Comportamento, Ponto e Vírgula, Tops
16 de maio de 2014 por Carla Mayumi

Jovens + Política + Sonhos

Post Mágico

Quais são os sentimentos que vêm à sua cabeça quando você ouve a palavra “política”? É isso que a gente também quer saber.

Desde 2011 estamos aprofundando olhar sobre o jovem brasileiro e sua relação com o Brasil, buscando entender o jovem como um ser social e como o “espírito do tempo” que estamos vivendo. Quando aconteceram as manifestações na maior parte do Brasil em junho do ano passado, um sentimento novo se manifestou e nós ficamos inquietos com os pontos de interrogação que pipocaram por aí e também nas nossas cabeças. O que tudo isso quis dizer? O que a juventude brasileira quer dizer quando levanta cartazes dizendo que “saiu do Facebook” ou que “isso não me representa”? Qual o legado das manifestações nas mentes jovens que lá estiveram?

A geração protagonista, do “vai lá e faz”, deu sinais de que é, sim, um ser político. Mas o que mais está por trás dessa era onde o mundo todo está se expressando a favor de mudanças?

Acreditamos que está mais do que na hora de se falar sobre Jovens + Política + Sonhos. Motivados pela inquietude e pela responsabilidade que sentimos como empresa que se propõe a entender o jovem, lançamos o Sonho Brasileiro da Política. Uma pesquisa que tem suas origens em 2011, com o primeiro estudo Sonho Brasileiro.

Desde outubro trabalhamos no desenho do novo projeto e na captação de recursos para que o projeto seja bancado 100% por pessoas físicas. Colocamos o time em campo em janeiro para a realização desse novo projeto, mesmo sem ter levantado todo o dinheiro que precisamos para a realização do projeto.

Uma pesquisa nacional, suprapartidária e sem fins lucrativos, o Sonho Brasileiro da Política terá todo o seu resultado disponível publicamente e acessível de forma simples e direta. Nosso objetivo é contribuir para o debate político, disseminando as ideias e ações dos jovens. Nossa fase qualitativa já passou por Belém, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Você já pode ter um gostinho de nossas viagens no blog sonhobrasileirodapolitica.com.br.

Ainda temos muita estrada e trabalho pela frente. Se você, como a gente, deseja ver uma nova pesquisa no ar ainda em setembro desse ano, faça parte desse movimento. Qualquer pessoa pode colaborar – os valores vão de R$ 10,00 a R$ 5.000,00 – e receber algo em troca além da pesquisa.

Nossa campanha de financiamento coletivo está no Catarse e quer arrecadar R$ 200 mil reais (a maior meta da plataforma até hoje!). O projeto todo custa R$ 800 mil e até agora conseguimos captar aproximadamente R$ 550 mil, apenas com doações de pessoas físicas. Sabemos que é um valor alto, e mesmo assim não estamos tendo lucro algum! Tudo isso serve para custear a pesquisa. Os R$ 200 mil servem para darmos mais corpo à fase quantitativa, lançarmos uma plataforma online para disseminação dos resultados e ajudar com os custos da pesquisa qualitativa. Destes R$ 200 mil, parte tem uma destinação para os custos financeiros do Catarse e parte vai para pagar a produção e envio das contrapartidas dos apoios.

 

Para tratar de política, precisamos de uma isenção que só é possível com um financiamento independente. Além disso, o Catarse é mais do que uma ferramenta de viabilização de projeto, é um reflexo do que acreditamos: participação, transparência e colaboração. Apoie, compartilhe, faça parte do Sonho Brasileiro da Política. A gente conta com o envolvimento do jovem brasileiro nessa causa que é de todos: a ressignificação da nossa política.

Outras leituras:

Acompanhe nosso blog para saber das histórias que colhemos em campo. Algumas já estão lá:

Hacker Lab: paredes rabiscadas, post-its  e a cultura hacker quebram a monotonia dentro da Câmara dos Deputados.

Meu Rio: cidadãos conectados fazendo a diferença em políticas públicas locais com alguns cliques e muita mobilização.

