Tecnologia
23 de agosto de 2013 por marimessias

Uma mãozinha do Google

O Google precisa da tua ajuda para ajudar os outros.

É mais ou menos essa a ideia do novo serviço do grupo, o Helpouts. Nele, pessoas conectadas por vídeo em tempo real podem buscar ajuda de outras pessoas, especialistas no que elas querem entender.

E é aí que você entra: o serviço está em busca de pessoas com talentos que queiram oferecer suas dicas. E a ajuda pode ser gratuita ou cobrada por minuto ou sessão.

Interessou?

Comente
Arte
22 de agosto de 2013 por nina

Artista Music.Box: Magenta King

Para 2013, o Music.Box fez uma parceria com o Pupunha Ink, evento de desenho que acontece mensalmente em São Paulo, que vai fazer a curadoria dos artistas mais legais que já passaram pelo evento para ilustrar as playlists. A primeira foi capa do artista Arthur d’Araujo. Agora apresentamos o grande Magenta King.

A versão Clark Kent de Magenta King é Rodrigo Solsona, ilustrador e aposta como um dos melhores quadrinistas do país. Qualquer desavisado que se depara com sua arte pode pensar que é de um incrível japonês mangaká contemporâneo. Isso porque o artista bebe de referências da arte pop japonesa e é grande discípulo de Taiyo Matsumoto. Também tem fortes influências musicais, como John Frusciante e Shugo Tokumaru. Como ele mesmo diz em seu perfil, Magenta King desenha como se não houvesse amanhã.



Magenta King produz como uma máquina. Acaba de ser lançado nas comic shops o quadrinho independente 2028, dos quadrinistas do Bimbo Groovy, um grupo formado por ele e outras grandes personalidades do quadrinho nacional: Arthur D’Araujo, Dalts, Santolouco, João Azeitona, Marcelo e Magno Costa.

O coletivo está atualmente trabalhando em um quadrinho com histórias que se passam no ano de 2028, quando nosso planeta tornou-se um lugar obscuro e violento à lá Mad Max.

Assim como no Bimbo Groovy, o artista costuma unir forças com outros quadrinistas para lançar diversos projetos independentes em coletivo. Um exemplo foi o EP, lançado com o amigo Dalton Soares, e o evento SWAN, que reúne um grupo de 9 ilustradores para desenhar um dia inteiro, ao vivo, uma história em quadrinhos coletiva.

Incansável, o artista ainda está produzindo em conjunto com o artista Dalts o quadrinho 5\5, a ser lançado no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos), uma revista de 72 páginas recheadas de histórias. Depois disso, ele pretende fazer um crowdfunding pra lançar um volume de 200 páginas de histórias inéditas.


Pra você saber mais, acesse o site do Magenta King. Tem sempre coisa nova sobre seus trabalhos e ainda registros em vídeo, com edições impecáveis. Não esqueça de conferir a playlist que o Music.Box fez com capa desenhada pelo artista: Drop It Like It’s Hot!

Comente
Design
19 de agosto de 2013 por marimessias

Slow Fashion

Já falamos aqui sobre a desaceleração do Fast Fashion e o começo de um novo momento na moda. O site Zadi, que vai ao ar dia 27 de Agosto, é um bom exemplo disso.

Ele promete combater esse ciclo de consumo rápido e tudo que ele representa (feito produtos genéricos, danos ambientais e péssimas condições de trabalho) através de uma curadoria cuidadosa. Alguns dos critérios de seleção são: ser feito a mão, usar matéria-prima de alta qualidade, ser eco friendly e local.

Aguardando versão nacional ASAP.

3 Comentários
Music.Box
12 de agosto de 2013 por Eduardo Biz

Music.Box: Drop It Like It’s Hot

DROP IT LIKE IT'S HOT from box1824 on 8tracks Radio.

Esta edição do Music.Box é focada nos belíssimos lançamentos musicais dos últimos meses. A capa é de autoria do Magenta King, artista sobre o qual falaremos mais em um próximo post.

Além da playlist acima, você também pode ouvir no Rdio.

