Infográficos
18 de fevereiro de 2013 por Niege Borges

Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira

Começando mais uma semana especial, que dessa vez é sobre literatura, aí está o nosso infográfico do mês. Ele foi baseado em pesquisas feitas pela Regina Dalcastagnè, que dedicou seus últimos 15 anos a estudar os modelos sociais construídos e validados pela literatura brasileira contemporânea.

Os pdfs das pesquisas podem ser vistos aqui, aqui e aqui.

54 comentários para Eu quero escrever um livro sobre literatura brasileira

  1. E acontece coisas semelhantes com a caracterização de personagens nas novelas, nos desenhos animados, nos quadrinhos, nos filmes, no perfil de contratação de apresentadores de televisão e telejornal.

  2. Henrique disse:

    Infelizmente, esses números devem fechar com o perfil do leitor brasileiro também. Muito distante das estatísticas da população em geral.

    • MValéria disse:

      Parece que não… Há pesquisas que revelam que as mukheres lêem mais que os homens.

      • josedasilva disse:

        Livro pornô soft não vale

        • Sofia disse:

          Tudo bem.

        • Ana disse:

          playboy conta? machão

        • josé esdras disse:

          Não vale porque, cara pálida? Eu hein…

        • Eduardo disse:

          Soft? Se for 50 Tons ali não tem nada de soft… ;-)

  3. Gerusa Leal disse:

    Qual foi a amostragem dessa pesquisa?

    • marimessias disse:

      nos ensaios está dito, foram as 3 principais editoras brasileiras (responsáveis pela grande maioria dos livros vendidos/lidos), livros publicados entre 1990-2004. Vale dar uma lida, os links estão abaixo do infográfico.

      “(1) foi escrito originalmente em português, por autor brasileiro nato ou naturalizado;
      (2) foi publicado pela Companhia das Letras, Record ou Rocco;
      (3) teve sua primeira edição entre 1990 e 2004;
      (4) não estava rotulado como romance policial, ficção científica, literatura de auto-ajuda ou infanto-juvenil.”

  4. Acredito que nos filmes nacionais a situação é diferente. O número de produções com personagens (incluindo protagonistas) fora deste perfil é bastante grande. É bem fácil achar películas das mais variadas com protagonistas mulheres, elenco essencialmente negro ou inclusive com atores provenientes de classes mais baixas.

  5. Kaio Steter disse:

    Sério, me desculpem se eu parecer um ignorante dos fatos mas … eu acho a literatura brasileira uma merda, não generalizada é claro, mas em grande parte da sua acepção sim, é uma verdadeira fossa, não acrescenta em nada ao intelecto do leitor, aliás por sinal faz é alienar a pessoa que o lê sem senso crítico-analítico. Sem falar que a literatura brasileira é muito presa ao cotidiano. É uma mera literatura descritiva da rotina, do dia-a-dia. Se eu quero ler algo, eu quero ler uma história que me faça sair dessa realidade, sem querer fazer da leitura um escapismo, mas já fazendo rsrsrs.

    • Dona Peppa disse:

      Concordo plenamente com você, principalmente nas três últimas linhas.

      • Carolina Ruas disse:

        O que, de autores brasileiros, você anda lendo mesmo?

    • André Segala disse:

      Você não conhece bem, a literatura brasileira.

      E esta afirmação de que boa parte da literatura brasileira não vale nada pode ser feita para qualquer consorte literário.

    • Ligia disse:

      Não concordo. Estou com um projeto no blog, e o pouco que já me dispus a ler dos escritores nacionais, não me decepcionei. Saia d padrão, pare de procurar escritores na submarino e vá atrás de novidades, que você se surpreenderá. E digo isso para tudo, literatura, música, poema… A arte brasileira não cresce porque nao damos oportunidade ao novo.

  6. Kaio Steter disse:

    E outra coisa, percebe-se a grande influência da literatura brasileira merdosa nas novelas, o povo está tão alienado que se contenta com o “escapismo cotidiano” das novelas brasileiras, o qual já não bastasse ter passado pelos fatos do dia-a-dia ainda é obrigado pela mídia aberta a ter vomitado toda a sua rotina em forma de teledramaturgia, sem ter direito de desfrutar de uma boa obra brasileira.

    • Bruno Assis disse:

      Só de curiosidade, quais autores brasileiros contemporâneos você leu?

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  8. Diego disse:

    Isso, exijam cotas para negros e mulheres nos livros.
    Daqui a pouco os sindicatos farão lobby para dar destaque a certas profissões também.

    • Alexandre disse:

      Cara,
      isso é só um infográfico demonstrando a realidade, ninguém tá pretendendo mudar a realidade impondo regras na literatura…
      racismo é tão enraizado na sociedade que até um infográfico mostrando a realidade deixa o brasileiro revoltado por nada…

      • marimessias disse:

        né. parece que temos a obrigação de defender situações que, no fundo, são apenas terríveis pra todos. deve ser coisa de auto-estima.

  9. Luciana disse:

    A pessoa deve ser livre para escrever sobre o que quiser e com os personagens que quiser. Sendo escritora ou não, sempre sou a favor da liberdade.

