Ok, para você que desistiu de tentar passar da fase 184 do famigerado Candy Crush, há um novo microgame que vem mexendo com os polegares dos geeks. Trata-se do Dots, uma versão minimalista do clássico conecte-os-pontos. Tudo indica que são os detalhes, e obviamente o design, que elevaram o nível do jogo, colocando o app da Betaworks no ranking dos mais baixados.
Veja bem! Os efeitos sonoros aumentam de volume de acordo com sua pontuação. Seu telefone vibra (da mesma forma que sempre vibrou, mas parece mais excitante) ao fazer quadrados e retângulos. Um score global, e também dos seus amigos, mantém a competição ativa. Os badges são um estímulo para cada nova conquista, por mais triviais que sejam. Tudo isso deixa o game perigosamente compulsivo para aquele momento em que você simplesmente quer limpar a cabeça e conectar uns pontos.
Hoje o café com referências poderia ser uma grande torta de climão pois começa com umas temáticas bem pesadas. Felizmente é tudo incrivelmente bonito e leve – e acaba em lhamas e gatinhos, como a vida deveria ser.
Os fodões da Buck fizeram um vídeo para a ChildLine, um serviço de aconselhamento para crianças por telefone. O sound design – que é bem monstro também – foi feito pela Antfood. A gente só fica na dúvida se o vídeo cumpre o papel de comunicar o serviço pra crianças, mas de qualquer forma é bonito ver como um assunto tão delicado como abuso sexual consegue ser abordado com tanta sensibilidade.
Vôo contra o câncer é uma campanha que convoca os brasileiros a se mobilizarem para convencer as companhias aéreas a abrirem vôos comerciais para Barretos. Lá tem o maior hospital de câncer da América Latina, um centro de pesquisa foda e uma pista de aeroporto prontinha pra ser usada, mas sem aviões. Não sei vocês, mas eu já reservei meu assento.
Muerte a los hombres malos é um projeto de humor gráfico elaborado pela dupla Caroline Selmes (ilustradora) e Laura Torné (escritora). É bem sangrento e baseado em alguns homens não muito agradáveis que já passaram pela vida das duas.
Bryjins é um projeto colaborativo entre o fotógrafo de moda americano Bryant Eslava e a ilustradora coreana Hajin Bae. O resultado lindão da mistura é esse aí de cima.
Mirjana Smith consegue transformar latas antigas já não tão úteis em uns bules FODAS.
Orange Zutto combina texturas e uma paleta particular num trabalho gosmento e fofo.
Kyle Thompson é um fotógrafo americano com uma parte do portfólio voltada para auto-retratos surreais e bem incríveis.
Aryz é um grafiteiro e ilustrador de Barcelona que tem um trabalho de babar, cheio de cuidado, feito com spray, rolinho, pincel e tudo que tiver direito : )
Clipe do Flying Lotus dirigido pelo sempre bizarro, megalomaníaco e genial Cyriak.
Todo mundo já deve ter topado por aí com algum dos pugs e gatinhos mega fofos desenhados pela Gemma Correll. Vale a pena dar uma olhadao portfólio completo dela – repleto de ilustrações cotidianas e engraçadinhas – e super divertido de explorar.
O paradigma que a loja se propõe a quebrar é a costumeira associação do vintage com a nostalgia (ou com o kitch). Em seu discurso, Gill defende que “a nostalgia é inimiga do progresso” e explica como seu negócio encoraja a criação de sub-culturas, as verdadeiras responsáveis por levar a história da moda para frente.
MuteTab é uma extensão de Chrome que permite aos usuários gerenciar os sons que vem de cada aba. Pra isso, ela mostra quais abas estão tocando algo e o usuário pode pausar ou mutar cada uma delas individualmente, ou todas automaticamente.
