Categoria: Tops

Educação, Tops
12 de setembro de 2012 por marimessias

MOOC

MMORPG é coisa do passado, o lance agora são os MOOCs.

Não. Sério.

MOOC é uma sigla para Massive Open Online Courses, uma novíssima variante de ensino a distância, onde localização e dinheiro não são capazes de te separar do conhecimento que tu quiser adquirir.

Massa, né.

Como é mega nova, a idéia ainda não chegou por aqui, porém. Criadas por professores de Stanford, duas iniciativas estão na vanguarda dos cursos: a Udacity e a Coursera. A Coursera pretende se focar em convênios com instituições de ensino, divulgando seus cursos online abertos. E parece estar bem encaminhada: já fechou com 16 universidades.

As duas grandes novidades, porém, foram anunciadas entre ontem e hoje.

Ontem o Google avisou que está lançando o código do Course Builder, uma plataforma online que permite que os professores (ou universidades) disponibilizem e tenham completo controle sobre seus MOOCs (diferente da Coursera, onde elas não tem esse controle).

A outra bela novidade já foi anunciada, mas só começa a funcionar em Outubro, é a Class2go, da própria Stanford (que tá em todas, ein). Ela já tem dois cursos previstos, vale dar uma olhada.

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Design, Tops
10 de setembro de 2012 por Cris Bils

Bill Moggridge

Mais do que a admiração que eu tenho pelo trabalho do Bill Moggridge – como não, ele desenhou o primeiro laptop, criou o design de interação… e por aí vai – eu tenho um enorme respeito pela maneira com que ele conseguiu inserir o foco no usuário no processo de design, apresentar o design de interação à indústria de tecnologia e traduzir o design thinking para o mundo dos negócios.

Não estou me referindo ao “Design Thinking”, que está sendo uma expressão muito utilizada e um tanto quanto mal interpretada – me refiro ao design thinking o raciocínio dos designers, sua maneira de resolver problemas complexos e o valor que essa abordagem tem para a inovação de forma geral.

Em suas próprias palavras:

“Nossa intuição, nossa habilidade para sentir, nossa habilidade para entender sem poder explicar. Todas essas coisas são relativamente subjetivas e subconscientes. O que o design faz é agregar esses atributos no processo.”

Mais do que qualquer outra pessoa, Bill entendeu o grande valor da colaboração entre diferentes disciplinas e não só falou sobre isso enquanto trabalhava da sua maneira – o que tende a ser a regra por aí – ele usou a colaboração multi-disciplinar em todo o seu trabalho.

Além de seu incrível talento como designer e líder, ele possuía a humildade e carisma para comunicar de maneira clara e acessível os seus valores e conhecimento. Bill disseminou sua visão sobre a importância do design centrado no usuário por meio de livros, palestras e aulas – uma incrível contribuição para o design – e além disso aplicou em sua prática o que pregava.

Ele poderia ter focado seu conhecimento e prática exclusivamente no sucesso de sua própria empresa – o que fez incrivelmente bem – mas como um verdadeiro colaborador, ele também assumiu a responsabilidade pela disseminação do grande valor do design na vida e nos negócios.

Nesse clip do filme Objectified, ele descreve alguns de seus valores – a atenção aos mínimos detalhes e a longevidade dos objetos – e seu grande insight sobre a necessidade do desenho da interação entre pessoas e tecnologia, o que deu início à disciplina do design de interação.

Não satisfeito em descrever sua própria prática e visão, quando escreveu seu livro Design Interactions, Bill convidou e entrevistou os 40 designers mais talentosos e influentes na área de interação para compartilhar sua prática e conhecimento. Isso demonstra muito da visão desse grande líder e apaixonado pelo design.

O mundo está menos rico sem ele por aqui. RIP Bill Moggridge.

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Ponto e Vírgula, Tops
06 de setembro de 2012 por marimessias

Existe informação ruim?

Post Mágico

Ontem li sobre um milionário que pretende abrir uma rede de TV que não divulgue notícias ruins. Para ele, perdemos com turismo se falamos dos nossos problemas. O que, no mínimo, deve nos colocar pensativos sobre o que perdemos se não falarmos deles, nénão?