  10. Lucano Lobo disse:

    Gente, antes de mais nada queria dizer que adorei o estudo, consigo ver o tempo e o esforço posto a disposição dele… mas tenho uma pequena dúvida: no campo “onde se passam as narrativas” a soma das porcentagens supera 100%… qual o motivo disso?

    novamente, não quero aqui questionar a credibilidade do estudo, exatamente por isso faço a pergunta :D

    • marimessias disse:

      imagino que seja por existirem narrativas que se passam em mais de um lugar (o que deve ser especialmente pelas narrativas longas, onde o personagem vai de um ambiente a outro, etc)
      (imagino por não lembrar exatamente, mesmo. mas certamente está explicado nos 3 ensaios ali)

  11. Luiz disse:

    Interessante. Só não ficou claro quanto ao método para se determinar a cor do personagem. Quando estou lendo um livro cujos personagens não são caracterizados como brancos, negros, etc, eu imagino que sejam tão brancos quanto pardos, que é o tipo médio brasileiro.

  12. Pingback: Como somos retratados nos livros? Ou não … | PENSIERI …

  13. Renato disse:

    A única parte que me interessou é a do perfil básico do escritor. Quantos às características das personagens, bem, acredito que até mesmo os escritores sejam limitados em seu universo cultural. Qual o problema? Em vez de buscar grupos “minoritários/subjugados” nas histórias, eles mesmos poderiam ter a iniciativa de criá-las e expor sua cultura.

  14. Marcelo Vieitez disse:

    Olá. Adorei o gráfico e o trabalho da autora da pesquisa, mas o link para o 3º arquivo PDF não parece estar funcionando. Poderiam checar? Muito agradecido!

    • marimessias disse:

      Oi Marcelo, brigada. Coloquei a página oficial do Grupo de Estudos em Literatura Brasileira no link, que era repetido. Esse o link: http://www.gelbc.com.br/inicio.html

  15. Rafael Pereira Fernandes disse:

    Boa noite. Muito interessante a sua pesquisa. Você poderia fornecer a lista dos livros e autores analisados?

  16. Realmente, são pequenas peculiaridades que passam despercebidas por nós.
    Um estudo desse é realmente esclarecedor, e mostra o quanto ainda está enraizado um certo preconceito em nossa cultura. Seria esse forma de literatura um reflexo também da falta de interesse pela leitura dos brasileiros?

    Parabéns pessoal, ótimo infográfico.

    :)

  17. Dayla Assuky disse:

    o meu livro proteção à testemunha então vai ser diferente dessas descrições… a personagem principal é sim uma mulher, mas é solteira, mora sozinha, trabalha e estuda. tem um romance com um policial de traços latinos, a outra personagem tb tem traços latinos e é detetive casada. a história passa em cidade e rural. creio q já é alguma diferença… realmente a literatura brasileira se torna massante com as mesmices de personagens e histórias, sempre retratando o Brasil quando o leitor quer ir além de um país. meu ponto de vista. mas acho q nossa literatura está em busca de novos horizontes, sempre aparece quem deseja fazer diferente e inovar as outras mentes ^_~

  18. Lewd disse:

    Escrevi uma noveleta de ficção com um protagonista negro. Claro que posso ter pecado DEMAIS, deixado o personagem um tanto quanto raso (já corrigirei na próxima sessão de reescrita), mas um de meus leitores-beta me disse: esse negão não parece negão. Sei lá, ele precisa ser corinthiano, falar mais palavrão, etc. Submeti a um editor, ele apenas comentou que precisava expandir o universo para um romance, e até deu mostras de boa vontade em publicar.

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  21. José Elias disse:

    Alguém escreveu que acha a literatura brasileira uma porcaria.
    Eu não acho.
    Gostei muito de Mário Palmério( Vilas dos Confins e Chapadão do Bugre), de Jorge Amado(Capitão de Areia), de Lygia Fagundes Teles( As meninas), de José Lins do Rego( Moleque Ricardo) e outros que não me lembro.

    José Elias

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  32. Luiz Marcelo disse:

    E são essa maioria de escritores que compõe ou comporão a nossa famigerada Academia brasileira de Letras.
    Lamentável.

  33. Luciano Maia disse:

    Única solução é a mulhereda arregaçar as mangas!
    Não é proibido escrever…
    Além do que, as que resolveram escrever, deixaram espetaculares obras para a humanidade!!!
    Autor que escreve mal não é publicado, seja ele homem ou mulher, portanto, todas e todos que possuem o talento, não se intimidem, sequer busquem culpados: escrevam.

  34. leusa regina araujo esteves disse:

    Excelente levantamento. Como escritora, sinto falta da voz suburbana na nossa literatura (uma subdivisão da literatura em que o ambiente é a grande cidade). Ou ouvimos a voz da favela — o que é ótimo também — ou da elite e classe média. Sempre defendi essa voz e vejo que há muita dificuldade de sensibilizar editores para isso. Cinema, teatro e televisão parecem ser mais diversas neste aspecto do que a literatura. Além disso nossa literatura é muito pudica. Seria bom fazer o levantamento sobre assuntos ligados ao sexo.
    Parabéns!

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  36. Marilia Guedes Pereira disse:

    Parabéns pela pesquisa! Reforço as palavras da colega Leusa Regina Araújo Esteves. Como bibliotecária sinto falta da voz suburbana na nossa literatura. A voz da favela é muito pertinente…

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