Semana passada tivemos a semana especial sobre SP aqui no Ponto e vimos alguns exemplos de iniciativas focadas na apropriação da cidade. Mas além do poder de transformar a paisagem urbana, acredito que esse novo espírito também impulsiona uma nova dinâmica entre marcas e pessoas. E para entender isso, precisamos fazer uma retrospectiva breve e quase simplista dessa relação.
O final da década de 90 foi marcado por um esgotamento do modelo de consumo baseado na criação de marcas aspiracionais – e distantes -, cujo foco era gerar desejo pela aspiração, um modelo product-centered. À partir daí, atingiu a massa uma revolução liderada pelo Design que ressignificou toda cadeia de produção e consumo. No lugar de bens materiais, passou-se a enxergar os produtos como possibilidades de interação, interfaces que provém algum tipo de serviço ao consumidor e que, portanto, precisam ser pensados à partir do ponto de vista das pessoas – um modelo human-centered.
O Netflix é a prova disso: uma proposta de uma relação mais honesta entre marca e consumidor no lugar das multas de atraso na devolução que financiaram o império da Blockbuster. Nike, Method, Whole Foods, Innocent Drinks são outros exemplos de marcas que contribuíram para essa mudança ao colocar o consumidor como centro. Marcas que adotaram ações no lugar de discursos, o diálogo ao invés da propaganda e uma postura beta no lugar da inovação fechada.
No entanto, considerando a velocidade das transformações nas últimas décadas e a crescente demanda por transparência, propósito e responsabilidade, acredito que estejamos à beira de uma nova virada. Color+City é uma pequena-grande iniciativa nessa direção. A iniciativa conecta as pessoas com vontade de transformar São Paulo por meio das cores.
O contexto de rede empoderou os indivíduos a transformar e agir com mais frequência por meio de iniciativas que usam o coletivo para melhorar o ambiente ao redor. Nada mais natural que as pessoas se tornem mais críticas e exijam a mesma postura prática do setor privado. Paira no ar uma expectativa de que marcas se tornem mais que produtos com um discurso próximo, assumindo uma postura mais ativa. Ou seja, ações de responsabilidade socioambiental como salvar a Amazônia não são o bastante. Cada vez mais, as pessoas valorizam as instituições capazes de gerar mudanças/transformações para a vida cotidiana, real, próxima da realidade.
“Não há mais uma grande causa, a ‘sociedade perfeita do amanhã que vamos construir pela política, mas, ao contrário, a preocupação cotidiana.” (Michel Maffesoli, sociólogo)
Pensando que, de acordo com a ONU, até 2020 90% da população do Brasil e América Latina viverá em contextos urbanos, tais mudanças deverão girar em torno de temas derivados da interação entre pessoas e cidades. Mobilidade, acesso, convivência, entretenimento coletivo e outros assuntos relacionados serão grandes oportunidades para uma marca prover serviço.
Nesse sentido, os exemplos são inúmeros, como o Ushahidi, plataforma aberta que através de SMS, MMS e Internet consegue reportar e mapear regiões (ruas, bairros, cidades, estados e países) com problemas como conflitos ou desastres naturais. Esse serviço faz com que autoridades sejam facilmente alertadas sobre algo e também evita com que as pessoas se coloquem em situação de risco. Ou mesmo o WhipCar, serviço de Car Sharing que permite ao usuário alugar o carro do seu vizinho por um preço menor que as empresas de aluguel.
Pouco a pouco, vemos emergir um mindset community-centered: interações/ações que visam melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano. Essa mentalidade coloca no centro um grupo de pessoas com afinidades semelhantes, unidas por ferramentas para que possam melhorar as relações das pessoas entre si e com seu entorno. Incorporar tal lógica é premissa básica para marcas que desejam ser / permanecer relevantes.
O projeto de Neighborhood Stores do banco norte-americano Umpqua Bank vai nesse caminho. O conceito de loja é focado em atender sua vizinhança, provendo um serviço à população. As agências oferecem espaços para relaxar ou trabalhar, com café e wifi grátis, além de TVs que exibem notícias e informações sobre o universo financeiro.
