Categoria: Tecnologia

Comportamento, Tecnologia
25 de março de 2014 por Carla Mayumi

A Internet que queremos — você já pensou nisso?

Os 25 anos da World Wide Web e a relevância deste aniversário

Em 12 de março de 1989 nascia esta que é a ferramenta mais importante da Internet – nada menos que o www que você digita antes de qualquer coisa que coloca em um browser.

Você já parou pra pensar que a Internet ainda é o espaço mais aberto, neutro e democrático que temos? Aqui na Web, essa que você está usando para ler esse post e fazer tantas outras coisas, a informação gerada e lida pelas pessoas se organiza de forma espontânea e orgânica. Eu escrevo, tenho esse endereço, você lê e faz o que quiser com isso. Dá um like, compartilha, manda pra alguém, guarda pra ler depois, assiste aos vídeos, não assiste, copia e cola um pedaço do texto, enfim… são muitas as possibilidades.

Esse é o nosso canal e pertence às pessoas; é seu e meu. A World Wide Web talvez seja a única tecnologia que já nasceu popular e dando poder às pessoas. Outras tecnologias que transformaram a sociedade nasceram inacessíveis para o cidadão comum. Algumas começaram como “luxos”, só a elite podia comprar e apenas depois isso chegava em todas as classes sociais – é o caso do carro. Algumas começaram no universo acadêmico, no governo, em instituições com poder econômico – como o próprio computador.

Minha querida World Wide Web nasceu distribuída e sendo “de graça”. Mesmo lá no comecinho quando isso tudo ainda era um bebê, você acessava o endereço de um portal e tinha acesso a notícias. Clicava em um site de uma loja e tinha informações sobre seus produtos. Mesmo com apenas 25% da população global tendo acesso à Internet, ela está lá e teoricamente pode ser usada por qualquer um.

Quem criou a World Wide Web foi o cientista britânico Sir Tim Berners-Lee. Como fã dele que sempre fui, nem acreditei quando vi que teria a oportunidade de vê-lo falando ao vivo, dois dias antes do “aniversário”. Isso aconteceu no evento de tecnologia onde eu estava, o SXSW. Em sua palestra, que foi — claro — sobre o aniversário do “filhote”, ele fez alguns pedidos para todos. Sim, para todos: para mim e para você que me lê.

Antes de entrar no pedido do “pai da Internet”, vale saber um pouco mais sobre ele: Berners-Lee podia facilmente ter sido um dos milionários da grande rede. Podia ter criado algo que tivéssemos que pagar para usar. Mas ele nos presenteou com a tecnologia que nos abre um universo incrível de informações a um clique.

“No coração da Web está o link, representado por uma sequência banal de letras, aquelas que começam com http://. Quando linkamos a informação na Web, temos a capacidade de descobrir fatos, ter ideias, comprar e vender, e criar relacionamentos em uma velocidade e escala inimagináveis na era analógica. Estas conexões transformam eleições presidenciais, derrubam governos autoritários, dão força a grandes negócios e enriquecem nossas redes sociais.” (Tim Berners-Lee)

Na chegada da World Wide Web à vida adulta, o pedido de Sir Tim Berners-Lee me tocou fortemente. Me sinto na responsabilidade de reproduzi-lo aqui e pedir que todo mundo que eu conheço faça o mesmo, pelo futuro da Internet:

O alerta faz referência à forma como poderes estabelecidos estão tentando manter e expandir seus territórios de dominação a partir da Web. Ele fala para lutarmos pela Internet que queremos e propõe algumas visões do que pode defini-la como o que queremos para seu futuro: como forma de livre expressão (sem censura), acessível, universal, aberta, neutra (sem controles comerciais), com a privacidade controlada pelo indivíduo e inovadora. Segundo ele, sem estas características a Internet deixa de estar nas nossas mãos e passa a ser ainda mais controlada por poderes políticos e econômicos, de tal forma que pode mudar sua neutralidade e participação, afetando diretamente a relação das pessoas com a Web. Isso é sério, muito sério. Se essa relação mudar, vai ser muito mais difícil termos transparência de dados, evoluir a democracia, ter acesso rápido a evoluções científicas, viver conectados em comunidades e incentivar a diversidade cultural.

O idioma inglês tem uma expressão intraduzível que exprime muito bem a forma como vemos a Internet: to take for granted. Vemos a Internet como algo garantido, que está ali e sempre estará. A advertência que está no ar é que a coisa não é bem assim – pois talvez amanhã ela não esteja. Sinceramente, me arrepia pensar nisso.

