista das pessoas – um modelo human-centered.

O Netflix é a prova disso: uma proposta de uma relação mais honesta entre marca e consumidor no lugar das multas de atraso na devolução que financiaram o império da Blockbuster. Nike, Method, Whole Foods, Innocent Drinks são outros exemplos de marcas que contribuíram para essa mudança ao colocar o consumidor como centro. Marcas que adotaram ações no lugar de discursos, o diálogo ao invés da propaganda e uma postura beta no lugar da inovação fechada.

No entanto, considerando a velocidade das transformações nas últimas décadas e a crescente demanda por transparência, propósito e responsabilidade, acredito que estejamos à beira de uma nova virada. Color+City é uma pequena-grande iniciativa nessa direção. A iniciativa conecta as pessoas com vontade de transformar São Paulo por meio das cores.

O contexto de rede empoderou os indivíduos a transformar e agir com mais frequência por meio de iniciativas que usam o coletivo para melhorar o ambiente ao redor. Nada mais natural que as pessoas se tornem mais críticas e exijam a mesma postura prática do setor privado. Paira no ar uma expectativa de que marcas se tornem mais que produtos com um discurso próximo, assumindo uma postura mais ativa. Ou seja, ações de responsabilidade socioambiental como salvar a Amazônia não são o bastante. Cada vez mais, as pessoas valorizam as instituições capazes de gerar mudanças/transformações para a vida cotidiana, real, próxima da realidade.

“Não há mais uma grande causa, a ‘sociedade perfeita do amanhã que vamos construir pela política, mas, ao contrário, a preocupação cotidiana.” (Michel Maffesoli, sociólogo)

Pensando que, de acordo com a ONU, até 2020 90% da população do Brasil e América Latina viverá em contextos urbanos, tais mudanças deverão girar em torno de temas derivados da interação entre pessoas e cidades. Mobilidade, acesso, convivência, entretenimento coletivo e outros assuntos relacionados serão grandes oportunidades para uma marca prover serviço.

Nesse sentido, os exemplos são inúmeros, como o Ushahidi, plataforma aberta que através de SMS, MMS e Internet consegue reportar e mapear regiões (ruas, bairros, cidades, estados e países) com problemas como conflitos ou desastres naturais. Esse serviço faz com que autoridades sejam facilmente alertadas sobre algo e também evita com que as pessoas se coloquem em situação de risco. Ou mesmo o WhipCar, serviço de Car Sharing que permite ao usuário alugar o carro do seu vizinho por um preço menor que as empresas de aluguel.

Pouco a pouco, vemos emergir um mindset community-centered: interações/ações que visam melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano. Essa mentalidade coloca no centro um grupo de pessoas com afinidades semelhantes, unidas por ferramentas para que possam melhorar as relações das pessoas entre si e com seu entorno. Incorporar tal lógica é premissa básica para marcas que desejam ser / permanecer relevantes.

O projeto de Neighborhood Stores do banco norte-americano Umpqua Bank vai nesse caminho. O conceito de loja é focado em atender sua vizinhança, provendo um serviço à população. As agências oferecem espaços para relaxar ou trabalhar, com café e wifi grátis, além de TVs que exibem notícias e informações sobre o universo financeiro.

Outro exemplo é o Color Reclaim, projeto da Converse para transformar não-lugares abandonados como viadutos em espaços de socialização como galerias para exibir trabalhos de grafiteiros e palcos para shows de novas bandas.

Ainda é difícil vermos grandes marcas agindo com uma mentalidade community-centered. Estas iniciativas têm partido principalmente de pequenas empresas, iniciativas independentes ou simplesmente das pessoas, de forma cada vez mais organizada. Grandes marcas costumam aparecer menos como protagonistas e mais como patrocinadoras dessas ações. No entanto, se as pessoas anseiam por transformações mais reais e presentes no cotidiano, as marcas devem se tornar agentes de transformação da cidade.

O que isso significa? Que no lugar de pensar no futuro da categoria, sua marca deveria estar pensando na cidade do futuro e nos tipos de serviços que poderá prover para materializar esse futuro. Já pensou nisso?

*Este texto foi escrito a seis mãos pela Carla, Fábio Amado e André. E adoraríamos a sua contribuição para pensar em novos desdobramentos para este tema. =)

12 Comentários