Outro exemplo é o Color Reclaim, projeto da Converse para transformar não-lugares abandonados como viadutos em espaços de socialização como galerias para exibir trabalhos de grafiteiros e palcos para shows de novas bandas.
Ainda é difícil vermos grandes marcas agindo com uma mentalidade community-centered. Estas iniciativas têm partido principalmente de pequenas empresas, iniciativas independentes ou simplesmente das pessoas, de forma cada vez mais organizada. Grandes marcas costumam aparecer menos como protagonistas e mais como patrocinadoras dessas ações. No entanto, se as pessoas anseiam por transformações mais reais e presentes no cotidiano, as marcas devem se tornar agentes de transformação da cidade.
O que isso significa? Que no lugar de pensar no futuro da categoria, sua marca deveria estar pensando na cidade do futuro e nos tipos de serviços que poderá prover para materializar esse futuro. Já pensou nisso?
*Este texto foi escrito a seis mãos pela Carla, Fábio Amado e André. E adoraríamos a sua contribuição para pensar em novos desdobramentos para este tema. =)
CreativeMornings é um evento de palestras de ”seres criativos” seguidos de um café da manhã, que acontece em vários países do mundo. Semana passada o palestrante foi Seth Godin, escritor de diversos livros e fundador do Squidoo. Na sua palestra de quase 20 minutos ele fala suas percepções sobre as novas formas de trabalho e a relação com a economia de conexões. Muito interessante para refletir e quem sabe encarar o trabalho de uma forma diferente.
Arquitetura da Gentrificação é o primeiro projeto de financiamento coletivo da ONG Repórter Brasil, que se empenha em se empenha em fomentar reflexão e ação sobre violações dos direitos humanos.
O projeto se propõe a fazer uma investigação detalhada sobre a gentrificação em SP, ou seja, os processos de expulsão de classes mais baixas de determinadas regiões da cidade, através de medidas socioeconômicas e urbanísticasna.
E ele tem tudo a ver com nossa última semana especial, SOS SP.
Wireflow explora diferentes estruturas geométricas, misturando 2D e 3D, numa série de luminárias minimalistas. Criadas pelo designer francês Arik Levy, em parceria com a empresa espanhola VIBIA, as estruturas de arame com LED lembram desenhos suspensos.
Na mesma vibe, uma nova série de telas do estúdio de design japonês YOY funciona tanto como pintura 2D quanto como um móvel 3D, onde é possível sentar confortavelmente.
Angelina Jolie fala sobre sua decisão de fazer uma mastectomia preventiva, alavanca a bolsa, gera debate e vira capa da Time Magazine.
CNJ aprova lei que torna obrigatória a realização do casamento civil igualitário em todo país. Na França, Conselho Constitucional aprova lei do casamento entre pessoas de mesmo sexo. Já na internet, George Takei, de Star Trek, zomba dos fãs do casamento “tradicional”.
Revoltados com o comentário preconceituoso de CEO da Abercrombie, pessoas do mundo inteiro se unem em campanha para doação de roupas da marca para moradores de rua. Alias, censo afirma que a maioria da população de rua do Rio de Janeiro não usa álcool nem drogas.
Jovem de 24 anos morre de tanto trabalhar (!) na Ogilvy & Mather da China.
Bolsonaro vira notícia por querer pescar em estação ecológica (de sunga branca). Por outro lado, Tumblr mostra que até sustentabilidade pode horrível.
Especialista afirma que o país já tem mais de 150 mil neonazistas.
João Gilberto perde batalha judicial para reaver sua obra, em posse da EMI.
Tim Berners-Lee afirma que a aprovação do Marco Civil colocaria o Brasil em um papel de liderança tecnológica mundial. Mais ou menos o mesmo que Rick Falkvinge falou durante o FISL do ano passado.
Em entrevista, Cory Doctorow diz que a fórmula secreta do Boing Boing é falar apaixonadamente sobre o que se gosta.