Depois de ver Tim Berners-Lee, saí da sala emocionada, pensando nisso tudo e com a cabeça a mil em função de outras duas personalidades que falaram no SXSW: Julian Assange e Edward Snowden. Ambos falaram ao vivo dos lugares onde estão — Assange exilado no Equador, Snowden na Rússia. O vídeo de uma hora da entrevista virtual com Snowden pode ser assistida neste vídeo. O blog Inside fez a incrível tarefa de transcrever toda a entrevista (em inglês — quem sabe algum brasileiro ajuda a transcrever para o português, hein?).

Mas as reflexões não pararam aí. Ainda no SXSW, fui assistir ao filme sobre a vida de Aaron Swartz (The Internet’s Own Boy — The Story of Aaron Swartz), que foi financiado coletivamente e produzido em uma velocidade incrível após a sua morte.

Aaron Swartz suicidou-se aos 26 anos, em janeiro de 2013. Estava sendo julgado e corria o risco de ser condenado a mais de 30 anos de prisão e ter de pagar até 4 milhões de dólares. Seu crime: baixar arquivos de artigos acadêmicos que eram comercializados por uma empresa privada.

Mas quem foi Aaron Swartz? Considerado um gênio hacker, ativista político e defensor de dados abertos, a trajetória dele começou cedo. Com 14 anos, colaborou com um projeto que criou a especificação do RSS, que permite uma atualização automática de informações. Ele participava do grupo de forma virtual e ninguém sabia que tinha apenas 14 anos. Quando revelou-se, foi difícil para o grupo acreditar que toda a contribuição na programação daquele código tinha sido feita por um menino. A partir daí, o garoto-prodígio alçou grande vôos, como era para ser: ajudou Lawrence Lessig com a arquitetura do seu então projeto Creative Commons, que atualmente pauta a forma como se encara o direito autoral na Internet. Além disso, trabalhou com o próprio Tim Berners-Lee no World Web Consortium e no MIT.

A jornada de Aaron seguiu com a dedicação ao projeto The Info, que facilita a busca de arquivos disponíveis mas muito difíceis de acessar, como documentos arquivados de processos judiciais. Foi um dos fundadores do Reddit, uma rede social onde as pessoas publicam notícias que estão lendo na Web. Em 2012, foi um grande ativista nos protestos contra o SOPA/PIPA. Ou seja, tudo que ele construiu está ligado à forma como consumimos informação – sua luta em diferentes frentes era para que dados fossem abertos e livres. Aqui tem um trechinho do filme que fala dessa parte da vida de Aaron:

É a partir daí que a história começa a complicar. Aaron revoltou-se quando descobriu que muito do conteúdo valioso sendo produzido nas universidades era comercializado e as pessoas não podiam ter acesso a ele sem gastar uma quantia considerável de dinheiro. Para ele isso não podia ser assim. No seu Guerilla Open Access Manifesto, já havia declarado:

“There is no justice in following unjust laws. It’s time to come into the light and, in the grand tradition of civil disobedience, declare our opposition to this private theft of public culture.” (Não há justiça em se seguir leis injustas. É hora de fazer vir a luz e na grande tradição da desobediência civil, declarar nossa oposição a este roubo privado da cultura pública)

Ele resolveu hackear o sistema do JSTOR, um site que comercializa artigos acadêmicos. Não conseguia aceitar que aquele tipo de conteúdo fosse pago. Baixou milhares de arquivos, mas o sistema de segurança da Jstor detectou o download dos arquivos e bloqueou o IP, e então Aaron mudou sua tática. Ligou seu computador diretamente na rede do MIT (universidade dedicada à pesquisa ligada a tecnologia) durante alguns dias e o deixou ali, baixando os arquivos. A universidade encontrou o laptop e instalou uma câmera na salinha para flagrar quem estava por trás da ação hacker. Alguns dias depois, Aaron foi preso. Os arquivos nunca saíram do seu computador e foram devolvidos ao MIT.

