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Tecnologia
16 de setembro de 2013 por marimessias

Tecnologia Modular

Demorou, mas finalmente parece que a obsolescência programada está virando coisa do passado.

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E um dos grandes indicadores é o declínio de popularidade da Apple. Não precisaria nem a Forbes confirmar, pra chegar nessa conclusão bastaria dar uma olhada nas nossas timelines. Ou nos comentários nada enaltecedores, feito esse do Buzzfeed que compara o Iphone 5C com Crocs.

Claro que a diminuição dessa euforia diante da promessa do “novo” tecnológico é um indicativo de que estamos nos tornando consumidores mais conscientes, preocupados com discursos vazios e os rastros de lixo que produzimos. Mas, acima de tudo, acho que esse novo comportamento está relacionado com a maior intimidade com que lidamos com a tecnologia.

Não aceitamos, mais, que alguém nos diga o que podemos fazer ou como devemos consumir. E, em um movimento natural, esperamos coisas cada vez mais abertas, hackeáveis e capazes de sofrer upgrades.

Se não somos fixos, e vemos isso por nosso consumo quase totalmente focado em mobilidade, não faz sentido nenhum que a própria tecnologia móvel evolua de maneira fixa.

E é pensando nesse monte de coisas que surge o telefone-conceito Phonebloks que, conforme o nome sugere, é separado em blocos, pequenas partes. Basicamente, um telefone modular.

A ideia é que quando criarem, por exemplo, telas melhores (ou qualquer avanço real) tu possa trocar só a tela, sem precisar comprar um telefone todo novo. Além disso, o fato de ser feito em blocos, possibilitaria a completa customização, favorecendo o que tu mais usa no telefone (internet, câmera, etc).

Ah, a plataforma também seria aberta, claro.

O telefone é só um conceito, sequer está em fase de produção ou algo do tipo, mas a demanda que ele propõe é muito real. E, conforme temos notado, as coisas podem mudar muito e muito rápido, dependendo das demandas.

Bom, para incentivar, apoiar, dizer que tu quer muito que role, o criador do Phonebloks, Dave Hakkens, pede apenas que a galera vá no Thunderclap e dissemine a ideia nas redes sociais.

Po, ta valendo a pena, né.

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Games
16 de setembro de 2013 por marimessias

Brasil – Um País de Tolos

Ano passado, em Porto Alegre, vi uma galera do Ônibus Hacker jogando esse jogo e fiquei muito curiosa e encantada. Quando me avisaram que estava no Catarse, óbvio, fui colaborar/comprar e dizer pra todos os meus amigos que também ficaram encantados.

Pra entender melhor, eles mesmos explicam:

Brasil – Um País de Tolos é um jogo de cartas onde cada uma representa uma personagem da sociedade brasileira. As cartas contêm citações famosas dessas personagens que refletem no poder de cada carta no jogo.

Parece ser muito massa, né? Colabora la.

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Design
13 de setembro de 2013 por marimessias

Image Glitch Experiment

O artista e designer Georg Fischer criou uma ferramenta mega divertida, para corromper imagens com estilo, o Image Glitch Experiment. Pra usar é só chegar no site, fazer upload da sua foto e brincar com os efeitos disponíveis.

Aliás, se você curtir muito, aqui postamos outros dois aplicativos na mesma vibe.

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Games
12 de setembro de 2013 por marimessias

Family Sharing

Um dos grandes lances de comprar arquivos cloud é que eles não são exatamente teus. Digamos que tu compre, por exemplo, um livro pelo Kindle e depois de terminar de ler tenha curtido tanto que queira emprestar pra tua melhor amiga, feito faria com a versão de papel. Nem rola.

A Valve decidiu resolver esse problema com o Family Sharing, um serviço que permite compartilhar a biblioteca de games do Steam com amigos e familiares.

 

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Design, Goody
12 de setembro de 2013 por marimessias

Conspiração Criativa

Aplomb  é uma marca de camisetas que cansou de estampas sem sentido e artistas subvalorizados e resolveu fazer algo a respeito.

Para isso eles criaram a comunidade The Creative Conspiracy, onde escritores, poetas, pensadores e, bom, nós, podemos enviar ideias e artigos sobre assuntos que achemos relevantes, além de votar nos melhores textos que já estão la.

Os escolhidos são enviados para artistas, que os usam de inspiração para criar uma estampa maneira que vai substituir aquela tua camiseta de logo.

Além de pagar mais para os artistas, as camisetas prontas tem uma etiqueta que fala mais sobre eles, divulgando seu trabalho. A etiqueta também fala sobre o texto que deu origem a estampa.

Se tu curtiu a ideia, ajuda o Kickstarter dos caras.

 

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Tecnologia
23 de agosto de 2013 por marimessias

Uma mãozinha do Google

O Google precisa da tua ajuda para ajudar os outros.

É mais ou menos essa a ideia do novo serviço do grupo, o Helpouts. Nele, pessoas conectadas por vídeo em tempo real podem buscar ajuda de outras pessoas, especialistas no que elas querem entender.