 

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Comportamento, Tecnologia
25 de março de 2014 por Carla Mayumi

A Internet que queremos — você já pensou nisso?

Os 25 anos da World Wide Web e a relevância deste aniversário

Em 12 de março de 1989 nascia esta que é a ferramenta mais importante da Internet – nada menos que o www que você digita antes de qualquer coisa que coloca em um browser.

Você já parou pra pensar que a Internet ainda é o espaço mais aberto, neutro e democrático que temos? Aqui na Web, essa que você está usando para ler esse post e fazer tantas outras coisas, a informação gerada e lida pelas pessoas se organiza de forma espontânea e orgânica. Eu escrevo, tenho esse endereço, você lê e faz o que quiser com isso. Dá um like, compartilha, manda pra alguém, guarda pra ler depois, assiste aos vídeos, não assiste, copia e cola um pedaço do texto, enfim… são muitas as possibilidades.

Esse é o nosso canal e pertence às pessoas; é seu e meu. A World Wide Web talvez seja a única tecnologia que já nasceu popular e dando poder às pessoas. Outras tecnologias que transformaram a sociedade nasceram inacessíveis para o cidadão comum. Algumas começaram como “luxos”, só a elite podia comprar e apenas depois isso chegava em todas as classes sociais – é o caso do carro. Algumas começaram no universo acadêmico, no governo, em instituições com poder econômico – como o próprio computador.

Minha querida World Wide Web nasceu distribuída e sendo “de graça”. Mesmo lá no comecinho quando isso tudo ainda era um bebê, você acessava o endereço de um portal e tinha acesso a notícias. Clicava em um site de uma loja e tinha informações sobre seus produtos. Mesmo com apenas 25% da população global tendo acesso à Internet, ela está lá e teoricamente pode ser usada por qualquer um.

Quem criou a World Wide Web foi o cientista britânico Sir Tim Berners-Lee. Como fã dele que sempre fui, nem acreditei quando vi que teria a oportunidade de vê-lo falando ao vivo, dois dias antes do “aniversário”. Isso aconteceu no evento de tecnologia onde eu estava, o SXSW. Em sua palestra, que foi — claro — sobre o aniversário do “filhote”, ele fez alguns pedidos para todos. Sim, para todos: para mim e para você que me lê.

Antes de entrar no pedido do “pai da Internet”, vale saber um pouco mais sobre ele: Berners-Lee podia facilmente ter sido um dos milionários da grande rede. Podia ter criado algo que tivéssemos que pagar para usar. Mas ele nos presenteou com a tecnologia que nos abre um universo incrível de informações a um clique.

“No coração da Web está o link, representado por uma sequência banal de letras, aquelas que começam com http://. Quando linkamos a informação na Web, temos a capacidade de descobrir fatos, ter ideias, comprar e vender, e criar relacionamentos em uma velocidade e escala inimagináveis na era analógica. Estas conexões transformam eleições presidenciais, derrubam governos autoritários, dão força a grandes negócios e enriquecem nossas redes sociais.” (Tim Berners-Lee)

Na chegada da World Wide Web à vida adulta, o pedido de Sir Tim Berners-Lee me tocou fortemente. Me sinto na responsabilidade de reproduzi-lo aqui e pedir que todo mundo que eu conheço faça o mesmo, pelo futuro da Internet:

O alerta faz referência à forma como poderes estabelecidos estão tentando manter e expandir seus territórios de dominação a partir da Web. Ele fala para lutarmos pela Internet que queremos e propõe algumas visões do que pode defini-la como o que queremos para seu futuro: como forma de livre expressão (sem censura), acessível, universal, aberta, neutra (sem controles comerciais), com a privacidade controlada pelo indivíduo e inovadora. Segundo ele, sem estas características a Internet deixa de estar nas nossas mãos e passa a ser ainda mais controlada por poderes políticos e econômicos, de tal forma que pode mudar sua neutralidade e participação, afetando diretamente a relação das pessoas com a Web. Isso é sério, muito sério. Se essa relação mudar, vai ser muito mais difícil termos transparência de dados, evoluir a democracia, ter acesso rápido a evoluções científicas, viver conectados em comunidades e incentivar a diversidade cultural.