O filme conta toda a história com uma visão bem crítica. Aaron Swartz é considerado pela maioria dos pensadores da Internet – alguns bem importantes como o próprio Lessig e Berners-Lee – um grande herói do ativismo da Web e dos dados abertos. Muitas questões são abordadas no filme: por que o MIT não imediatamente capturou o laptop de Aaron mas esperou alguns dias até ele aparecer e ser flagrado pela câmera? Por que o governo americano, através do FBI, deu tanta atenção ao caso, já que Aaron não chegou a fazer uso dos dados que estava baixando? Por que o caso seguiu mesmo depois da Jstor ter retirado suas queixas e o MIT nunca ter solicitado que houvesse uma investigacão criminal? Por que o MIT nunca se pronunciou durante o processo, ainda mais por ser uma instituição que prega a favor dos dados abertos?

Assim, fascinada e um pouco em choque com toda essa informação é que me foi caindo a ficha. Acredito que estamos vivendo uma revolução silenciosa de proporções gigantescas, que se dá em lugares fechados em frente aos computadores. Com diz uma amiga, me senti “vivendo a história ao vivo”, pois quando olhei à minha volta percebi o que estava presenciando: um evento com o clamor de um dos inventores da Internet mais Snowden, Assange, Swartz. Os três últimos são mártires dessa revolução silenciosa. Cada um do seu jeito e em diferentes cenários, contextos e dimensões, eles estão a favor de uma mesma causa, a da Internet livre, aberta, transparante, não-comercial e sem censura. A mesma causa de Sir Tim Berners-Lee. Temos algo grande aí, não?

Por acreditar que essa causa deveria ser de todos é que escrevo este post e compartilho o pedido de Berners-Lee, e faço questão de deixar a versão original em inglês:

“Millions of people together have made the Web great. So, during the Web’s 25th birthday year in 2014, millions of people can secure the Web’s future. We must not let anybody – governments, companies or individuals – take away or try to control the precious space we’ve gained on the Web to create, communicate, and collaborate freely.” (Milhões de pessoas juntas fizeram uma grande Web. Então, durante seu aniversário de 25 anos em 2014, milhões de pessoas precisam assegurar o futuro da Web.)

Novas questões estruturais começam a surgir: será que não é hora de uma declaração universal de direito à Internet? Nossos políticos e advogados nasceram na era pré-Internet ou na transição do analógico para o digital. Será que eles têm consciência e conhecimento do que é de fato a Internet para estarem decidindo e julgando sobre ela? Termino com mais essa frase:

“Precisamos que nossos advogados e políticos entendam de programação, entendam o que se pode fazer com um computador. Também precisamos revisitar muito da estrutura legal, leis de direito autoral – as leis que colocam as pessoas na prisão que foram criadas para proteger os produtores de filmes… Nada disso foi criado para preservar o debate entre indivíduos nem a democracia que precisamos para governar o país.” (Tim Berners-Lee)

Outras leituras e referências:

O livro Hacking Politics fala sobre como ativistas conseguiram fazer com que o projeto da SOPA não fosse aprovado

Guerilla Open Access Manifesto, de Aaron Swartz

Carta endereçada ao Presidente do MIT por um grupo de trabalho da universidade que estudou a participação do MIT durante o processo criminal conduzido contra Swartz

Matéria sobre a caminhada que Lawrence Lessig realizou em janeiro de 2014. Foram 120 quilômetros enfrentando mais de 20 dias de chuva e neve em memória de Aaron e pela transparência de dados e reforma política nos Estados Unidos. “The only way we’re ever going to get fundamental reform is if we can inspire presidential candidates to make this a central — maybe the central issue — that they want to talk about” disse ele em entrevista ao Huffington Post.

Texto de 2012 do Baixa Cultura que já levantava a questão da internet livre.

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Tecnologia
16 de setembro de 2013 por marimessias

Tecnologia Modular

Demorou, mas finalmente parece que a obsolescência programada está virando coisa do passado.

\o/

E um dos grandes indicadores é o declínio de popularidade da Apple. Não precisaria nem a Forbes confirmar, pra chegar nessa conclusão bastaria dar uma olhada nas nossas timelines. Ou nos comentários nada enaltecedores, feito esse do Buzzfeed que compara o Iphone 5C com Crocs.

Claro que a diminuição dessa euforia diante da promessa do “novo” tecnológico é um indicativo de que estamos nos tornando consumidores mais conscientes, preocupados com discursos vazios e os rastros de lixo que produzimos. Mas, acima de tudo, acho que esse novo comportamento está relacionado com a maior intimidade com que lidamos com a tecnologia.

