Nada a Ver
17 de maio de 2013 por marimessias

Melhores links da semana

Angelina Jolie fala sobre sua decisão de fazer uma mastectomia preventiva, alavanca a bolsa, gera debate e vira capa da Time Magazine.

CNJ aprova lei que torna obrigatória a realização do casamento civil igualitário em todo país. Na França, Conselho Constitucional aprova lei do casamento entre pessoas de mesmo sexo. Já na internet, George Takei, de Star Trek, zomba dos fãs do casamento “tradicional”.

Revoltados com o comentário preconceituoso de CEO da Abercrombie, pessoas do mundo inteiro se unem em campanha para doação de roupas da marca para moradores de rua. Alias, censo afirma que a maioria da população de rua do Rio de Janeiro não usa álcool nem drogas.

Jovem de 24 anos morre de tanto trabalhar (!) na Ogilvy & Mather da China.

Bolsonaro vira notícia por querer pescar em estação ecológica (de sunga branca). Por outro lado, Tumblr mostra que até sustentabilidade pode horrível.

Comentário sobre a possibilidade de um Golpe Comunista no Brasil vira piadaevento de Facebook e notícia.

Especialista afirma que o país já tem mais de 150 mil neonazistas.

João Gilberto perde batalha judicial para reaver sua obra, em posse da EMI.

Tim Berners-Lee afirma que a aprovação do Marco Civil colocaria o Brasil em um papel de liderança tecnológica mundial. Mais ou menos o mesmo que Rick Falkvinge falou durante o FISL do ano passado.

Em entrevista, Cory Doctorow diz que a fórmula secreta do Boing Boing é falar apaixonadamente sobre o que se gosta.

 

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Comportamento
17 de maio de 2013 por marimessias

A horta do CCSP

Quem passa apressado pela 23 de Maio nem imagina que ali tão perto daquele mundo de asfalto e concreto brota uma horta. Sobre o jardim suspenso no Centro Cultural São Paulo estão canteiros de alface, rúcula, beterraba, brócolis,  alecrim e mirra. Tem também confrei, babosa, chuchus beleza e muitas outras mudas que crescem jogando um pouco de verde sobre a cidade tão cinza.

Participei de parte do processo de criação da horta, que nasceu das mãos de pessoas da rede Hortelões Urbanos e do CCSP.

Peguei carona na iniciativa que começou em Setembro de 2012 e, depois de várias reuniões, umas burocracias, um projeto e muito trabalho coletivo, vimos a horta nascer em um mutirão que rolou no dia 28/04 desse ano.

A horta não é a primeira e nem a única da cidade. Outras iniciativas se espalham por aí: Horta das Corujas na Vila Madalena, Ciclista na Paulista, Vila Anglo na Pompéia, o maravilhoso projeto Cidade sem fome na ZL e as muitas outras hortas que ocupam canteiros em escolas, prédios e vasinhos pendurados na janela.

Cada uma com seus motivos e finalidades diferentes. A horta do CCSP não serve pra alimentar ninguém (ainda). Aliás a pequena produção será destinada aos voluntários que se revezam pra cuidar dela e pra eventuais transeuntes que queiram beliscar alguma delícia (já que o CCSP é um espaço público e qualquer um pode colher um tomate se quiser!)

Pra mim foi a paixão pela cozinha (e pelos ingredientes que uso pra cozinhar) que me fez querer estar mais perto da produção das coisas que como (o que é cada vez mais difícil hoje). Apesar da produção simbólica, o trabalho na horta faz a gente repensar muita coisa sobre a indústria do alimento e as esquisitices que aceitamos goela abaixo todos os dias. Além do mais, projetos de hortas em escolas de São Paulo mostram que as crianças que se envolvem na produção do próprio alimento fazem muito menos cara feia pras beterrabas e escarolas do que as outras!

