Categoria: Goody

Design, Goody
12 de setembro de 2013 por marimessias

Conspiração Criativa

Aplomb  é uma marca de camisetas que cansou de estampas sem sentido e artistas subvalorizados e resolveu fazer algo a respeito.

Para isso eles criaram a comunidade The Creative Conspiracy, onde escritores, poetas, pensadores e, bom, nós, podemos enviar ideias e artigos sobre assuntos que achemos relevantes, além de votar nos melhores textos que já estão la.

Os escolhidos são enviados para artistas, que os usam de inspiração para criar uma estampa maneira que vai substituir aquela tua camiseta de logo.

Além de pagar mais para os artistas, as camisetas prontas tem uma etiqueta que fala mais sobre eles, divulgando seu trabalho. A etiqueta também fala sobre o texto que deu origem a estampa.

Se tu curtiu a ideia, ajuda o Kickstarter dos caras.

 

Comente
Design, Goody
05 de julho de 2013 por marimessias

Capacete descartável

Pensando na galera que usa bike sharing, e raramente ta de capacete, os estudantes da Royal College of Art,  Bobby PetersenTom Gottelier e Ed Thomas criaram um capacete realmente resistente, feito de polpa de celulose reciclada e biodegradável.

Aqui tem mais infos.

1 Comentário
Comunicação, Goody
27 de junho de 2013 por marimessias

VirtualPride.org

VirtualPride é uma iniciativa criada para demonstrar apoio para a comunidade LGBT Russa, que não pode fazer paradas de orgulho em Moscou nos próximos 100 anos (!!), entre outras coisas igualmente ridículas.

Para garantir o lugar na manifestação virtual é só entrar no site ou twittar usando #virtualpride. Os tweets vão aparecer em balõezinhos, como se fossem a fala de manifestantes virtuais.

Criada pela NYCPride e pela M&C Saatchi de Nova Iorque, ela  e rolará no dia 30, paralelamente a Parada do Orgulho de NY.

Comente
Comportamento, Goody
21 de junho de 2013 por marimessias

Cura Gay (e o futuro que NÃO queremos)

Cara, tá foda, muito foda. Pensei em começar o texto de várias formas, pensei em ser elegante e educada, mas sinceramente, depois dessa semana com o que eu vi, vivi e senti nos corredores do congresso nacional não dá pra disfarçar.

A eleição do deputado Marco Feliciano (PSC_SP) é um tapa na cara da sociedade civil. Ele sozinho não pode nada, mas faz parte de um projeto de poder muito maior cuja finalidade é fazer o Brasil perder a sua democracia, perder direitos adquiridos e, se tornar um país-membro de uma sociedade medieval.  A eleição dele foi fraudulenta e vai contra o regimento interno e as normas da câmara. A estratégia é ocupar espaços institucionais nos três poderes e criar leis e políticas públicas dentro da moral fundamentalistas deles.  A chantagem, a ameaça e a violência são muito usadas por eles contra os manifestantes que como eu, vão até a Câmara dos Deputados quase semanalmente protestar contra essa sucessão de absurdos.

Mas, e a CURA GAY?! Assim ó, todos os parlamentares contrários aos absurdos desse cara se retiraram da comissão (junto com eles os projetos que estavam em pauta) e fundaram a Frente Parlamentar de Direitos Humanos e Minorias. Ficaram na Comissão de Direitos e Minorias da Câmara dos Deputados, apenas aqueles membros “convidados” pelo PSC para dar quórum para as votações. Então, o projeto da CURA GAY é um desses casos. Eles colocam em pauta qualquer absurdo que passa. Mas, calma isso não vai longe. Antes de virar lei, esse projeto precisa passar por outras duas comissões e depois, só depois de aprovado, vai ao plenário onde todos os deputados votam. Depois disso, se aprovado vai ao senado. E só depois disso é que vira lei.

O que eles querem com isso? É um interesse politiqueiro, daqueles bem baixo nível, visando as eleições de 2014. Como quem vota neles são pessoas em geral sem instrução e conservadoras, essas pessoas acham que o Marco Feliciano é um cara corajoso e muito competente. Além de muito cristão, afinal, propõem a cura daqueles que eles tanto abominam! Outro aspecto é que isso sendo parcialmente permitido, os caras da turma deles já podem criar “REDES DE CLINICAS” de internação para isso, pago com recursos do ESTADO. Ou seja, com o SEU DINHEIRO. É portanto, um “mercado” novo pra eles.