O idioma inglês tem uma expressão intraduzível que exprime muito bem a forma como vemos a Internet: to take for granted. Vemos a Internet como algo garantido, que está ali e sempre estará. A advertência que está no ar é que a coisa não é bem assim – pois talvez amanhã ela não esteja. Sinceramente, me arrepia pensar nisso.

Depois de ver Tim Berners-Lee, saí da sala emocionada, pensando nisso tudo e com a cabeça a mil em função de outras duas personalidades que falaram no SXSW: Julian Assange e Edward Snowden. Ambos falaram ao vivo dos lugares onde estão — Assange exilado no Equador, Snowden na Rússia. O vídeo de uma hora da entrevista virtual com Snowden pode ser assistida neste vídeo. O blog Inside fez a incrível tarefa de transcrever toda a entrevista (em inglês — quem sabe algum brasileiro ajuda a transcrever para o português, hein?).

Mas as reflexões não pararam aí. Ainda no SXSW, fui assistir ao filme sobre a vida de Aaron Swartz (The Internet’s Own Boy — The Story of Aaron Swartz), que foi financiado coletivamente e produzido em uma velocidade incrível após a sua morte.

Aaron Swartz suicidou-se aos 26 anos, em janeiro de 2013. Estava sendo julgado e corria o risco de ser condenado a mais de 30 anos de prisão e ter de pagar até 4 milhões de dólares. Seu crime: baixar arquivos de artigos acadêmicos que eram comercializados por uma empresa privada.

Mas quem foi Aaron Swartz? Considerado um gênio hacker, ativista político e defensor de dados abertos, a trajetória dele começou cedo. Com 14 anos, colaborou com um projeto que criou a especificação do RSS, que permite uma atualização automática de informações. Ele participava do grupo de forma virtual e ninguém sabia que tinha apenas 14 anos. Quando revelou-se, foi difícil para o grupo acreditar que toda a contribuição na programação daquele código tinha sido feita por um menino. A partir daí, o garoto-prodígio alçou grande vôos, como era para ser: ajudou Lawrence Lessig com a arquitetura do seu então projeto Creative Commons, que atualmente pauta a forma como se encara o direito autoral na Internet. Além disso, trabalhou com o próprio Tim Berners-Lee no World Web Consortium e no MIT.

A jornada de Aaron seguiu com a dedicação ao projeto The Info, que facilita a busca de arquivos disponíveis mas muito difíceis de acessar, como documentos arquivados de processos judiciais. Foi um dos fundadores do Reddit, uma rede social onde as pessoas publicam notícias que estão lendo na Web. Em 2012, foi um grande ativista nos protestos contra o SOPA/PIPA. Ou seja, tudo que ele construiu está ligado à forma como consumimos informação – sua luta em diferentes frentes era para que dados fossem abertos e livres. Aqui tem um trechinho do filme que fala dessa parte da vida de Aaron:

É a partir daí que a história começa a complicar. Aaron revoltou-se quando descobriu que muito do conteúdo valioso sendo produzido nas universidades era comercializado e as pessoas não podiam ter acesso a ele sem gastar uma quantia considerável de dinheiro. Para ele isso não podia ser assim. No seu Guerilla Open Access Manifesto, já havia declarado:

“There is no justice in following unjust laws. It’s time to come into the light and, in the grand tradition of civil disobedience, declare our opposition to this private theft of public culture.” (Não há justiça em se seguir leis injustas. É hora de fazer vir a luz e na grande tradição da desobediência civil, declarar nossa oposição a este roubo privado da cultura pública)

Ele resolveu hackear o sistema do JSTOR, um site que comercializa artigos acadêmicos. Não conseguia aceitar que aquele tipo de conteúdo fosse pago. Baixou milhares de arquivos, mas o sistema de segurança da Jstor detectou o download dos arquivos e bloqueou o IP, e então Aaron mudou sua tática. Ligou seu computador diretamente na rede do MIT (universidade dedicada à pesquisa ligada a tecnologia) durante alguns dias e o deixou ali, baixando os arquivos. A universidade encontrou o laptop e instalou uma câmera na salinha para flagrar quem estava por trás da ação hacker. Alguns dias depois, Aaron foi preso. Os arquivos nunca saíram do seu computador e foram devolvidos ao MIT.