Mas não é só de comida que se trata uma horta. Projetos como o da Horta das Corujas são incríveis por que funcionam como um incentivo pra que pessoas se conheçam, ocupem espaços vazios, requalifiquem áreas e repensem a maneira como a gente se relaciona com a cidade.

Não estamos sozinhos nessa. Movimentos verdes aparecem com força em várias cidades do mundo, com alguns casos bem emblemáticos, como o da Cidade de Detroit que viu hortas tomarem conta de espaços degradados, anos depois de uma forte depressão econômica. (Urban Roots).

A articulação e o trabalho coletivo em torno das hortas é um janela pra que as pessoas comecem a se preocupar e participar das políticas de urbanismo na cidade. Muitos começam discutindo a implantação de uma horta no bairro e logo percebem que podem (e devem) participar nas decisões políticas. Movimentos como esse abrem caminho pra que as pessoas pensem mais sobre a cidade e abrem portas pra participação de pessoas comuns na política.

Além disso, ainda tem o enorme prazer que é cuidar das plantas ver vida onde antes não tinha nada.

A abertura oficial da Horta do CCSP vai ser na Virada Sustentável. Vai rolar um coquetel com especiarias da própria horta, exibição de filmes sobre agricultura urbana e alguma oficina que ainda não sabemos! Vem!

(O Guilherme Borducchi escreveu pra gente sobre sua experiência com hortas urbanas de SP)

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Comportamento, Design
17 de maio de 2013 por marimessias

O Rio de Janeiro continua lindo

Uma coisa que tenho acompanhado é que a cidade está se conectando mais, as obras estão permitindo as pessoas a explorarem os lugares, irem além do que elas já conhecem…bom exemplo é o Parque de Madureira e o resgate dessa área da cidade, tão importante culturalmente. Outro ponto também é a integração asfalto x morro. Já aprendemos a tirar o que o Rio tem de melhor dessas mudanças, mas com certeza ainda há muito a se fazer e espero que, como em outras cidades, os cariocas se mobilizem ainda mais.

A revitalização do centro faz a gente pensar em como o urbanismo, além da arquitetura, também é importante e até mais importante do que expandir a cidade é concentrar as obras nas áreas já consolidadas.

Não podemos esquecer de pensar como vai ser essa cidade depois dos jogos, daqui a 30,40 anos. Planejar essa revitalização de forma que isso vá beneficiar a cidade a longo prazo.

(Carol Althaller é pesquisadora de tendencias carioca e vive na ponte aérea  Ela nos deu sua opinião de carioca sobre o que vem mudando no RJ – e o que ainda pode mudar)

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Arte, Comportamento
17 de maio de 2013 por pontoeletronico

Apropriação Urbana: Um paulista nas ruas cariocas

São Paulo, sempre foi um dos grandes locais de transformações culturais do mundo. Uma mistura de referências e possibilidades que faz pulsar dentro da cabeça dos moradores e visitantes visões amplas do que é um espaço urbano e como podemos nos “apossar” dele.

Morei no centro de São Paulo por anos e percebi como a ocupação artística e cultural do espaços públicos e alternativos começaram a pipocar e a estimular esse “entretenimento independente”.

Como alguns exemplos bacanas disso posso citar: a Voodoohop, que além de acontecer na Trackers, já ocupou o Minhocão e leva muita gente para se divertir com uma estrutura limitada mas em uma vybe muito positiva; a Selvagem, que é uma festa que começou de forma tímida, mas que com o crescimento do evento hoje acontece mais no entorno do que no próprio bar; a última ocupação festiva do Anahngabaú; e a própria Praça Rooselvet que passou a ser ótimo local para receber esses movimentos coletivos “open air”.

Na última semana me mudei para o Rio de Janeiro e vi como essas mobilizações coletivas independentes estão muito mais desenvolvidas aqui. Felizmente!

O carioca já tem na essência curtir o espaço público e falo isso desde as praias, dos parques, até os eventos alternativos e de movimentação pública. O mais interessante é que, utilizar a estrutura urbana independe de ser “descolado” ou “hipster”. Há opções bombando por todos os lados e para todos os gostos.