Music.Box – Drop It Like It’s Hot

FKA Twigs – “Water Me”

Essa londrina é uma mistura de The XX, Massive Attack e Janet Jackson. Lançou seu primeiro EP no final de 2012, quando ainda se chamava apenas Twigs. O “EP 2” da artista sairá pelo selo Young Turks, o mesmo de SBTRKT e The XX. Seu novo single “Water Me” foi produzido por Arca, o jovem talento responsável por Yeezus do Kanye West, e o clipe é de chorar de lindo.

Jai Paul – “Str8 Outta Mumbai”

O misterioso rapper Jai Paul teve seu laptop roubado, e 16 faixas suas caíram no Bandcamp, em abril deste ano. O artista alega que as músicas não estão acabadas, e que são antigas. Mesmo assim, os críticos de música teceram diversos elogios, e ele vem sendo apontado como uma das grandes revelações do ano!

Mount Kimbie – “You Took Your Time”

Com elementos típicos do trip-hop, a dupla vem chamando atenção no cenário eletrônico e experimental. O primeiro álbum foi lançado em 2010, e o segundo em 2013. O single “You Took Your Time” tem participação do rapper-sensação-ruivo-fetiche King Krule. Ah, uma curiosidade: a capa do disco foi feita por Leif Podhajsky, artista que trabalha com Tame Impala, Foals, Lykke Li, The Horrors, The Vines, e fez cartazes para tour da Grimes.

Sean Nicholas Savage – “More Than I Love Myself”

Muito sofrimento nas letras deste rapaz! Sean é um cantor e compositor canadense que usa e abusa de doses de breguice em suas músicas, porém de um jeitinho incrivelmente irresistível.

AlunaGeorge – “Attracting Files”

A dupla vem causando alvoroço desde o começo desse ano, e agora tá com tudo graças ao lançamento oficial do seu álbum. Trata-se de um pop puro, excelente praquele momento de recreação com os amigos.

Owlle – “Ticky Ticky”

Usando voz esfumaçada e melodias que vão do misterioso ao eufórico, a moça já foi comparada à Kate Bush, Bat For Lashes e Lykke Li.

Midnight Juggernauts – “Memorium”

Na ativa desde 2007, a banda acabou de lançar seu terceiro disco.  O clipe de “Memorium” é uma verdadeira jornada que traça o desenvolvimento do CGI (Common Gateway Interface), desde 1951 até hoje. Os caras deram uma entrevista ao Creators Project na qual explicam a obsessão pelo assunto.

Johnny Polygon – “Purple Mess”

Acostumado a lançar suas músicas de forma independente, o rapper tem uma abordagem diferente do que se costuma ouvir no gênero. “This dude got somethin that other rappers don’t have”, já diria um fã.

Apanhador Só – “Despirocar”

Experimentalismo bonito de se ver em uma banda nacional! Ruídos e descontruções inserem um ar novo nas composições melódicas, gravadas em um sítio durante um período de isolamento da banda.

Disclosure – “F For You”

O som desses irmãos ingleses tem uma pegada house típica dos anos 1990, comprovando que a década está mesmo na moda. A infalível mistura do eletrônico com soul e R&B garantem que ainda ouviremos falar muito deles nos próximos anos. Eles curtem desenhar por cima de seus rostos nas fotos, e alguns fãs tem ido desse jeito aos shows.

1 Comentário
Ponto e Vírgula
09 de agosto de 2013 por marimessias

10 coisas que aprendemos com o Pirate Bay

Post Mágico

Nesse sábado o Pirate Bay comemora 10 anos em uma mega festa em Estocolmo. Por aqui, resolvemos homenagear o grupo reunindo as 10 coisas que aprendemos com eles.