O filme conta toda a história com uma visão bem crítica. Aaron Swartz é considerado pela maioria dos pensadores da Internet – alguns bem importantes como o próprio Lessig e Berners-Lee – um grande herói do ativismo da Web e dos dados abertos. Muitas questões são abordadas no filme: por que o MIT não imediatamente capturou o laptop de Aaron mas esperou alguns dias até ele aparecer e ser flagrado pela câmera? Por que o governo americano, através do FBI, deu tanta atenção ao caso, já que Aaron não chegou a fazer uso dos dados que estava baixando? Por que o caso seguiu mesmo depois da Jstor ter retirado suas queixas e o MIT nunca ter solicitado que houvesse uma investigacão criminal? Por que o MIT nunca se pronunciou durante o processo, ainda mais por ser uma instituição que prega a favor dos dados abertos?

Assim, fascinada e um pouco em choque com toda essa informação é que me foi caindo a ficha. Acredito que estamos vivendo uma revolução silenciosa de proporções gigantescas, que se dá em lugares fechados em frente aos computadores. Com diz uma amiga, me senti “vivendo a história ao vivo”, pois quando olhei à minha volta percebi o que estava presenciando: um evento com o clamor de um dos inventores da Internet mais Snowden, Assange, Swartz. Os três últimos são mártires dessa revolução silenciosa. Cada um do seu jeito e em diferentes cenários, contextos e dimensões, eles estão a favor de uma mesma causa, a da Internet livre, aberta, transparante, não-comercial e sem censura. A mesma causa de Sir Tim Berners-Lee. Temos algo grande aí, não?

Por acreditar que essa causa deveria ser de todos é que escrevo este post e compartilho o pedido de Berners-Lee, e faço questão de deixar a versão original em inglês:

“Millions of people together have made the Web great. So, during the Web’s 25th birthday year in 2014, millions of people can secure the Web’s future. We must not let anybody – governments, companies or individuals – take away or try to control the precious space we’ve gained on the Web to create, communicate, and collaborate freely.” (Milhões de pessoas juntas fizeram uma grande Web. Então, durante seu aniversário de 25 anos em 2014, milhões de pessoas precisam assegurar o futuro da Web.)

Novas questões estruturais começam a surgir: será que não é hora de uma declaração universal de direito à Internet? Nossos políticos e advogados nasceram na era pré-Internet ou na transição do analógico para o digital. Será que eles têm consciência e conhecimento do que é de fato a Internet para estarem decidindo e julgando sobre ela? Termino com mais essa frase:

“Precisamos que nossos advogados e políticos entendam de programação, entendam o que se pode fazer com um computador. Também precisamos revisitar muito da estrutura legal, leis de direito autoral – as leis que colocam as pessoas na prisão que foram criadas para proteger os produtores de filmes… Nada disso foi criado para preservar o debate entre indivíduos nem a democracia que precisamos para governar o país.” (Tim Berners-Lee)

Outras leituras e referências:

O livro Hacking Politics fala sobre como ativistas conseguiram fazer com que o projeto da SOPA não fosse aprovado

Guerilla Open Access Manifesto, de Aaron Swartz

Carta endereçada ao Presidente do MIT por um grupo de trabalho da universidade que estudou a participação do MIT durante o processo criminal conduzido contra Swartz

Matéria sobre a caminhada que Lawrence Lessig realizou em janeiro de 2014. Foram 120 quilômetros enfrentando mais de 20 dias de chuva e neve em memória de Aaron e pela transparência de dados e reforma política nos Estados Unidos. “The only way we’re ever going to get fundamental reform is if we can inspire presidential candidates to make this a central — maybe the central issue — that they want to talk about” disse ele em entrevista ao Huffington Post.

Texto de 2012 do Baixa Cultura que já levantava a questão da internet livre.