Na primeira semana de Rio estive em um show de blues na Pedra do Leme. Um evento que reniu cerca de 150 pessoas e totalmente independente.

A banda paulistana Jazz, Ribs & Abobrinhas organizou com amigos cariocas esse show, e ocupou o espaço animando convidados, turistas e curiosos sortudos que puderam se divertir com som de qualidade e uma vista incrível.

Por um convite do @jeff_nascimento, acabei na Praça São Salvador no Laranjeiras, onde encontrei um local intenso de jovens e galera descolada. O coreto da praça recebe aos finais de semana apresentações de jazz, samba e chorinho. Em um dos dias há a Rádio Bike: uma bicicleta sonorizada que faz o som da praça, mas que circula pela cidade toda. Porém, esse encontro coletivo já passou por mal bocados: nos últimos anos a vizinhança se mobilizou com a prefeitura para acabar com o espaço (coisa que tenho visto nos arredores da Praça Roosevelt). Hoje, as apresentações têm hora para acabar, mas as pessoas, obviamente, sempre continuam até altas horas da madrugada.

A Festa Elaetropical reuniu um pessoal alternativo e descolado em um galpão da Lapa, que contou com projeções nas paredes, uma instalação de noiva e uma cabana inflável. A festa extrapolou o galpão e tomou conta da rua em frente abraçåndo todo mundo que passava por ali.


A Lapa para mim, novo no local e sendo passível de julgamentos, é uma representação carioca do que acontece na Rua Augusta (ou vice e versa): um território de expressão, socialização e diversão para todos os tipos de pessoas e movimentações culturais.

A Rua do Lavradio, no Centro do Rio, recebe não só uma feira mas também o famoso Baile Charme. Ali mais do que socializar, as pessoas se encontram para por em prática os passinhos ao som de uma mesa de DJ improvisada na calçada. O clima, além de divertido, traz aquele lado carioca de sentir a cidade em espaços públicos e abertos, sem a necessidade de nenhuma “catraca”.

Obviamente isso aqui foi apenas uma amostra: tem muito entretenimento democrático por todos os lados aqui no Rio de Janeiro. Festas acontecendo no Vidigal, no centro da cidade e encontros coletivos sem local definido em outras regiões.

A minha visão é que São Paulo tem caminhado para um comportamento como esse. Mas ainda há muito para ser “ocupado”. A gentrificação tende a repensar toda a estrutura da cidade, mas no momento, se limita há meia dúzia de bairros paulistanos. Uma das minhas esperanças, é que a cada visita à São Paulo eu veja mais opções de diversão no asfalto.

Enquanto isso por aqui, no Rio, tem muitas “ruas” ocupadas para eu conhecer ainda. Vamos aos poucos não é?!

(Diego Oliveira é publicitário e nos contou sua experiência como paulista que está apaixonado pelo Rio de Janeiro)

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Ponto e Vírgula
17 de maio de 2013 por Bee Grandinetti

Café com Referências

Post Mágico

Nosso saladão de referências dessa semana teve tão bom e cheio de coisa que a gente até precisou jogar algumas pra escanteio pro post não ficar giga, fuén.
Muito portfólio lindo e gente incrível. Tudo recheado de cremosidade.

Igual um Oreo <3:

Que não podia deixar de ser o primeiro vídeo do post. Já é, de longe, a coisa mais linda e fofa do mês.

Chris Hadfield é um astronauta canadense que virou uma space-celeb depois de publicar vários vídeos no youtube contando como é a vida no espaço. No domingo ele se superou e publicou seu último vídeo (choremos) antes de voltar pra Terra: uma versão de Space Oddity do Bowie – que já tem mais de 12 milhões de views.

Charmaine Olivia é talentosa, tatuada e um absurdo de gata sensual (ela é essa aí de cima). O núcleo do design não tá sabendo lidar.