10. Nós não estamos sob jurisdição dos EUA

Quem viu o documentário AFK sabe do que estamos falando. Quem não viu, deveria dar uma lida nessa resposta do PB para a Dreamwork. Aliás, já que tu está lá, aproveita e le todas as respostas. São hilárias. Vou aproveitar e traduzir toscamente minha parte favorita abaixo:

“Conforme vocês devem (ou não) estar cientes, a Suécia não é um estado dos Estados Unidos da América. A Suécia é um país da Europa Setentrional. E, a menos que vocês já tenham resolvido isso, a lei americana não se aplica aqui. Para sua informação, nenhuma lei sueca está sendo violada”

9. Nós estamos sob jurisdição dos EUA

Infelizmente, nada disso funcionou e eles foram presos. Mas isso foi só o começo de uma progressão de informações que deixaram claro ao mundo tudo que os Estados Unidos tem feito contra a liberdade de expressão: de DNA de embaixadores, até o teu Facebook, eles tem acesso e controle de tudo.

Inclusive do espaço aereo europeu.

8. Google é só mais um site de buscas

Quando o Pirate Bay (e similares) começaram a ser rebaixados nos rankings do Google, o grupo veio a público esclarecer que uma parte bem pequena do fluxo vinha de sites de buscas como o Google.

Ou seja, isso foi pior para o Google que para eles, já que bateu diretamente com o ideal de empresa revolucionária que eles vendiam. E uma galera decidiu não deixar por menos.

7. Faça planos mirabolantes e divulgue

A maior parte das pessoas, diante dos inimigos poderosos que o Pirate Bay tem, já teriam desistido.

Mas o Pirate Bay não: eles investem em planos mirabolantes, que só deixam cada vez mais claro o quanto a RIAA é impotente diante de um mundo inteiro mudando.

6. Não leve nada tão a sério (nem você mesmo)

Lembra os emails de resposta que falamos lá no item 10? Eles só já seriam suficientes para provar que o pessoal do Pirate Bay sabe valorizar o bom senso (o de humor). Mas nós temos muitas outras provas disso.

5. Seja resiliente

Disse Falkvinge, fundador do Partido Pirata, que quanto mais a guerra contra a liberdade e direito de expressão cresce, mais devemos estudar os métodos pioneiros de resistência do PB.

Uns anos atrás isso, certamente, seria um ideal mais restrito. Mas quer um exemplo de que a consciência sobre a importância da liberdade de expressão é praticamente universal? Essa é a primeira vez desde 2001 que os americanos sentem mais medo da falta de privacidade do que de terroristas.

4. Sharing is Caring

Imagina um sistema de troca de conteúdo que tenha como única moeda a empatia.

A maior parte das pessoas responderia: não é possível. Mas nós já sabemos que é. E que a troca de torrents foi só uma das partes dessa revolução empatica.

O Kopimi (copy me) é outro exemplo disso. O Kopimi é um alerta de que você aceita e quer que as pessoas te copiem. E que o conhecimento se dissemine e se universalize. Para participar, é só colocar um símbolo dos que estão na página. Ou criar o teu.

3. Fight the power!

As vezes é difícil viver em mundo que pressupõe que tantos comportamentos cotidianos são criminosos. Nós vemos isso nas manifestações, onde muita gente é presa só por estar lá. Mas já víamos isso na pirataria, há muito tempo.

Sobre esse tópico sempre gosto de lembrar Lessig falando sobre os perigos de criarmos gerações que acreditam que são criminosas, apenas por fazerem o que todos fazem:

“Se a lei já tivesse mudado, quando dividem conteúdo, seu comportamento seria legal. Seu comportamento, portanto, não seria condenado. Eles não se veriam como “piratas”. No lugar disso, seria permitido a essa geração ter o tipo de infância que eu tive: onde o que um garoto normal faz não é um crime”.

Mas nós continuamos tentando. E daqui uns anos vamos olhar para trás com espanto e humor e lembrar como fomos estúpidos.

2. Internet é a vida real

E se você ainda não entendeu isso, volte para o começo.

(no AFK o Anakata disse: “nós dizemos AFK – away from keyboard/longe do teclado- porque acreditamos que a internet é a vida real”)

Caso contrário:

1. Keep Seeding!

O mundo precisa disso

2 Comentários
Design
08 de agosto de 2013 por marimessias

Pixel Pixel Pixel

Depois de fase #nofilter parece que a galera resolveu se render a fase #pixel com dois novos aplicativos, numa vibe Instagram.