Não aceitamos, mais, que alguém nos diga o que podemos fazer ou como devemos consumir. E, em um movimento natural, esperamos coisas cada vez mais abertas, hackeáveis e capazes de sofrer upgrades.

Se não somos fixos, e vemos isso por nosso consumo quase totalmente focado em mobilidade, não faz sentido nenhum que a própria tecnologia móvel evolua de maneira fixa.

E é pensando nesse monte de coisas que surge o telefone-conceito Phonebloks que, conforme o nome sugere, é separado em blocos, pequenas partes. Basicamente, um telefone modular.

A ideia é que quando criarem, por exemplo, telas melhores (ou qualquer avanço real) tu possa trocar só a tela, sem precisar comprar um telefone todo novo. Além disso, o fato de ser feito em blocos, possibilitaria a completa customização, favorecendo o que tu mais usa no telefone (internet, câmera, etc).

Ah, a plataforma também seria aberta, claro.

O telefone é só um conceito, sequer está em fase de produção ou algo do tipo, mas a demanda que ele propõe é muito real. E, conforme temos notado, as coisas podem mudar muito e muito rápido, dependendo das demandas.

Bom, para incentivar, apoiar, dizer que tu quer muito que role, o criador do Phonebloks, Dave Hakkens, pede apenas que a galera vá no Thunderclap e dissemine a ideia nas redes sociais.

Po, ta valendo a pena, né.

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Tecnologia
10 de setembro de 2013 por nina

Precisamos de um aplicativo para interagir com amigos?

Passeando pela Internet descobri o Touch Room, um aplicativo criado para você interagir com amigos de um maneira mais física. Como? – você me pergunta.

Desconsiderando as conotações possivelmente desagradáveis pelo sugestivo nome do app (hehehe), a premissa aqui é colocar você e um amigo na mesma “sala”. Você inicia o aplicativo e convida seu contato para participar. A brincadeira consiste em passear os dedos pela tela do celular junto do seu amigo, observando essa mútua interação em tempo real. Quando os dedos se encontram no mesmo ponto, o iPhone vibra, estabelecendo uma conexão física entre você e o outro usuário.

E é só isso. Nada de mais? Emocionante? Vemos que, à medida que o mundo torna-se cada vez mais virtual, há um esforço para tornar a tecnologia um pouco mais sensitiva e humana. Criado por GSP Beta Labs, o aplicativo foi criado com o intuito de “manter amigos e familiares queridos mais próximos, ao alcance de um toque”. Interessante, de repente, para quem mora longe de amigos e familiares, já que o app provoca uma sensação única e quase poética. Não é um game, nem exatamente um veículo de comunicação. É algo entre os dois, com resultados sensitivos.

Sim, os consumidores estão procurando trazer um elemento mais tangível e físico para seu reino virtual. Somos humanos, afinal. Mas…

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Tecnologia
23 de agosto de 2013 por marimessias

Uma mãozinha do Google

O Google precisa da tua ajuda para ajudar os outros.

É mais ou menos essa a ideia do novo serviço do grupo, o Helpouts. Nele, pessoas conectadas por vídeo em tempo real podem buscar ajuda de outras pessoas, especialistas no que elas querem entender.

E é aí que você entra: o serviço está em busca de pessoas com talentos que queiram oferecer suas dicas. E a ajuda pode ser gratuita ou cobrada por minuto ou sessão.

Interessou?

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Comportamento, Tecnologia
06 de agosto de 2013 por marimessias

Smartificial

Vivemos em um mundo onde gadgets são, cada vez mais, uma espécie de extensão dos nossos corpos e mentes. Por isso, parece apenas inevitável vislumbrar futuros onde seremos, mesmo, apenas um com a tecnologia.

E o grande agente dessa transformação talvez seja a necessidade de antecipação de informações, que se desenrola na produção e consumo de conteúdo que acontece o tempo todo, em todos os lugares.

Todo esse fluxo e ritmo aparecem ditados por uma tecnologia que alia suas preocupações com o mundo com informações sobre o hiperlocal, de forma que eu possa estar – e saber – sobre tudo sempre.

O inebriante sabor da onipresença é um poderoso reflexo da tendência SMARTIFICIAL.

Nela, sensores e conteúdo geolocalizável são vetores de uma sociedade mais inteligente, e “the Internet of things” tornará possível prover conteúdo relevante para cada situação e necessidade a ser vivida.