Os designers Kyuho Song e Boa Oh criaram a Window Socket, uma tomada portátil que capta energia solar para carregar sua bateria interna – que dura cerca de 10 horas. AMAZING!

Daniel Mackie tem um trabalho fodão e minucioso de aquarela com inspirações no Ukiyo-e onde ele representa o habitat dos animais neles mesmos.  Samba na cara da sociedade.

O trabalho da ilustradora e cartunista Eleanor Davis é lindo e dá uma aquecidinha boa no coração : )

Antrophocene é uma série do irlandês David Thomas Smith que “costura” imagens de satélite de centros urbanos, construindo estampas complexas.

“Death to the Uno” foi uma performance da Persistent Peril para o Brighton Digital Festival de 2012. Uma animação ao vivo projetada em 3 telas simultaneamente. Dá pra imaginar como foi e ficar na vontade.

Graffiti em gif. E não, não é photoshop, o ser humano pintou MESMO cada uma das etapas.

A Tegan White tem um trabalho maravilhoso numa vibe outonal de encher os olhos. Vale ver as ilustras infantis e os letterings da moça também. Manda benzasso.

O Dan Christofferson também tem um portfólio bonitasso e classudo.

E pra terminar, um curta dirigido pelo Karl Lagerfeld com a diva Keira Knightely e a modelo-dentinho Lindsey Wixson contando os early days da Chanel.

 

 

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Goody
16 de maio de 2013 por marimessias

#amornacaixa

Nossa empresa irmã, a LiveAD, quer potencializar a arrecadação de agasalhos nesse inverno com auxilio do Instagram. Para participar da campanha basta seguir os passos abaixo:

1 – Escolha uma caixa (vale qualquer caixa, mas lembre que várias peças vão ter que caber lá dentro!);
2 – Tire uma foto da caixa vazia;
3 – Compartilhe-a no seu Instagram com a hashtag #amornacaixa (vale também escrever na descrição um texto explicando para os seus seguidores o que é o projeto);
4 – Torne o número de likes que a sua foto receber no Instagram numa meta de arrecadação. Ou seja, quem receber 30 likes na foto, deve tomar como meta juntar 30
peças para a campanha.

Depois disso, todas as fotos marcadas com #amornacaixa também vão aparecer no site do projeto, onde também rolam dicas de instituições e locais de arrecadação (mas a ideia é que cada um faça a sua, aumentando o número de caixas e doações).

Cumprida a meta, a proposta é que todos postem uma foto da caixa cheia no Instagram, com a mesma hashtag e com a meta e o número atingido.

A campanha vai até o dia 15 de junho.

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Arte
16 de maio de 2013 por marimessias

Apagão

Tomamos algumas coisas como certas, sem sequer notar seu valor até que tenhamos perdido elas. Uma dessas coisas é a energia elétrica.

E eu posso dizer isso com certeza, já que logo que decidi morar sozinha, quando ainda estava na faculdade e sobrevivia com o que ganhava em estágios, minha luz era cortada todo dia 15, o que me rendia sempre meio mês vivendo no escuro, sem computador, televisão, videogame, nem a possibilidade de ler depois de certo horário.

Se uma casa sem luz é puro horror, imagina uma cidade.

Essa é a premissa da HQ Apagão – Cidade Sem Lei/Luz, onde um blecaute misterioso transforma a cidade de São Paulo em um território inóspito e perigoso, tomado por gangues.

Mas nem tudo é horror, já que, no meio a esse caos, um grupo conhecido como Macacos Urbanos tenta proteger a população. Os Macacos Urbanos são órfãos adotados pelo visionário Apoema, que os treinou nas artes das ruas: le parkour, skate, capoeira, grafite, sobrevivência e agricultura.

Massa, né? Então saiba que quem curtiu a vibe de uma São Paulo pós apocalíptica pode ajudar a financiar a idéia no Catarse e, em troca, ganhar a revista e mais mil contrapartidas legais.