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Ponto e Vírgula
24 de outubro de 2013 por andre

YOUTHMODE: UM ESTUDO SOBRE LIBERDADE

Post Mágico

A teoria geracional não consegue superar sua obsessão com a idade literal. Empresas e futurólogos estão presos em uma lógica da busca pela autenticidade, hipocrisia e rebeldia. YOUTHMODE é um caminho para fora do problema do generational branding: formas emergentes de viver a liberdade sem depender do ano em que se nasceu.

A Box1824 em parceria com a K-HOLE tem o prazer de apresentar YOUTHMODE: um estudo sobre liberdade que analisa os fatores que estão em jogo na lógica do generational branding.

No último sábado, 19 de outubro, o report foi lançado na Serpentine Gallery, em Londres, durante a 89Plus Marathon, um encontro entre intelectuais e artistas para debater sobre os jovens nascidos pós-89.

O report explora os problemas do MASS INDIE, contexto cultural em que vivemos e no qual todos somos tão especiais que ninguém realmente o é. Além disso, apresentamos NORMCORE, uma forma de viver que prioriza a identificação e a adaptabilidade no lugar da diferenciação e da exclusividade. Normcore aproveita a possibilidade de uma interpretação ambígua como oportunidade de conexão – e não como ameaça à autenticidade. Normcore é o caminho para uma vida em paz.

Ficou interessado? Comente no Medium ou baixe o PDF.

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Eventos, Infográficos
17 de setembro de 2013 por Clarissa

Encontro Jovens Transformadores

Final do Julho a Fundação Estudar, junto com o Laboratório Estudar, organizou um evento chamado Encontro de Jovens Transformadores. Cem jovens, com ideias em comum, passaram dois dias se conhecendo, se inspirando e alinhando objetivos para juntos, em um futuro próximo, poderem co-criar um Brasil e mundo melhores.

Fomos no evento conferir o que está borbulhando na cabeça dessa “galera mão na massa” e montamos um infográfico para vocês entenderem melhor:

 

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Tecnologia
16 de setembro de 2013 por marimessias

Tecnologia Modular

Demorou, mas finalmente parece que a obsolescência programada está virando coisa do passado.

\o/

E um dos grandes indicadores é o declínio de popularidade da Apple. Não precisaria nem a Forbes confirmar, pra chegar nessa conclusão bastaria dar uma olhada nas nossas timelines. Ou nos comentários nada enaltecedores, feito esse do Buzzfeed que compara o Iphone 5C com Crocs.

Claro que a diminuição dessa euforia diante da promessa do “novo” tecnológico é um indicativo de que estamos nos tornando consumidores mais conscientes, preocupados com discursos vazios e os rastros de lixo que produzimos. Mas, acima de tudo, acho que esse novo comportamento está relacionado com a maior intimidade com que lidamos com a tecnologia.

Não aceitamos, mais, que alguém nos diga o que podemos fazer ou como devemos consumir. E, em um movimento natural, esperamos coisas cada vez mais abertas, hackeáveis e capazes de sofrer upgrades.

Se não somos fixos, e vemos isso por nosso consumo quase totalmente focado em mobilidade, não faz sentido nenhum que a própria tecnologia móvel evolua de maneira fixa.

E é pensando nesse monte de coisas que surge o telefone-conceito Phonebloks que, conforme o nome sugere, é separado em blocos, pequenas partes. Basicamente, um telefone modular.

A ideia é que quando criarem, por exemplo, telas melhores (ou qualquer avanço real) tu possa trocar só a tela, sem precisar comprar um telefone todo novo. Além disso, o fato de ser feito em blocos, possibilitaria a completa customização, favorecendo o que tu mais usa no telefone (internet, câmera, etc).

Ah, a plataforma também seria aberta, claro.

O telefone é só um conceito, sequer está em fase de produção ou algo do tipo, mas a demanda que ele propõe é muito real. E, conforme temos notado, as coisas podem mudar muito e muito rápido, dependendo das demandas.