O argentino INTIMatic, por exemplo, pixeliza o rosto das pessoas e faz uma direta referência ao anseio generalizado por mais privacidade que ta rolando. Já o Belowrez é para os amantes assumidos da estética de baixa resolução.

2 Comentários
Design
07 de agosto de 2013 por marimessias

Revista recria viagem psicodélica

O designer alemão Nick Schmidt é o responsável pela revista Trigger, que tenta reproduzir visualmente uma viagem psicodélica, enquanto presta uma homenagem aos movimentos artísticos que rolaram graças a elas.

Comente
Comportamento
07 de agosto de 2013 por marimessias

Leve-me pra sair

Leve-me pra sair é um documentário do Coletivo Lumika, sobre um grupo de adolescentes gays de São Paulo e suas visões de mundo.

É bem legal e foi uma indicação foi do José Agripino, lá no grupo da Box no Facebook.

1 Comentário
Comportamento, Tecnologia
06 de agosto de 2013 por marimessias

Smartificial

Vivemos em um mundo onde gadgets são, cada vez mais, uma espécie de extensão dos nossos corpos e mentes. Por isso, parece apenas inevitável vislumbrar futuros onde seremos, mesmo, apenas um com a tecnologia.

E o grande agente dessa transformação talvez seja a necessidade de antecipação de informações, que se desenrola na produção e consumo de conteúdo que acontece o tempo todo, em todos os lugares.

Todo esse fluxo e ritmo aparecem ditados por uma tecnologia que alia suas preocupações com o mundo com informações sobre o hiperlocal, de forma que eu possa estar – e saber – sobre tudo sempre.

O inebriante sabor da onipresença é um poderoso reflexo da tendência SMARTIFICIAL.

Nela, sensores e conteúdo geolocalizável são vetores de uma sociedade mais inteligente, e “the Internet of things” tornará possível prover conteúdo relevante para cada situação e necessidade a ser vivida.

Esse crescente interesse pelo controle das realidades que vivemos é o que impulsiona exemplos como as camisetas da OMsignal, capazes de monitorar respiração, movimentação e taxas cardíacas. As camisetas enviam esses dados para aplicativos que cuidam da saúde de quem as veste, alertando sobre possível stress, desgaste e até alterações de humor.

Outro gadget que ajuda a cuidar da saúde, além de apresentar recursos mais básicos de um smartphone, é o Emopulse. Um tipo de relógio/bracelete que permite enviar e receber ligações e mensagens, usar internet e, claro, monitorar os níveis de stress e relaxamento.

SEXYFICIAL

O mais curioso de Smartificial talvez seja sua captação extremamente rápida pelo mercado erótico. Curioso, mas previsível, né, já que diz respeito ao corpo. E sexo está diretamente ligado a saúde do corpo, mais ou menos como o pessoal do PSIgasm defende.

Um bom exemplo de como Sexyficial é uma demanda real é o smart vibrator Vibease. O Vibease é um projeto do Indie Go Go que já superou em quase quatro vezes o valor pedido (e o tempo ainda nem terminou)! Mais que apenas um vibrador controlado por um aplicativo, o Vibease cria um tipo de atmosfera, com histórias temáticas.

Além disso, a possibilidade de controlar por um aplicativo tem agradado aos casais que tem relacionamento a distância.

Outra iniciativa que tem chamado a atenção dos casais que não moram na mesma cidade são as roupas intimas controladas por smartphone, criadas pela Durex. As peças tem sensores estratégicos, também controlados por smartphones.

E pra provar que não está brincando, a marca fez um tipo de test drive em vídeo, vê aí:

Mas, calma. Isso é só o começo.

Já existem coisas como o primeiro filme pornô onde a estrela é o Google Glass. E isso que o filme tem no elenco ninguém menos que o James Deen e a Andy San Dimas, e foi apoiado pela MiKandi, a maior app store para adultos (esses eufemismos).