Se tu ainda tá em dúvida, vale dizer que o roteiro da HQ está sendo escrito pelo Raphael Fernandes, editor da MAD, do blog Contraversão, da linha de quadrinhos da Editora Draco e autor de Ditadura No Ar e Ida e Volta. Os desenhos lindões são do Camaleão, que é caricaturista, ilustrador, trabalha na MAD e já participou da  Imaginários em Quadrinhos.

Então bora ajudar essa ideia a se tornar realidade. E bora aprender a valorizar (e economizar) a tão preciosa luz.

 

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Ponto Entrevista
15 de maio de 2013 por marimessias

Ponto Entrevista: Courrieros

Courrieros é uma empresa de entrega de São Paulo que só utiliza bicicletas. Além do serviço incrível, que conta com um rastreamento real time, o sucesso que eles tem feito também tem uma motivação muito legal.

Mais que só um meio, o serviço prestado é uma escolha consciente, feita por uma galera que leva as bikes a sério e quer mudar o retrato atual da mobilidade brasileira.

Bora ouvir o que eles tem pra dizer e aprender, então.

Nossa aceitação até agora se deve exatamente a essa combinação de fatores, a surpreendente agilidade das bikes no transito de São Paulo e a conscientização das pessoas de que estamos nos aproximando de um ponto crítico, a cidade já não dispõe de espaço para continuar nesse ritmo.

PE – Todos que trabalham no Courrieros são cicloativistas? A idéia era conciliar trabalho com responsabilidade social e ambiental?

Nem todos, mas todos tem consciência da importância do trabalho que desenvolvem e do Impacto que este pode vir a ter fora da esfera da empresa. A Courrieros esta frequentemente envolvida em discussões  reuniões e eventos relacionados à sustentabilidade, transporte urbano e bicicleta.

Temos a consciência de que nossos ciclistas passam o dia todo na rua e tem, portanto, a responsabilidade de agir de forma responsável tanto por eles como em nome de todos os demais ciclistas de São Paulo. Eles são exemplos e representam toda uma categoria de indivíduos que ainda enfrentam algumas barreiras advindas de um preconceito histórico inerente a um tumultuado centro econômico.

Sim, a Courrieros já nasceu diferente das outras pois suas metas vao muito alem da mera sobrevivência econômica  o sonho sempre foi o de conseguir dar algo de volta a essa sociedade que ja nos deu tanto. A Ecolivery Courrieros é nossa face frente a sociedade, ela dá voz aos milhares de ciclistas individuais que circulam silenciosamente pelas nossas ruas. Através da Courrieros temos a oportunidade de ajudar a desenvolver pessoas de bem que muitas vezes nao tem a devida oportunidade à um futuro mais digno, incentivamos o estudo, a cultura e o desenvolvimento pessoal e profissional de cada um dos nossos; é através da Courrieros que vemos a possibilidade de conscientizar e humanizar um pouco mais a sociedade na qual vivemos.

PE- Vocês esperavam tanto sucesso? O que vocês acham que ajudou nesse sucesso: as pessoas estão mais preocupadas com o mundo ou as bikes são mais ágeis no transito caótico de SP?

Sabíamos do enorme potencial de um negocio como esse em São Paulo, mas é difícil esperar qualquer coisa uma vez que estamos sujeitos a tantas variáveis conhecidas e desconhecidas.

Nossa aceitação até agora se deve exatamente a essa combinação de fatores, a surpreendente agilidade das bikes no transito de São Paulo e a conscientização das pessoas de que estamos nos aproximando de um ponto crítico, a cidade já não dispõe de espaço para continuar nesse ritmo.

O paulistano perde em média 2 horas e meia por dia no transito, precisamos de uma alternativa mais viável, econômica, saudável e rápida.

PE – SP está pronto para a realidade de que bicicletas são um meio de transporte? Por quê? O que falta? Como podemos melhorar o trânsito, diariamente?