Outra coisa que me dá um nó no estômago é que esse projeto de CURA GAY está alinhado com as outras ações “vitoriosas” desses caras: estatuto do nascituro (bolsa estupro), internação compulsória e a ainda em pauta redução de maioridade penal.  É também uma afirmação do que o Pastor Silas Malafaia vem dizendo que a psicologia como tal, é uma pseudo ciência que para eles o que vale é uma “psicologia cristã”. Então, tem que ter uma física cristã, uma química cristã, uma engenharia cristã, é isso?! Eu te lembro que isso é uma tentativa de tirar a laicidade do estado e da própria ciência e, todas as vezes que a humanidade experimentou isso acontecem catástrofes e crimes absurdos contra a humanidade! Quer exemplos? Lá vai: Taliban, a inquisição medieval (mais de 100 mil mulheres foram queimadas vivas sem mais nem menos), regimes ditatoriais e por aí vai.. A religião não pode, nunca, jamais, interferir no Estado, ainda mais se este for um Brasil, com Estado Democrático de direito.

Galera, isso tudo não é só a institucionalização da homofobia, da misoginia, do preconceito e do medo. É também uma enorme porta para um sistema corrupto cujo o alvo é você. Pensa que ruim não poder amar quem você quer, não poder casar com quem você quer, não poder nem ouvir a música que você gosta. Pensa que se você discordar deles de alguma forma, o Estado comandado por eles vai até a sua casa e te prende, te amordaça e te violenta.

Como disse Nelson Rodrigues (ouvi isso da super Erika Kokay na audiência pública que participei na Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal nessa semana):

“O absurdo perdeu a modéstia” e “está ousado”.

Te liga!

Esse texto é um depoimento da jornalista Letícia Perez, que já entrevistamos aqui e que segue na luta por uma sociedade mais igualitária (e menos burra).

4 Comentários
Goody
16 de maio de 2013 por marimessias

#amornacaixa

Nossa empresa irmã, a LiveAD, quer potencializar a arrecadação de agasalhos nesse inverno com auxilio do Instagram. Para participar da campanha basta seguir os passos abaixo:

1 – Escolha uma caixa (vale qualquer caixa, mas lembre que várias peças vão ter que caber lá dentro!);
2 – Tire uma foto da caixa vazia;
3 – Compartilhe-a no seu Instagram com a hashtag #amornacaixa (vale também escrever na descrição um texto explicando para os seus seguidores o que é o projeto);
4 – Torne o número de likes que a sua foto receber no Instagram numa meta de arrecadação. Ou seja, quem receber 30 likes na foto, deve tomar como meta juntar 30
peças para a campanha.

Depois disso, todas as fotos marcadas com #amornacaixa também vão aparecer no site do projeto, onde também rolam dicas de instituições e locais de arrecadação (mas a ideia é que cada um faça a sua, aumentando o número de caixas e doações).

Cumprida a meta, a proposta é que todos postem uma foto da caixa cheia no Instagram, com a mesma hashtag e com a meta e o número atingido.

A campanha vai até o dia 15 de junho.

Comente
Comportamento, Goody
14 de maio de 2013 por andre

SP e a apropriação da cidade

São Paulo sempre foi uma cidade árida para seus habitantes, repleta de não-lugares como rodovias e edificações no lugar de praças e espaços de convívio, um ambiente mais lembrado por seus carros do que pelo seu povo. No entanto, nos últimos anos a metrópole tem vivido um grande movimento de apropriação da cidade. Festivais, manifestações, debates e outros eventos têm sido criados com o objetivo de estimular as pessoas a interagir, modificar e redescobrir, uma vontade coletiva de transformar a relação entre pessoas e espaço urbano.

foto Danilo Verpa/Folhapress

Em primeiro lugar, é impressionante como o povo historicamente passivo e de baixa participação política que somos é quem vem impulsionando esta mudança. Em segundo lugar, o mais instigante é que tudo isso tem acontecido por meio de um novo jeito de agir. No lugar de um tom excessivamente sério ou violento, as pessoas escolheram a descontração, criando atos que mais parecem festas do que protestos.

foto Victor Moriyama / Folhapress

Se os crews de Grafitti deram o primeiro passo nessa direção, hoje vemos bikers e skatistas por toda a cidade, além de manifestações maiores como o Existe Amor em SP, Festival Baixo Centro, Ocupa Largo da Batata, feiras gastronômicas de rua como o Mercado e, principalmente, a Virada Cultural. Dessa forma, aos poucos as ruas se tornaram espaço para conviver, aprender e até dançar.