O vídeo é super engraçado, mas a vibe é mais ou menos como no Crash, aquele filme do Cronenberg. Os recursos como reconhecimento facil (ou até aprovação de perfomance) são apenas um detalhe para a possibilidade de criação de uma realidade virtual pornô, como o PSFK chama atenção. Isso permitiria que uma pessoa fizesse sexo com uma pessoa que ela sempre quis fazer, mas que nunca rolaria (no caso de 90% das mulheres que eu conheço, essa pessoa seria o James Deen, mesmo).

Enfim, se tu quiser saber mais, vale ler o artigo do Medium: “I Banged James Deen #ThroughGlass” ou ver o vídeo.

 

1 Comentário
Comportamento, Design
05 de agosto de 2013 por gabriela

O branding das construtoras e nossas cidades

Nossas cidades dizem quem somos. Nossos valores, atitudes e estilos de vida definem e são definidos pela estrutura urbana. Não é de se surpreender que muitas tentativas de solucionar problemas sociais frequentemente analisam e propõe mudanças urbanísticas, como é o caso das primeiras e mais emblemáticas mudanças urbanas: a Paris de Haussman e a Nova York de Moses.

As manifestações pelo país não exigem apenas um transporte público justo e eficiente, demonstram também uma nova atitude da população em relação às ruas. Nunca se falou tanto em ocupar a cidade e isso reflete a transferência da abordagem urbanística progressista e culturalista para um urbanismo que pensa em escala humana, algo mais próximo das ideias de Jane Jacobs. Ela escreveu o conhecido Morte e Vida das Grandes Cidades (1961) criticando o modelo urbano americano dos anos 50.

 

Se a imagem da cidade ideal se assemelhava à Brasília em larga escala com funções delimitadas por áreas ou, posteriormente, a um condomínio fechado, onde estas funções se limitam a uma elite, hoje a utopia de cidade pensa em escala humana: sonha com pessoas na rua e não confinadas no espaço privado. Pensa em bairros que abrigam diferentes tipos de construções com diferentes funções para que as ruas tenham sempre olhos a vigiando, cria condições propícias para que a rua não seja apenas um espaço de passagem, mas um lugar de convivência.

O branding de muitas construtoras se atenta a essa corrente de pensamento. É comum ver grandes obras imobiliárias ostentando uma identidade que se apropria de códigos das ruas para conversar com este novo momento: o grafitti, a celebração da cidade, etc.

Neste cenário de conscientização sobre o espaço que vivemos, clamamos a ocupação do espaço público. Mas como fazemos isso? Não é qualquer ocupação que se alinha com as ideias de Jacobs, privilegiando as pessoas e pensando em escala humana. Muito pelo contrário, é necessário atentar-se aos movimentos que surgem neste cenário de transição.

A estética do “ocupar”, que produz imageticamente valores de bem-estar e cidadania são promovidos mesmo quando inexiste uma reflexão mais assertiva sobre a cidade, ou seja, mesmo quando se constrói muito cimento sobre o custo de especulação e desapropriação de famílias.

Sob a máscara festiva que anuncia a ocupação do espaço público, ocorre um fenômeno que Sharon Zukin chamou de “pacificação pelo capuccino”, que significa a marginalização de pessoas e cultura local em detrimento de cultura comercial de classe média. É o caso de muitos imóveis que surgem hoje na região da Rua Augusta em São Paulo, por exemplo.

Mais do que nunca, vemos construtoras se apropriando de códigos das ruas em seu branding e tentando se aproximar do público jovem que é familiarizado quase que por inercia com os ideais de Jacobs. Parecem assim se alinhar com o momento atual, porém, essa “ocupação” frequentemente vem desprovida de qualquer reflexão sobre seus impactos futuros.

O branding de muitas empresas pode absorver o espírito de ocupação, mas é preciso atentar se essa ocupação garante o direito das pessoas à cidade ou justamente o contrário. Se essa estética apenas anuncia a criação de condições para a rua como espaço de convivência ou se, na verdade, ela massacra essa possibilidade, tornando aquele espaço ideal restrito apenas no imóvel que ela vende.

2 Comentários