Esse crescente interesse pelo controle das realidades que vivemos é o que impulsiona exemplos como as camisetas da OMsignal, capazes de monitorar respiração, movimentação e taxas cardíacas. As camisetas enviam esses dados para aplicativos que cuidam da saúde de quem as veste, alertando sobre possível stress, desgaste e até alterações de humor.

Outro gadget que ajuda a cuidar da saúde, além de apresentar recursos mais básicos de um smartphone, é o Emopulse. Um tipo de relógio/bracelete que permite enviar e receber ligações e mensagens, usar internet e, claro, monitorar os níveis de stress e relaxamento.

SEXYFICIAL

O mais curioso de Smartificial talvez seja sua captação extremamente rápida pelo mercado erótico. Curioso, mas previsível, né, já que diz respeito ao corpo. E sexo está diretamente ligado a saúde do corpo, mais ou menos como o pessoal do PSIgasm defende.

Um bom exemplo de como Sexyficial é uma demanda real é o smart vibrator Vibease. O Vibease é um projeto do Indie Go Go que já superou em quase quatro vezes o valor pedido (e o tempo ainda nem terminou)! Mais que apenas um vibrador controlado por um aplicativo, o Vibease cria um tipo de atmosfera, com histórias temáticas.

Além disso, a possibilidade de controlar por um aplicativo tem agradado aos casais que tem relacionamento a distância.

Outra iniciativa que tem chamado a atenção dos casais que não moram na mesma cidade são as roupas intimas controladas por smartphone, criadas pela Durex. As peças tem sensores estratégicos, também controlados por smartphones.

E pra provar que não está brincando, a marca fez um tipo de test drive em vídeo, vê aí:

Mas, calma. Isso é só o começo.

Já existem coisas como o primeiro filme pornô onde a estrela é o Google Glass. E isso que o filme tem no elenco ninguém menos que o James Deen e a Andy San Dimas, e foi apoiado pela MiKandi, a maior app store para adultos (esses eufemismos).

O vídeo é super engraçado, mas a vibe é mais ou menos como no Crash, aquele filme do Cronenberg. Os recursos como reconhecimento facil (ou até aprovação de perfomance) são apenas um detalhe para a possibilidade de criação de uma realidade virtual pornô, como o PSFK chama atenção. Isso permitiria que uma pessoa fizesse sexo com uma pessoa que ela sempre quis fazer, mas que nunca rolaria (no caso de 90% das mulheres que eu conheço, essa pessoa seria o James Deen, mesmo).

Enfim, se tu quiser saber mais, vale ler o artigo do Medium: “I Banged James Deen #ThroughGlass” ou ver o vídeo.

 

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Educação, Tecnologia
23 de julho de 2013 por andre

FLOQQ e o aprendizado descentralizado

Quer criar games em HTML5? Aprender a fazer sushi? No Floqq dá. O Floqq é uma plataforma para troca e comercialização de cursos online em vídeo. No lugar de se inscrever em uma escola especializada ou mesmo comprar um livro sobre o assunto, o usuário pode se inscrever em um vídeo-curso sobre o tema. A ideia é proporcionar uma forma mais visual e até prática de aprendizado.

Introducing Floqq from Floqq on Vimeo.

A proposta faz muito sentido no contexto de aprendizado descentralizado em que vivemos. Qualquer um pode aprender ou mesmo ensinar sobre seu assunto de interesse, valorizando os “especialistas leigos” – experts sobre determinado assunto que não necessariamente estão na mídia tradicional ou na academia. A plataforma criada por estudantes espanhóis permite ainda que o usuário receba comissões ao promover um curso disponível no site.

Por um lado, exemplos como esse materializam um novo conceito de aprendizado, assunto que falamos bastante aqui no Ponto. A massificação das ferramentas digitais democratizaram a informação, fazendo com que o aprendizado informal faça cada vez mais parte da vida das pessoas. Coursera, Khan Academy e outros exemplos do nosso infográfico sobre Educação Informal evidenciam como a educação de alta qualidade está disponível para qualquer pessoa que pode se conectar à internet. Tema que o excelente mini-documentário The Future of Learning, desenvolvido pela Ericsson para o projeto Networked Society, aborda muito bem.