Bom, para incentivar, apoiar, dizer que tu quer muito que role, o criador do Phonebloks, Dave Hakkens, pede apenas que a galera vá no Thunderclap e dissemine a ideia nas redes sociais.

Po, ta valendo a pena, né.

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Games
16 de setembro de 2013 por marimessias

Brasil – Um País de Tolos

Ano passado, em Porto Alegre, vi uma galera do Ônibus Hacker jogando esse jogo e fiquei muito curiosa e encantada. Quando me avisaram que estava no Catarse, óbvio, fui colaborar/comprar e dizer pra todos os meus amigos que também ficaram encantados.

Pra entender melhor, eles mesmos explicam:

Brasil – Um País de Tolos é um jogo de cartas onde cada uma representa uma personagem da sociedade brasileira. As cartas contêm citações famosas dessas personagens que refletem no poder de cada carta no jogo.

Parece ser muito massa, né? Colabora la.

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Design
13 de setembro de 2013 por marimessias

Image Glitch Experiment

O artista e designer Georg Fischer criou uma ferramenta mega divertida, para corromper imagens com estilo, o Image Glitch Experiment. Pra usar é só chegar no site, fazer upload da sua foto e brincar com os efeitos disponíveis.

Aliás, se você curtir muito, aqui postamos outros dois aplicativos na mesma vibe.

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Games
12 de setembro de 2013 por marimessias

Family Sharing

Um dos grandes lances de comprar arquivos cloud é que eles não são exatamente teus. Digamos que tu compre, por exemplo, um livro pelo Kindle e depois de terminar de ler tenha curtido tanto que queira emprestar pra tua melhor amiga, feito faria com a versão de papel. Nem rola.

A Valve decidiu resolver esse problema com o Family Sharing, um serviço que permite compartilhar a biblioteca de games do Steam com amigos e familiares.

 

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Comportamento
12 de setembro de 2013 por nina

Pegadinha 2.0

Lembram da garota americana que ficou famosa por seu twerk ON FIRE?

Ok. E se eu te contar que o vídeo era fake? Foram mais de 11 milhões de views para o vídeo da dançarina amadora “Caitlin Heller” que não é real e que, portanto, não foi um acidente. A estrela do “Worst Twerk Fail EVER – Girl Catches Fire!” é uma dublê cujo nome verdadeiro é Daphne Avalon.

A mente por trás do vídeo? O apresentador Jimmy Kimmel, que revelou a farsa na segunda-feira, um plano que pegou a Internet toda de surpresa:

Com um timming friamente calculado, o vídeo do “acidente” foi lançado logo após a polêmica perfórmance de Miley Cyrus no MTV Video Music Awards. Tudo planejado para que o vídeo parecesse o mais verídico possível. Depois de revelada a genial farsa, muitos americanos se revoltaram nas redes sociais por terem sido “enganados”. Quem não se lembra do famoso viral-fake “Perdi Meu Amor Na Balada”? Jimmy Kimmel se pronunciou a respeito:

 

As velhas pegadinhas da TV, que mostravam cenas de pessoas sendo enganadas nas ruas, evoluíram. Agora as pegadinhas tem o poder de atingir milhares, até milhões de pessoas. E a Internet envolve todo o mundo, literalmente – o que deixa tudo ainda mais engraçado.

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Design, Goody
12 de setembro de 2013 por marimessias

Conspiração Criativa

Aplomb  é uma marca de camisetas que cansou de estampas sem sentido e artistas subvalorizados e resolveu fazer algo a respeito.

Para isso eles criaram a comunidade The Creative Conspiracy, onde escritores, poetas, pensadores e, bom, nós, podemos enviar ideias e artigos sobre assuntos que achemos relevantes, além de votar nos melhores textos que já estão la.

Os escolhidos são enviados para artistas, que os usam de inspiração para criar uma estampa maneira que vai substituir aquela tua camiseta de logo.

Além de pagar mais para os artistas, as camisetas prontas tem uma etiqueta que fala mais sobre eles, divulgando seu trabalho. A etiqueta também fala sobre o texto que deu origem a estampa.

Se tu curtiu a ideia, ajuda o Kickstarter dos caras.

 

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