Apesar de o balanço oficial trazer apenas policiais entre os feridos em SP, nos três casos, existem relatos de abuso de poder e violência policial, que culminaram em baderna, caos, prisões e muitos feridos. Existe, inclusive, um vídeo de manifestantes alvejados dentro de casa, em SP.
A mídia informal tem um papel importante na troca de informações e foram criados tumblrs para relatar agressões e acontecimentos que não estão saindo na grande mídia.
Os protestos também foram notícia ao redor do mundo e receberam a solidariedade dos manifestantes da Turquia. Mais solidariedade veio em manifestações fora do país. e ações como a dos paulistas que apoiam o movimento mas tem medo de sair as ruas e propõe a colocação de panos brancos nas janelas. Até o Cory Doctorow se posicionou sobre o tema.
Gatos são o animal de estimação de mulheres enquanto cachorros são o animal de estimação de homens, certo? Segundo os cineastas australianos Cam McCulloch e Ben John Smith, errado.
Para eles é apenas obvio que os amantes de gatos tem é sido mal representados na mídia e na cultura pop. Por isso mesmo eles resolveram fazer Cat Men, um documentário sobre os rapazes que apreciam um purrr.
Se te interessou, Flavorwire entrevistou os diretores.
Certa vez li uma entrevista da artista servia Marina Abramovic em que ela dizia que você pode ler muitos livros, mas que o livro não necessariamente modifica seu leitor. Para ela, devemos extrair norteadores dos livros, mas o que realmente importa é a própria experiência. Talvez por isso me interessem tanto os livros que estimulam novas vivências. Não, não estou falando de aprender a mexer no queijo do coleguinha. Me interessam os livros que incentivam o leitor a fazer, criar, desenhar, colecionar, experimentar e, por que não, viver de outras formas.
O trabalho da ilustradora Keri Smith é exatamente isso. Autora de bestseller como Wreck this Journal, How to Be An Explorer of the World e The Pocket Scavenger, Keri estimula seu leitor a viver todos os dias como se fosse o último o primeiro, desbravando inúmeras possibilidades através de diferentes exercícios. São livros/scrapbooks com alma DIY – Do It Yourself -, que você não precisa apenas ler, mas sim viver.
O trabalho de Kari pode parecer ingênuo ou apenas uma boa desculpa para fotos no Instagram, mas acredito que também seja uma provocação sobre o conceito de arte e à respeito da nossa capacidade de manifesta-la em nosso cotidiano. E ela está longe de ser a única a explorar tal assunto através de uma perspectiva DIY.
Em 1993, os artistas Christian Boltanski e Bertrand Lavier e o curador Hans Ulrich Obrist – ou HUO -, conceberam o projeto Do It, um toolkit para estimular qualquer pessoa a desenvolver suas próprias expressões artísticas através de técnicas, exercícios e experimentos. Nos 20 anos que se seguiram, foram mais de 50 exposições e 300 que transformaram o projeto em uma das grandes influências da expressão e curadoria contemporâneas.
Em 2013, HUO está lançando o livro Do It: The Compendium, um compilado de tais instruções para peformances, esculturas, intervenções urbanas ou reflexões. As ideias e frameworks são propostas por artistas como Ai Weiwei ou David Lynch, uma combinação de mentes criativas que apenas o HUO poderia curar.
Além de um tratado sobre o criativo, o livro provoca uma discussão instigante sobre o eixo originalidade-reprodutibilidade. Nas palavras do Hans: ”Do it rejeita a ideia de originalidade em prol de uma concepção mais aberta da criação de um trabalho. Jamais foram criadas duas respostas idênticas às instruções do livro”. As colaborações são muito poéticas e este post do Brainpickings está repleto delas, como por exemplo a instrução do artista Federico Herrero, em uma obra chamada Secret Friend:
“Escolha uma pessoa de quem você ama, gosta ou simplesmente tem bons sentimentos a respeito. Deixe pequenos presentes em lugares pessoais para ela durante 5 dias. Ao longo dos cinco dias, grave secretamente suas conversas com ela. Pode ser uma gravação longa ou curta. Ouça as gravações todas as noites antes de dormir.”
Em uma primeira camada, estes livros são incentivos à nossa sensibilidade e à capacidade de perceber poesia no dia-a-dia. No entanto, a constante experimentação e a possibilidade de desempenhar atividades e atitudes que lhe tiram da sua área de conforto também provocam um intenso processo de autoconhecimento.
Viver estes livros é mergulhar em uma sedutora possibilidade de conhecer as inúmeras pessoas que moram dentro de você. Para encerrar, vale assistir o vídeo do Richard Wentworth, artista, curador e um dos idealizadores de Do It:
Apesar do que possa parecer, a semana não foi fácil pra ninguém.