E, tá, pode parecer meio nadaver para nós, que vivemos nessa cultura de sharing, onde temos a responsabilidade individual de dividir o que sabemos para fortalecer o todo, que alguém pense assim. Mas a real é que a noção de que se nos privarmos de alguns conhecimentos teremos mais chances de ser felizes não é nova.

Imagino que a maior parte de vocês já deve ter ouvido, pelo menos uma vez, algum tipo de defesa exaltada da ignorância. Existem, inclusive, ditados para isso, feito: “o que os olhos não vêem o coração não sente” ou “ignorance is bliss”. Mas, será?

Pro Herman Melville, não era bem assim. Ele acreditava que a ignorância era a mãe do medo.

E se pensarmos no que vimos ao longo dessa semana, do Bradley Manning ao Zé Cláudio, a grande luta deles foi para difundir informações. Assange disse que se não podemos evitar que coisas ruins aconteçam só por dividir conhecimentos, ao menos podemos aumentar o custo político dessas coisas acontecerem.

Que é mais ou menos o oposto do que ocorre se escolhemos a ignorância. O RJ não deixa de ter assaltos, não apagamos a história, apagamos apenas nossa memória da história, o que diminui nosso impacto no custo político de ações para resolver de vez os problemas que geram esses assaltos.

Um colunista da CNN escreveu, alguns meses atrás, um texto onde dizia que não devemos ser tão intrometidos, achando que todos os assuntos nos dizem respeito. Em lugar disso, ou de tentar questionar, os americanos devem apenas confiar nos procedimentos adotados por seu governo para que eles sejam esta grande nação.

AKA, os fins justificam os meios.

O Glenn Greenwald, ex-Salon agora Guardian, escreveu uma longa análise sobre esse texto, que termina lembrando do Melville lá de cima. Para ele, pouca coisa precisa ser dita sobre esses argumentos. Eles são, em si, uma auto-ironia. O principal problema estaria, porém, nesse autoritarismo ignorante, que, segundo ele “chega a dar medo”.

Aí é como diria o poeta, né: ignorância pode gerar felicidade. Mas nem por isso deixa de ser uma felicidade ignorante.

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Comportamento, Educação, Ponto e Vírgula, Tops
06 de setembro de 2012 por Vinicius Perez

Crianças ativistas

Post Mágico

Crianças costumam ser encantadoras fazendo qualquer coisa, até quando pintam disformes retratos dos próprios pais. Mas ainda assim nada é melhor para revigorar a fé na humanidade do que ver uma criatura menor que tu ser engajada em construir um mundo melhor.

Diário de Classe

Isadora é aluna da sétima série, tem 13 anos e é responsável pelo Diário de Classe, uma página no Facebook que narra vários problemas da escola onde estuda, de fios desencapados a a metodologia precária dos professores auxiliares. A página já tem 229 mil curtidas e, aparentemente, as únicas pessoas que não gostaram foram os docentes, que se sentem incomodados pelas denúncias de menina. Entretanto a bela iniciativa já rendeu frutos fora da internet: recentemente a quadra foi reformada.

Never Seconds

Enquanto isso na Escócia, Martha, uma garota de 9 anos, passou a documentar em um blog os alimentos pouco atrativos ou saudáveis que eram servidos por sua escola. O site recebeu atenção dos maiores jornais do mundo ao ser citado pelo chef-celebridade Jamie Oliver e a menina conseguiu que a merenda passasse a conter saladas, frutas e pães ilimitados, além de incentivar pessoas de todo o mundo a fazerem o mesmo com os lanches servidos em suas escolas. Demais, né? Pois a menina foi proibida de levar a câmera para a aula e teve que fechar as portas do Never Seconds. Ainda bem que a internet não deixou barato e, em menos de 24 horas, Martha voltou a ter o direito de postar no site, graças a campanha nas redes sociais. Que bonito.