Por outro lado, tudo isso representa uma microtendência que temos acompanhado de perto aqui na Box, o Skills Showcase. Trata-se do crescimento de plataformas que exploram características individuais intangíveis, valorizando a trajetória individual por meio de múltiplos formatos: textos, áudios, vídeos, animações, ilustrações, etc. Exemplos não faltam, como o Seelio, plataforma  para apresentação das habilidades pessoais e projetos profissionais de cada indivíduo ou até mesmo o Open Badges, ferramenta criada pela Mozila para que o usuário possa criar e verificar seus próprios distintivos digitais.

A rapidez de absorver o conteúdo online cria a sensação que há mais tempo e espaço para aprender, além de empoderar as pessoas a aprender mais. Nesse sentido, os exemplos citados também representam novas formas de trocar conhecimento. O futuro das escolas é uma pergunta difícil de responder e que tem provocado muita gente boa a pensar e agir. No entanto, o que já sabemos é que o presente do aprendizado deve seguir uma lógica hacker: descentralização, colaboração e um eterno estado beta.

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Tecnologia
22 de julho de 2013 por Eduardo Biz

Canary e a realidade das casas inteligentes

Casas inteligentes e a Internet das Coisas são realidades cada vez mais próximas do nosso cotidiano. O Canary é um exemplo bem vivo disto!

Trata-se de um aparelho multi-sensorial de segurança, que aprende a rotina do lar e oferece alertas de atividades suspeitas.

A invenção, que está em crowdfunding no Indiegogo, é capaz de gerar dados a partir de sensores que trackeiam tudo que acontece na casa, desde horários de movimentação até a temperatura padrão. Quando percebe que algo está fora do normal, seu dono é avisado através de um app no celular.

O valor no crowdfunding é de US$149 e, pelo andar da carruagem, o Canary promete virar uma febre, como aconteceu com o termostato Nest.

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Tecnologia
22 de julho de 2013 por nina

Cansado da Internet?

Você não agüenta mais os mesmos blogs de sempre? Está se sentindo um pouco perdido sem o Google Reader (e não viu nosso post sobre o mais novo e incrível reader)? Não choraminguue porque nós, do Ponto Eletrônico, viemos mais uma vez mexer com o tédio da World Wide Web com uma novidade interessantíssima: conheça o Futureful, um aplicativo que devolve a delícia da serendipidade interética, ou seja, traz a navegação acidental como pilar da experiência da web através de uma plataforma desenhada especialmente para a descoberta de conteúdos relevantes para você.

Ao abrir o aplicativo, você vai ver umas bolhas que representam diferentes tópicos. Clique na bolha que considerar mais interessante e, em seguida, aparece uma série de bolhas relacionadas ao tópico, juntamente com um artigo sugerido. Você pode ainda conectar bolhas-tema para formar diferentes combinações (por exemplo, “memória” e “arte moderna”), fazendo o aplicativo trazer artigos que se encaixam com o que foi solicitado.

O co-criador do Futureful, Jarno Koponen, diz que o aplicativo tenta combinar os artigos mais recentes e populares na Internet ao mesmo tempo que busca os verdadeiros diamantes que estão no fundo do mar da internet. O sistema faz recomendações com base no que outros usuários com interesses semelhantes parecem gostar, mas também mantém busca destaques de sites relevantes. Enquanto não há nenhum botão “like” para declarar o seu afeto por determinados conteúdos, o aplicativo monitora a quantidade de tempo que você gasta lendo um artigo e suas ações, como caso você resolva compartilhá-lo através da mídia social, fazendo a avaliação dos seus maiores interesses com base nesses pontos.

Essa proposta enfatiza e se apropria da não-linearidade do nosso tempo, causada pela própria Internet. Por que não fazer um caminho diferente? Por que não se deixar levar pela surpresa? Imagina quantas coisas podem acontecer que poderiam mudar seu dia… ou até mesmo sua vida?

Lançado em versão beta em os EUA no início deste ano, o aplicativo já está disponível para iPhone e iPad (choremos, Androiders). Ainda sinto falta de ter essa ferramenta para browser.

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Tecnologia
11 de julho de 2013 por Eduardo Biz

O melhor substituto para o Google Reader

Desde o início deste mês, eu ― e um bocado de gente mundo afora ― temos sofrido com a extinção do Google Reader. Arrasado, venho buscando alternativas e experimentando todas as plataformas possíveis para substituí-lo.

Eis que estou aqui para compartilhar que achei uma ótima opção!

Mas antes deixa eu contextualizar um pouco… (Se você quer apenas saber qual é a ferramenta, pode pular direto pro último parágrafo do texto.)