Esse movimento também se materializa em pequenos gestos como o Microrroteiros da Cidade, projeto para espalhar a poesia e a imaginação pelo cotidiano das pessoas através de cartazes com cenas bem curtas, pequenos roteiros de até 140 caracteres. Claro que esse é um movimento que não é restrito a SP. Exemplo claro é o Que Ônibus Passa Aqui?, projeto com o objetivo de colar adesivos em pontos de ônibus para informar as linhas que passam em cada uma deles. Simples e efetivo.

foto: ultimosegundo

Ou mesmo a Revolução dos Porcos, projeto colaborativo iniciado pela itsNOON em 2012 para incentivar os habitantes de São Paulo a gerar ideias para melhorar a vida na cidade.

O que une essas manifestações, das grandes iniciativas aos pequenos gestos, é o desejo que paira no ar por explorar, modificar e até hackear a cidade. Alinhado ao poder da tecnologia, esse desejo gera uma nova energia social que, mesmo que não passe de clicktivismo [ou ativismo de Facebook] em grande parte dos casos, tem o poder de transformar o nosso cotidiano. Nesse senttido, temos duas ótimas notícias: ainda há muito o que fazer e pequenas ideias podem surtir grandes impactos nessa cidade que tem finalmente encontrado um espírito de equipe. Ainda não somos 11 milhões de agentes, mas quem sabe não chegamos lá?!

2 Comentários
Goody
13 de maio de 2013 por Lucas Liedke

Augusta ComVida

Hoje começamos a SOS SP, uma semana especial dedicada à cidade que faz ‘alguma coisa acontecer no nosso coração mesmo com a dura poesia concreta de suas esquinas’. Para dar esse pontapé inicial, queremos divulgar a iniciativa do Lab-SP (by Instituto Escola São Paulo) com o projeto Augusta ComVida.

A iniciativa está no Catarse e tem o propósito de gerar transformações que estimulem o convívio e a ocupação urbana, e nos façam lembrar que as ruas não são apenas um lugar de passagem. A ambição dos caras é criar um corredor verde na Augusta, trazer mobiliários urbanos, instalações sonoras e momentos de celebração onde todos estarão convidados a trazer suas próprias ideias de ocupação.

Pense com carinho em colaborar e divulgar, pois a intenção é incrível e faltam apenas 5 dias para encerrar o prazo.

LAB SP – Augusta ComVida from Instituto Escola São Paulo on Vimeo.

* Ah, e pra dar um gás, eles estão inscritos também no Asas, que completará o investimento quando o projeto atingir 80% da meta financeira.

Canal Asas from Caio Tendolini on Vimeo.

Comente
Goody
28 de março de 2013 por marimessias

Accessibility View

Accessibility View é um aplicativo em desenvolvimento que vai usar Google Maps e Street View para ajudar portadores de deficiência a encontrarem uma rota que suporte cadeiras de rodas na cidade de São Paulo.

 

Comente
Arte, Goody
19 de fevereiro de 2013 por Vinicius Perez

Livros para todos

Quatro iniciativas para lembrar como o ser humano, de vez em quando, acerta.

O Robson Mendonça, do Alegrete, é um sujeito com uma história muito foda mesmo.

Ele perdeu a mulher e os filhos em um acidente e acabou indo morar na rua por seis anos. A única coisa que deixava os dias dele mais felizes era ler, mas nenhuma biblioteca emprestava livros, já que ele não tinha endereço fixo. Por isso ele começou a alimentar o desejo de melhorar de vida e fazer algo pelos leitores das ruas.

Em 2003 o Robson saiu das ruas e criou o projeto da Bicicloteca, uma biblioteca itinerante, em uma bicicleta, onde os moradores de rua podem pegar livros emprestados.

Criado para uma livraria de Toronto, no Canadá, o Biblio-Mat é como uma máquina de refrigerante que, por dois dólares canadenses, libera um livro aleatoriamente. Cada livro é uma surpresa e nenhum livro se repete.

Entusiastas da leitura de Bogotá não precisa se preocupar com o que ler: há uns 50 quiosques-biblioteca espalhados pelos parque da cidade (e uns 100 por toda Colômbia).

E você pode construir a sua Little Free Library.
6 Comentários