Ainda não, as bikes começaram a entrar em São Paulo com mais força nos últimos 5 anos e se depararam com uma realidade bastante hostil. Transito intenso, falta de espaço  um distanciamento interpessoal que impossibilita as pessoal de se colocarem no lugar do próximo  e como consequência é uma cidade que sofre da falta de solidariedade entre seus co-cidadãos.

O que falta? Falta essa consciência  esse respeito com o próximo,  falta infra estrutura, locais adequados para a circulação de bikes, que possibilitem o acesso aos mais distantes pontos da cidade sem a necessidade de dividir espaço com os carros e caminhões.

Um primeiro passo é aprender a amar e respeitar ao próximo  é enxergar a você mesmo nos olhos de um outro qualquer, é trazer para nossa realidade a ideia de que “Gentileza gera Gentileza”. Isso já bastaria.

PE- O mundo está cheio de exemplos incríveis de diferentes formas de mobilidade urbana. Vocês tem alguns favoritos, inspiracionais?

O metro de Nova Iorque, as ciclovias em Amsterdam, os trens na Alemanha e os ônibus em Copenhague  O mundo está cheio de bons exemplos, cada um adaptado a realidade do local onde se encontra, mas todos muito eficazes e com enormes impactos sociais e ambientais.

PE- Em um futuro distante, o que vocês gostariam de ver nas ruas das cidades brasileiras?

Nas ruas gostaríamos de ver ciclovias como em Amsterdam. Ruas limpas e seguras, motoristas solidários, um ar mais limpo e uma cidade muito mais humana.

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Arte, Comportamento
15 de maio de 2013 por pontoeletronico

Porto Alegre: espaços de afeto e zonas temporárias de vivência


Porto Alegre, a cidade metropolitana com costumes provincianos, é a capital de acontecimentos como Fórum Social MundialFestival Internacional de CinemaFestival de Teatro de Rua de Porto AlegreBienal do MercosulFeira do LivroPorto Alegre em Cena, e há mais, muito mais: os portoalegrenses estão se reapropriando dos espaços comuns e questionando sobre sua condição de ser cidadão. Afinal de contas “o que eu, vivente da cidade, tenho a ver com isso?”

Há um sintoma mundial de descontentamento com a forma de sistema econômico consumista, desrespeitoso e exploratório que desde a Revolução Árabe, Protesto de 2008 na Grécia e Los Indignados na Espanha em 2011, assim como em vários países europeus e da América Latina reverberam ecos de contestação nas principais capitais mundiais para novas formas das pessoas se relacionarem com seu corpo, com meio onde vivem, com a natureza e com as formas de acessar às cidades. Em Porto Alegre não é diferente, a cidade acordou para ela própria e está criando formas de organização coletivas e movimentando espaços culturais da cidade.

Tenta-se questionar neste momento um processo que ganha um nome feio de gentrificação, ou seja, a tal “higienização cultural” que vislumbra transformar cidades em regiões acépticas e sem vida, como grandes shoppings cercados e monitorados. Apoiado nesta ideia, está a gestão de uma governança municipal desenvolvimentista (e às vezes má humorista) que realiza um plano nacional de Copa do Mundo, invadindo a cidade com obras megalomaníacas, com privatizações e restrições de uso de espaços públicos, especulação imobiliária, despejos de famílias e comunidades inteiras de suas casas, interditando pontos de encontro, e inclusive, realizando graves repressões policiais contra comunidades quilombolas, indígenas, da periferia e de movimentos de protesto, em contraponto a isso, se insurgem grupos de pessoas que colocam seus corpos na rua a fim de ressignificar seu vínculo com o local onde moram.

Daí a importância dos espaços de afeto da cidade como fala Zé do Tambor, um dos fundadores da Terreira da Tribo. Cada vez mais se vê a necessidade de resgatar identidades culturais formadoras, construir lideranças artísticas e estar na rua em diálogo com as pessoas e com cidade.