Francia Simon

Francia Simon tem 16 anos e, durante vários meses, ajudou 136 crianças a conseguirem uma certidão de nascimento. A garota nasceu numa aldeia construída sobre uma plantação de açúcar na República Dominicana e ajudou vários filhos de haitianos que viajam para lá atrás de empregos nas plantações. Sem essa certidão, as crianças não poderiam estudar ou sequer existiriam legalmente. A iniciativa foi tão bonita que Francia recebeu o Prêmio Internacional da Paz para Crianças de 2010.

Agora é o momento que você engole seco e dá uma refletida sobre o que tem feito para melhorar o mundo.

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Goody, Tops
05 de setembro de 2012 por marimessias

Eu Voto pelas Florestas

Lembra quando nos unimos ao coro pelo veto do Novo Código Florestal? Poisé, não rolou. Mas antes de ficar melancólico e achar que não podemos fazer mais nada, siliga.

Hoje, no Dia da Amazônia, ta rolando uma manifestação no Twitter, onde descobri o site Floresta Faz Diferença. Nele rola ver, no teu estado, quais candidatos votam como tu.

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Ponto Entrevista, Tops
05 de setembro de 2012 por marimessias

Ponto Entrevista: César Schirmer Dos Santos

Do minuto que acordamos ao minuto que vamos dormir, nossa maneira de existir influencia o mundo no qual vivemos. Ao menos é nisso que acreditam os ativistas, que escolhem racionalizar o que fazem, consomem e falam para tentar promover mudanças e impacto social.

A idéia que permeia isso tudo é a busca por liberdade (seja livre arbítrio, liberdade de crença, de consumo, de expressão, de associação, enfim). No final, liberdade (e limitações) parecem perpassar toda a nossa vida.

E quem melhor para falar sobre isso que um filósofo?

Seguindo com nossa Semana Ativista, entrevistamos o foda do César Schirmer dos Santos. O César é doutor em filosofia pela UFRGS, professor da UFSM e estuda o quanto da nossa individualidade dependente dos ambientes físicos e sociais.

Abaixo ele nos diz como todos nós podemos usar nossa liberdade (e nossas limitações) para viver conforme acreditamos.

O pensamento sobre como criar mais liberdade, o qual já é fruto de alguma inextinguível liberdade, precisa ser a base a partir da qual construímos a nós mesmos, de maneira cada vez mais sofisticada e criativa.

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Ponto e Vírgula, Tops
04 de setembro de 2012 por marimessias

We all want to change the world

Post Mágico

Seguindo com nossa Semana Especial Ativistas, reunimos alguns documentários para quem quiser saber mais sobre pessoas e momentos que vem mudando o mundo:

1- Soundtrack for a revolution

Em 1955 Rosa Parks se recusou a dar seu lugar no ônibus para um passageiro branco. Ser negro e mulher nos anos 50 no Alabama queria dizer que ela, no mínimo, deveria se submeter aos brancos. Ao decidir não fazer isso (já que era um ser humano como qualquer outro), Parks virou ícone de uma revolução. Longe de ser pacífica ou justa, essa revolução teve na música uma de suas maiores forças. Soundtrack for a revolution e Dare not to walk alone são dois documentários que tratam das lutas pelos direitos negros nos Estados Unidos pelo viés da música e valem a pena ser vistos por quem se interessa por qualquer um dos temas.

2- Images of a Revolution

Inspirados pela revolução na Tunísia, no começo de 2011 os egípcios começaram a sair a rua para demandar o fim da ditadura de Hosni Mubarak. Reza a lenda que a revolução, inicialmente tímida, ganhou força graças a vídeos e fotos postados por cidadãos comuns. Unindo imagens feitas pela população e entrevistas com quem fez as imagens, o cineasta egípcio Amr Salama criou o documentário Images of Revolution (sobre o qual já falamos aqui), disponibilizado online de graça pela Al Jazeera. Alias, também da Al Jazeera rola ver o micro-documentário sobre street art e a revolução egípcia aí de cima.  