As mulheres, por exemplo, foram obrigadas a lidar com coisas como Mulher Magnética e com a noção de que os relacionamentos continuam sendo abalados pelo fato de elas ganharem mais.
Também foi uma semana difícil para os jornalistas, que sofreram demissões em massa na Record e no alemão Financial Times. E, dizem, o futuro não poupará a Abril.
Além disso, essa semana começou o julgamento do Bradley Manning (vai durar uns 3 meses), soldado responsável pela grande parte dos leaks do Wikileaks. Manning foi eleito personalidade do ano no Guardian e foi indicado ao Nobel pela terceira vez este ano. Ele recebeu apoio de celebridades, em um vídeo polêmico e, claro, de Julian Assange que considera o julgamento totalmente encenado.
No trânsito, Marcelo Rubens Paiva sofre bullying municipal e Thor Batista é condenado por morte de ciclista.
Uma semana de protestos: na Turquia, uma manifestação pacífica é fortemente reprimida; em Porto Alegre, manifestantes marcham após derrubada de árvores e prisão de ativistas; no Mato Grosso do Sul, mais um indígena acaba morto em mais uma reintegração de posse.
No Rio, relatos de tortura levam Comissão da Verdade às lágrimas.
A Forbes fala sobre o sucesso do Porta dos Fundos na terra das novelas.
Com postagens mais antigas e outras mais novas, muita gente falou da debandada, reinvenção ou distanciamento geracional em redes sociais.
O Globo e Valor Econômico falam sobre pessoas que optaram por levar uma vida mais simples, com menos bens. Por outro lado, a Folha fala sobre a fixação com espaços VIP em SP.
Os consumidores tem preferido marcas novas e, pensando nisso, Governo lançou o projeto Start Up Brasil. Além disso, cada vez mais pessoas se preocupam em conciliar lucro e impacto social positivo.
Garoto de 12 anos é vítima de homofobia e da uma lição nos bullys. Enquanto isso, crianças colombianas criam um dicionário incrível.
Forum dos Dirigentes de Educação, na Bahia, conclui que estudantes que recebem Bolsa Família tem índice de aprovação maior.
Sara Winter é expulsa do Femen Brasil, mulheres lutam contra discurso de ódio no Facebook e nas leis brasileiras.
Angelina Jolie fala sobre sua decisão de fazer uma mastectomia preventiva, alavanca a bolsa, gera debate e vira capa da Time Magazine.
CNJ aprova lei que torna obrigatória a realização do casamento civil igualitário em todo país. Na França, Conselho Constitucional aprova lei do casamento entre pessoas de mesmo sexo. Já na internet, George Takei, de Star Trek, zomba dos fãs do casamento “tradicional”.
Revoltados com o comentário preconceituoso de CEO da Abercrombie, pessoas do mundo inteiro se unem em campanha para doação de roupas da marca para moradores de rua. Alias, censo afirma que a maioria da população de rua do Rio de Janeiro não usa álcool nem drogas.
Jovem de 24 anos morre de tanto trabalhar (!) na Ogilvy & Mather da China.
Bolsonaro vira notícia por querer pescar em estação ecológica (de sunga branca). Por outro lado, Tumblr mostra que até sustentabilidade pode horrível.
Especialista afirma que o país já tem mais de 150 mil neonazistas.
João Gilberto perde batalha judicial para reaver sua obra, em posse da EMI.
Tim Berners-Lee afirma que a aprovação do Marco Civil colocaria o Brasil em um papel de liderança tecnológica mundial. Mais ou menos o mesmo que Rick Falkvinge falou durante o FISL do ano passado.
Em entrevista, Cory Doctorow diz que a fórmula secreta do Boing Boing é falar apaixonadamente sobre o que se gosta.
Paul Miller conta como foi ficar um ano sem usar internet e Pedro Burgos comenta o experimento.
Time Magazine chama Millennials de Me Me Me Generations e Atlantic Wire rebate: todas as gerações são.
Redatora-chefe da Marie Claire fala sobre aborto e gravidez consciente.
Gabor Maté fala sobre vício de um jeito bem diferente (no Congresso Internacional sobre Drogas, que aconteceu em Brasília) e Carta Capital entra pro debate.
O pessoal do Porto dos Fundos garante que não liga pro público conservador.
Justiça suspende ordem de reintegração de posse em Belo Monte e mantém o debate sobre os direitos indígenas.
Ronaldo Bressane fala sobre a revolta das caxirolas.
Daniel Pellizzari divide suas cinco notas sobre a franqueza.
Semana passada os caras do fatawesomefilms lançaram uma continuação para o hilário Cat-Friend vs. Dog-Friend, vídeo que mostra como seria morar com uma pessoa que agisse como um gato e outra que se comportasse como um cachorro.
Também vale resgatar o primeiro vídeo da série por sua originalidade escatológica. Fora que te faz pensar em todos os seus amigos que se encaixam nesses perfis.