A atividade cultural da cidade é resistente em locais como a Redenção, onde acontecem encontros contínuos de malabaristas e artistas de circo da cidade; os domingos de Brique da Redenção, onde se reúnem artesãos, livreiros, antiquaristas, artistas visuais expositores e artistas de rua como Zé Da Folha, tocador de viola e folha, Marcelo Tcheli, bonequeiro, os músicos do Conjunto Blue Grass Porto AlegrenseCia-Um-Pé-de-DoisCirco Petit POA-RS e outros tantos, além da maior feira orgânica da América Latina que é Feira dos Produtores Orgânicos que acontece nos sábados na José Bonifácio que encontra projetos irmãos no Menino Deus e na Zona Sul. Uma feira ao ar livre representa troca de conhecimentos, conscientização do consumo, da saúde mundial e o incentivo a um sistema sustentável da agricultura.

Os artistas se apresentando em espaços públicos, automaticamente, criam um sentimento de identidade, pertencimento e cidadania, e determinada rua ou centro cultural já não é mais a volta para o trabalho, é um palco, um atelier, uma sala de cinema.

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Arte, Comportamento
15 de maio de 2013 por Eduardo Biz

Retrato da arte urbana contemporânea em São Paulo

A artista francesa Gasediel reinterpreta obras importantes da história da arte, misturando elementos da arte urbana presentes na capital paulista

Conhecida por muitos anos como a “cidade cinza”, São Paulo vem passando por um intenso processo de coloração desde os anos 1980 até hoje. A arte urbana passou a ser um dos principais ícones desta metrópole, mesmo em meio a constantes controvérsias.

O grafite evoluiu e abriu espaço para diversas manifestações artísticas na cidade. Mas afinal, qual é a cara da arte urbana paulistana em pleno 2013? A resposta é mais ampla do que se pensa. Abaixo, vou pincelar alguns caminhos que vem sendo observados. Os comentários estão abertos para você ajudar a construir esse mapeamento. ;)

Arte urbana é atração turística

Quem visita São Paulo em busca dos melhores museus e galerias do país, inevitavelmente coloca as ruas no mapa das artes. Muitos hotéis promovem city tours especializados em grafite, que passam por locais como o Beco do Batman. Alguns chegam a cobrar quase R$400 pelo passeio de 3 horas.

Arte urbana ainda é assunto confuso para os políticos

Apesar de iniciativas muito positivas, como a criação do MAAU-SP (Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo) e a legalização das manifestações artísticas em locais públicos sem necessidade de licença, a prefeitura continua apagando muita street art por aí, como aconteceu recentemente com uma obra dos Gêmeos.

Arte urbana é feita na própria estrutura

O uso da própria estrutura como matéria-prima para a obra é a técnica utilizada por muitos dos nomes mais promissores da arte urbana dos últimos anos.

Alexandre Farto, também conhecido como Vhils, esculpe rostos em muros, portas e paredes através da escavação destas superfícies.

Outro exemplo é Alexandre Orion, que usa a poluição e a fuligem dos carros para dar vida aos seus desenhos.

Arte urbana vai além da parede

Não é por falta de parede que a arte urbana deixará de acontecer. Artistas exploram outras plataformas e superfícies, como é o caso de Mark Jenkins. Fita adesiva é o material usado em suas esculturas, espalhadas por diversas cidades do mundo além de São Paulo.

Os bueiros pintados pela dupla 6eMeia ganharam fama mundial e já viraram exposição na Choque Cultural.

Arte urbana é intervenção no cotidiano

Eduardo Srur é um dos artistas mais conceituados atuantes no território urbano paulistano. Garrafas PETs gigantes no rio Tietê, barracas de camping penduradas em edifícios, caiaques sobre as águas poluídas do rio Pinheiros… Difícil alguém que ainda não tenha esbarrado em alguma de suas obras pela cidade. A carruagem na Ponte Estaiada da Marginal Pinheiros compara a velocidade média de deslocamento de um carro e a velocidade de uma carruagem nos tempos do Império: ambos movimentam-se a 20 quilômetros por hora.