3- How to survive a plague

No final dos anos 1980 e começo dos anos 1990 o HIV era uma epidemia nos Estados Unidos. Entre os motivos para isso estava, certamente, o preconceito e a falta de informação relacionados a esse tema. Dois grupos de jovens militantes, o ACT UP e o TAG se uniram para combater a idéia de HIV era uma sentença de morte. Numa vibe guerrilha eles se infiltraram na indústria farmacêutica, mesmo sem ter nenhum treinamento científico para tanto. Como podemos ver no documentário How to survive a plague, lançado esse ano, muitos deles começaram nessa só pra salvar a própria pele, mas acabaram sendo mudados pela própria luta no caminho. E no final, além de disseminarem o conhecimento também ajudaram a identificar drogas que hoje tornam vida de muita gente não só melhor como possível.

4- Toxic

Em 24 de maio de 2011 Zé Cláudio e Maria foram assassinados. Não foi surpresa, ele mesmo já dizia que estava “com uma bala na cabeça” fazia algum tempo. O assassinato do casal de ambientalistas chocou muita gente, mas comoveu o país bem menos do que deveria.

Pouco mais de um ano depois temos um novo Código Florestal (e sua MP)  que está longe de ser unânime. Mesmo acusada de todas as irregularidades pensadas, Belo Monte prossegue. Essas e tantas outras coisas parecem ignorar as histórias de luta e morte no norte do país.

Mas o Felipe Milanez e a Vice resolveram não deixar por menos e produziram esse documentário, que pode ser visto online de graça. Toxic parte da morte de Zé Cláudio e Maria para nos contar a história da Amazônia que nós raramente vemos na TV.

(E já que estamos falando dos incríveis documentários da Vice, vários valem ver. Outro bom exemplo é Mulheres Combatentes no Curdistão)

5- Killing us Softly

No final dos anos 1960, Jean Kilbourne começou a colecionar anúncios sobre mulheres. Ela estava tentando entender melhor aquele cenário raramente enaltecedor. Quase duas décadas depois ela tinha material o suficiente para lançar o primeiro de 4 documentários sobre a imagem das mulheres na publicidade, chamado Killing us Softly.

Jean é considerada uma pioneira no estudo do impacto da comunicação na nossa vida, incluindo em setores como saúde pública, adição e violência. Rola ver o último dos 4 documentários, feito em 2010, aqui.

6- Wikirebels

Essa história vocês já sabem. Ela inaugurou a semana no infográfico de ontem e, bom, tem dado o que falar no mundo inteiro. Apesar de ser bastante recente, já existe um documentário sueco contando tudo. Bom, pelo menos tudo que rolou até 2010. Wikirebels tá disponível na íntegra no Youtube, com legendas e tudo.

Pra quem se interessar e quiser saber/ver mais, tem ainda o programa australiano Sex, Lies and Julian Assange, sobre as acusações de crimes sexuais na Suécia e o programa The World of Tomorrow (sobre o qual ja falamos aqui), onde o Assange recebe convidados como o ChomskyZizek e David Horowitz e o movimento Occupy.

E vocês, que documentários incríveis (sobre o tema, né) tem pra nos recomendar?

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Arte, Tops
04 de setembro de 2012 por Vinicius Perez

As 7 Mortes de Pedro

Muito bonita a história do menino que coleciona crânios de vaca.

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Eventos, Tops
03 de setembro de 2012 por Desirée Marantes

Enfeitando o Busão Hacker

Todos sabem que a gente é fã do Busão Hacker, né? Bom, ontem teve um “mutirão”muito massa para decorar o interior do ônibus, que ficou cheio de corações, pompons, capinhas feitas de tricô para os bancos, bordados com os nomes dos maiores contribuidores do projeto no Catarse, muito muito legal, deem uma olhada nas fotos.

E o mais legal é que dia 22/9 vai ter uma nova edição e você pode ir lá conhecer o pessoal e as iniciativas do Busão, e ajudar a dar aquela enfeitada no lugar.

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Infográficos, Tops
03 de setembro de 2012 por Niege Borges

8 Coisas Que Não Saberíamos Sem o Wikileaks

Começando a nossa Semana Ativistas, nós te ajudamos a entender melhor a importância do Wikileaks (e consequentemente porque tanta atenção está sendo dada ao Julian Assange).

English version (thanks @issylvia)

Versión en Español (gracias @CanDeitado)

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