Por que eu gostava do Google Reader?

Além da resposta óbvia (poder ler todos meus blogs e sites preferidos em um agregador simples e clean), o principal encanto do Reader para mim era no seu sistema de busca.

Trabalho com pesquisa de tendências e, diariamente, enfrento assuntos muitos específicos sobre os quais me debruçar. Confiar nos resultados genéricos de uma busca tradicional no Google pode ser pouco inspirador nestes casos. Por isso, sempre preferi pesquisar primeiramente dentro do Reader, onde só haviam minhas fontes confiáveis.

Vale lembrar que sou heavy user: assino mais de mil blogs. São anos de navegação coletando a nata da Web, tudo carinhosamente organizado em pastinhas, separadas por assuntos. Portanto, um sistema de busca que vasculhe essa biblioteca personalizada virou minha principal ferramenta de trabalho.

Quando rolou o anúncio que o Reader seria desativado pelo Google, comecei a testar os agregadores que estavam sendo apontados como principais substitutos (mas continuei usando o Reader até o último dia).

O Feedly é o mais popular deles, e se você era usuário do Reader, provavelmente já migrou para lá. A ferramenta é ótima: funciona rápido, é bonita, oferece opções bacanas de visualização, e se integra com celular e tablet. MAS NÃO TEM SISTEMA DE BUSCA! Simplesmente não existe a opção de procurar por um termo dentro dos feeds.

Os usuários estão pedindo e é bem provável que role esse search em um futuro próximo, mas não há previsão. Inclusive, a equipe do Feedly já se manifestou, dizendo que esse furo é mais embaixo, que é complicado criar essa função e eles não sabem bem quando isso vai rolar.

Logo, não serve pra mim.

A segunda opção mais popular é o The Old Reader. Como o próprio nome sugere, trata-se de uma cópia do antigo layout do Google Reader, dos tempos em que ainda era possível dar “like” nos artigos.

O Old Reader é uma boa opção para quem não quer se acostumar com uma interface nova: lá tudo funciona do jeito que você sempre esteve acostumado. E veja só, existe sim um sistema de busca!

Porém… não funciona direito. Pelos testes que fiz, a busca se limita aos últimos 30 dias de postagens. Ou seja, não rola pra mim. Preciso de um search robusto que procure em todo o histórico de cada RSS.

Outros leitores que testei:

O NewsBlur é pago. Pensei em bancar, mas todas as críticas que li a respeito foram negativas. De modo geral, as pessoas dizem que a estética é muito “Windows” e parece que você está em um programa de FTP. Além disso, não encontrei informação sobre a existência ou não de uma search tool.

O NetVibes, além de também ser pago, me brochou com esse vídeo de apresentação.

O Fever tem tudo pra dar certo, mas é pago e não oferece uma versão de teste. No site, não há informações sobre a possibilidade de pesquisar entre os feeds… Mandei um e-mail perguntando há 10 dias, mas não houve resposta.

Bloglovin, Digg Reader, RSSdose, Yoleo, … a lista é imensa e, acredite, testei todos. Nenhum é bom o suficiente e nenhum oferece o sistema de busca que tanto preciso. Cheguei a apelar e instalei softwares como Vienna e NetNewsWire, e até cogitei usar o Outlook. Mas todos eles são programas arcaicos, sem appeal nenhum de uso.

Afinal, qual é o melhor leitor para substituir o Google Reader?

É o InoReader. Basicão, limpo, sem frescuras. É tão pouco popular que não chega a 100 followers no Twitter! O layout lembra muito o Google Reader, e é possível importar suas assinaturas pra lá. E o melhor de tudo: tem uma barra de search que funciona maravilhosamente bem!

Estou usando há uma semana e não tenho reclamações! Se você virar adepto como eu, não deixe de dar 5 estrelinhas pros caras lá na Chrome Web Store. Eles merecem!

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Tecnologia
04 de julho de 2013 por Marcella Franco

Loon Project

Quando você acha que já se acostumou com a genialidade do Google, os caras chegam com o Loon Project! E aí você chora com a ousadia deles.

O objetivo do projeto Loon é nobre, soltar balões (sim, balões) na estratosfera (sim, na estratosfera) que funcionam como uma rede de satélites de internet para-o-mundo-todo. fim, vamos aplaudir.

Tem noção? Isso sim é dominar o mundo.
Google S2, apenas.

Loon for all.

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