Por onde começar na hora de organizar minhas finanças?

Na hora de organizar suas finanças, é importante ter em mente o seguinte: O assunto em questão não é o seu dinheiro, são as prioridades da sua vida. Os seus valores. Os seus sonhos. O seu padrão de vida. É disso que estamos falando – o dinheiro é só um pano de fundo para a conversa.

Você já parou pra pensar que, para poupar dinheiro todo mês, você obrigatoriamente precisa viver com menos do que você ganha? Se você tem um salário de R$ 3000, precisa ter um padrão de vida de menos de R$ 3000 – isso é indiscutível. Quanto a menos? Aí entram as próximas questões.

Você sabe o que é mais importante na sua vida? Nesse momento, normalmente pensamos em “família”, “liberdade”, “independência”, “minha felicidade”, coisas do tipo. E não tem absolutamente nada errado com isso. Mas faça um exercício de se perguntar “Por quê?” mais umas três vezes depois de se dar essa resposta. Por que a família é importante? O que ela representa pra você? E por que essa coisa é importante? E por aí vai. Chegue ao coração das suas prioridades. Entenda o que faz a sua vida valer a pena.

Tendo isso em mente, é hora de dar nome aos bois e definir quais são as coisas das quais você não quer abrir mão e – até mais importante – das quais você consegue. Esse já é um belo ponto de partida, afinal de contas o difícil não é priorizar, é despriorizar. Se quiser uma ajuda com esse exercício, pense onde você coloca principalmente o seu tempo hoje. É onde você gostaria de deixar sua energia? Se sim, ótimo. Se não, talvez você precise realmente de mais clareza sobre as suas prioridades. E já que tempo é dinheiro, conseguimos fazer o mesmo exercício para ele. Você gasta com as coisas que gostaria? Pegue os seus últimos dez gastos e dê uma nota entre “não gostei”, “meh” e “amei”. Faça esse exercício uma vez por semana e você vai ver o que sente com cada tipo de gasto que você tem.

A gente sabe que essa etapa é mais complexa do que parece, envolve se autoconhecer, envolve se enxergar, e isso às vezes é difícil. Mas entender o que é crucial pra você facilita todo o processo de se organizar financeiramente. Isso é a base de se organizar financeiramente.

O próximo passo é colocar seus objetivos no papel: Você já tem uma reserva de oportunidades (ou emergências, mas gostamos do viés positivo)? Você já investe para o seu futuro, na sua aposentadoria? Quanto por mês? Se você já sabe quais são as suas prioridades, o que você precisa atingir para conquistá-las? Se viajar é uma prioridade pra você (pelos seus motivos particulares), o que você vai fazer para viajar mais? Vai montar uma reserva para viagens? Vai investir todo mês? Quanto por mês? Coloque essas metas no papel, coloque prazo para atingi-las, saiba quanto elas custam, tenha clareza da sua motivação por trás delas e o que você vai ter que fazer todo mês para conquistá-las.

Sabendo o quanto você quer investir por mês aí, respondemos à pergunta inicial do texto: Qual padrão de vida você deverá ter no dia a dia para conseguir investir essa quantia? Você teria que abrir mão de quê? Vá fazendo ajustes, se necessário. Se tem uma certeza nesse processo todo, é a de que o seu planejamento vai mudar bastante ao longo dos meses/anos. Você vai se conhecendo mais, se controlando mais, mudando de sonhos, mudando suas prioridades, e isso é a vida! O que importa é você fazer ajustes e continuar trabalhando para conquistar seus sonhos de forma alinhada aos seus valores e prioridades sempre.

E é disso que se trata um planejamento financeiro 😉

Nossa dica: Tire uma manhã/tarde/noite gostosa pra fazer isso! Escolha um café ou cantinho que você goste, sua bebida preferida, ou faça uma máscara no rosto, algo que te faça sentir que você está se conectando com você mesma. É um momento seu, aproveite-o com carinho!

 

Versão resumida ×

Exibir texto integral

Comente

Mudando de assunto...

Ética e transparência: desejos contemporâneos no consumo de moda

Unfashion

Desde o século 15, a moda é uma ferramenta de distinção entre nobreza e burgueses. Esse comportamento separatista ainda é pertinente hoje: a moda se mantém como ferramenta de validação do valor do indivíduo. Na contra corrente, comportamentos emergentes de consumo — menos atrelados à necessidade de pertencimento — inspiram produtos e serviços dos próximos anos.

Inacessibilidade como expressão de luxo

Quiet Bliss

Foco e contemplação são características pouco presentes nessa geração, que cresceu em um contexto multitasking e tem como comportamento vigente a ausência de linearidade: um reflexo da Internet. Porém, uma crescente minoria se convence de que criatividade e atenção são irmãs siamesas. Hoje, observa-se um contra-movimento comportamental que prega o monotasking como a solução para uma vida com mais memórias, saúde e dedicação.

Como consumir menos e praticar o Lowsumerism

Lowsumerism

O recente estudo “The Rise Of Lowsumerism” rejeita os excessos e explora a manifestação de uma nova consciência em relação ao consumo. Consumir deveria ser um ato pensado de acordo com as nossas necessidades, não um substituto para falta de tempo ou afeto. É normal ficar perdido quando se deseja uma mudança tão grande de estilo de vida, por isso aqui estão reunidas algumas sugestões para se colocar em prática uma vida lowsumer.