O coletivo Aqui Bate um Coração colocou corações em mais de quarenta estátuas de São Paulo, com a intenção de trazer mais amor e reflexão sobre o comportamento nos centros urbanos. Este mesmo grupo adesivou mais de 200 relógios da cidade com cartazes dizendo “aqui o tempo parou”.

Arte urbana reconhece seus pioneiros

A arte de rua se vê cada vez mais dentro das galerias. Alex Vallauri, um dos pioneiros no Brasil, está em exposição atualmente no MAM. Seus grafites foram espalhados em diversos locais de São Paulo nos anos 1970 e 1980.

A galeria virtual do Google, que possibilita um super zoom em obras célebres da história da arte, conta com quase 200 grafites de São Paulo em seu “acervo”.

Galerias paulistanas de arte urbana, como a A7MA, são presença obrigatória em feiras importantes no exterior.

O mural com o rosto de Oscar Niemeyer, realizado por Eduardo Kobra, repercutiu no mundo todo e foi amplamente divulgado nas redes sociais, desde sua construção até a finalização da obra.

Arte urbana inspira “sobrearte”

A exposição “Novo Olhar Urbano”, na A7MA, reúne artistas que registram a arte urbana  através da fotografia. É uma prática que vem assumindo um segundo caráter de arte, uma espécie de “sobrearte”: imagens que vão além do papel de documentar, e carregam uma alta dose de expressão pessoal.

A artista americana Jessica Hess se inspira na arte de rua de São Paulo e de outras cidades para reproduzir obras urbanas em suas telas. Realistas, as pinturas são feitas com tinta óleo ou guache.

O britânico INSA criou gifs animados de street art. A ideia era promover o álbum de Atoms for Peace, banda de Thom Yorke.

Arte urbana é catalogada coletivamente

Instagrafite é um projeto no Instagram que funciona como uma grande galeria virtual de street art. O conteúdo é gerado pelos usuários: seguidores são convidados a utilizar a hashtag #instagrafite em seus achados pelas ruas.

A Folha de São Paulo convoca seus leitores a enviar imagens de arte urbana para ilustrar edições da revista sãopaulo, que acompanha o jornal aos sábados.

Lançado recentemente, o Color+City é uma plataforma online na qual o dono de um muro livre pode oferecer o espaço para um artista pintar. No site, são catalogadas as obras já executadas.

A marca de papel higiênico Personal desenvolveu a campanha Movimento Papel do Cidadão, uma campanha onde os paulistanos puderam sugerir locais feios da cidade que poderiam ganhar o trato de um time de grafiteiros.

Arte urbana está cheia de amor pra dar

Desde sua origem, a arte urbana sempre esteve muito associada à revolta. De uns anos pra cá, o protesto rancoroso deu espaço a manifestações de amor e de humor, sem nunca perder seu tom provocador.

Nas eleições do ano passado, o Cavalete Parade tirou um sarro da propaganda política irregular nas ruas. A ideia foi “pegar emprestado” um cavalete e fazer uma intervenção artística por cima. Uma semana antes da eleição, rolou uma exposição na avenida Paulista.

O Coletivo Oitentaedois espalhou letras do alfabeto pelos muros de São Paulo, em forma de movimentos de break-dance. ”Surgiu a ideia de criar uma espécie de jogo, onde a descoberta de algumas letras leve à procura e interação com as outras, chamando atenção para a dança de rua”, diz Caio Yuzo, autor do projeto.

O vjsuave, duo composto por Ygor Marotta e Cecilia Soloaga, explora recursos como video mapping, live painting e moving projection para disseminar mensagens de amor pelas ruas.

O projeto As Ruas Falam reúne frases e desabafos fotografados em espaços urbanos de São Paulo e outras cidades. Todos podem enviar contribuições usando a hashtag #asruasfalam no Instagram.

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