Poupar dinheiro é um ótimo começo, mas não é suficiente. Você precisa investir.

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Depois de falarmos de planejamento e de viver com menos do que se ganha, chegamos à palavra rainha das finanças pessoais: investir. Segundo o dicionário, investir significa empregar esforço, tempo, recursos em alguma coisa. Requer uma postura ativa, é preciso fazer algo, tomar uma atitude para investir.

por Invista como uma Garota

É dessa definição que nós tiramos provavelmente a lição mais importante desse texto: a diferença entre poupar e investir. Quando a gente gasta menos do que ganha, estamos poupando. Quando a gente economiza e acumula uma grana, já estamos na direção certa. Mas aí é que vem o pulo do gato: para que esse dinheiro poupado se torne dinheiro realmente investido, precisamos dar um passo além. Investir requer uma decisão, uma escolha, um processo de análise de onde faz sentido colocar o meu dinheiro, qual tipo de investimento faz sentido para o meu objetivo. E, para muita gente, isso pode parecer chato ou difícil, então a gente quer explicar por que isso é tão importante e como isso pode ser muito simples e fácil.

 

Lembrando das teorias faladas na faculdade:

Sejamos sinceras, talvez a parte mais difícil do autocontrole e do autoconhecimento com dinheiro seja o ato de poupar, mas parar por aí não resolve nada, por um motivo muito simples: com o passar do tempo, o dinheiro perde valor. É o efeito da inflação. Na prática, isso significa que meus R$ 100 que compram uma calça hoje não vão conseguir mais comprar essa mesma calça daqui a um tempo, porque o preço dela vai aumentando. Ou seja, meus R$ 100 estão valendo menos. Como no futuro eu quero pelo menos continuar conseguindo comprar as mesmas coisas que eu conseguiria comprar hoje, preciso fazer meu dinheiro render (crescer) pelo menos na mesma proporção que a inflação. Assim o preço da calça, de todos os outros produtos e serviços também, mas meu dinheiro também cresce junto.

É por isso que precisamos investir e não só poupar, pra que o dinheiro que a gente conseguiu poupar não perca valor ao longo do tempo, para que ele vá crescendo aos poucos ao invés de ficar estagnado.

 

Destrinchando a receita do bolo

Agora você pode estar pensando: e como esse dinheiro cresce? De onde vem esse rendimento? Bom, quando investimos, estamos realmente comprando um pequeno contrato, um combinado em que você abre mão de usar aquele dinheiro naquele momento e deixa ele à disposição da instituição – que, por sua vez, se compromete a te devolver esse valor ao final do contrato (prazo do investimento) com um pagamento adicional (os juros), que são a sua recompensa por ter emprestado o dinheiro a ela. (Olha que maravilha, ao invés de pedir dinheiro emprestado para o banco, emprestar dinheiro pra ele e ainda lucrar com isso! Esse, por exemplo, é o CDB. Já ouviu falar?)

Alguns investimentos possuem mais garantias de como será essa remuneração e outros menos, mas todos eles possuem uma lógica de como isso será calculado e dessa forma podemos escolher o que faz mais sentido de acordo com a forma como queremos usar esse dinheiro no futuro. Se eu quiser investir para a minha aposentadoria para daqui a 30 anos, por exemplo, não pretendo mexer nesse dinheiro por muito tempo, então vou procurar investimentos que tenham prazos mais longos e um prêmio maior, por exemplo

Apesar de algumas empresas fazerem propagandas milagrosas, de que você pode ficar rica da noite pro dia se começar a investir, a realidade dos investimentos é um pouco (muito) mais pacata do que isso. Um planejador financeiro americano que a gente gosta muito, o Carl Richards, costuma dizer que investir é como ver a grama crescer: acontece de pouquinho em pouquinho, em uma velocidade lenta e constante.

 

Como falamos no começo, investir envolve empregar tempo e recursos em algo. A parte dos recursos quando falamos de investimentos financeiros parece meio óbvia, é colocar o dinheiro, mas o emprego do tempo também deve ser levado em conta. Ou seja, é importante pensarmos em quanto tempo a gente quer passar escolhendo a analisando investimentos. Com toda a informação que temos ao nosso dispor, existem formas diferentes de fazermos vários tipos de investimentos. Existe um universo pra quem gosta do assunto e quer passar mais tempo estudando isso e escolhendo os produtos, mas também existe um universo para quem quer investir bem sem ter que manjar de todos os paranauês das finanças (e que até pouco tempo atrás era desconhecido, o que era conveniente para os bancos porque eles lucram com a nossa falta de informação colocando nosso dinheiro em investimentos horríveis para nós e bons para eles). É preciso encontrar aquele estilo que faz sentido pra você. O que a gente quer é que você fique sem investir por achar que é complicado e difícil demais, porque não é! E é sobre isso que vamos falar sobre isso no nosso próximo texto 😉

Quer ver um pouco mais sobre as opções e as suas próprias escolhas? Entra no nosso grupo do Facebook ou manda um e-mail pra gente: [email protected]

 

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