E é aí que você entra: o serviço está em busca de pessoas com talentos que queiram oferecer suas dicas. E a ajuda pode ser gratuita ou cobrada por minuto ou sessão.

Interessou?

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Design
19 de agosto de 2013 por marimessias

Slow Fashion

Já falamos aqui sobre a desaceleração do Fast Fashion e o começo de um novo momento na moda. O site Zadi, que vai ao ar dia 27 de Agosto, é um bom exemplo disso.

Ele promete combater esse ciclo de consumo rápido e tudo que ele representa (feito produtos genéricos, danos ambientais e péssimas condições de trabalho) através de uma curadoria cuidadosa. Alguns dos critérios de seleção são: ser feito a mão, usar matéria-prima de alta qualidade, ser eco friendly e local.

Aguardando versão nacional ASAP.

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Ponto e Vírgula
09 de agosto de 2013 por marimessias

10 coisas que aprendemos com o Pirate Bay

Post Mágico

Nesse sábado o Pirate Bay comemora 10 anos em uma mega festa em Estocolmo. Por aqui, resolvemos homenagear o grupo reunindo as 10 coisas que aprendemos com eles.

10. Nós não estamos sob jurisdição dos EUA

Quem viu o documentário AFK sabe do que estamos falando. Quem não viu, deveria dar uma lida nessa resposta do PB para a Dreamwork. Aliás, já que tu está lá, aproveita e le todas as respostas. São hilárias. Vou aproveitar e traduzir toscamente minha parte favorita abaixo:

“Conforme vocês devem (ou não) estar cientes, a Suécia não é um estado dos Estados Unidos da América. A Suécia é um país da Europa Setentrional. E, a menos que vocês já tenham resolvido isso, a lei americana não se aplica aqui. Para sua informação, nenhuma lei sueca está sendo violada”

9. Nós estamos sob jurisdição dos EUA

Infelizmente, nada disso funcionou e eles foram presos. Mas isso foi só o começo de uma progressão de informações que deixaram claro ao mundo tudo que os Estados Unidos tem feito contra a liberdade de expressão: de DNA de embaixadores, até o teu Facebook, eles tem acesso e controle de tudo.

Inclusive do espaço aereo europeu.

8. Google é só mais um site de buscas

Quando o Pirate Bay (e similares) começaram a ser rebaixados nos rankings do Google, o grupo veio a público esclarecer que uma parte bem pequena do fluxo vinha de sites de buscas como o Google.

Ou seja, isso foi pior para o Google que para eles, já que bateu diretamente com o ideal de empresa revolucionária que eles vendiam. E uma galera decidiu não deixar por menos.

7. Faça planos mirabolantes e divulgue

A maior parte das pessoas, diante dos inimigos poderosos que o Pirate Bay tem, já teriam desistido.

Mas o Pirate Bay não: eles investem em planos mirabolantes, que só deixam cada vez mais claro o quanto a RIAA é impotente diante de um mundo inteiro mudando.

6. Não leve nada tão a sério (nem você mesmo)

Lembra os emails de resposta que falamos lá no item 10? Eles só já seriam suficientes para provar que o pessoal do Pirate Bay sabe valorizar o bom senso (o de humor). Mas nós temos muitas outras provas disso.

5. Seja resiliente

Disse Falkvinge, fundador do Partido Pirata, que quanto mais a guerra contra a liberdade e direito de expressão cresce, mais devemos estudar os métodos pioneiros de resistência do PB.

Uns anos atrás isso, certamente, seria um ideal mais restrito. Mas quer um exemplo de que a consciência sobre a importância da liberdade de expressão é praticamente universal? Essa é a primeira vez desde 2001 que os americanos sentem mais medo da falta de privacidade do que de terroristas.

4. Sharing is Caring

Imagina um sistema de troca de conteúdo que tenha como única moeda a empatia.

A maior parte das pessoas responderia: não é possível. Mas nós já sabemos que é. E que a troca de torrents foi só uma das partes dessa revolução empatica.

O Kopimi (copy me) é outro exemplo disso. O Kopimi é um alerta de que você aceita e quer que as pessoas te copiem. E que o conhecimento se dissemine e se universalize. Para participar, é só colocar um símbolo dos que estão na página. Ou criar o teu.

3. Fight the power!

As vezes é difícil viver em mundo que pressupõe que tantos comportamentos cotidianos são criminosos. Nós vemos isso nas manifestações, onde muita gente é presa só por estar lá. Mas já víamos isso na pirataria, há muito tempo.

Sobre esse tópico sempre gosto de lembrar Lessig falando sobre os perigos de criarmos gerações que acreditam que são criminosas, apenas por fazerem o que todos fazem:

“Se a lei já tivesse mudado, quando dividem conteúdo, seu comportamento seria legal. Seu comportamento, portanto, não seria condenado. Eles não se veriam como “piratas”. No lugar disso, seria permitido a essa geração ter o tipo de infância que eu tive: onde o que um garoto normal faz não é um crime”.

Mas nós continuamos tentando. E daqui uns anos vamos olhar para trás com espanto e humor e lembrar como fomos estúpidos.

2. Internet é a vida real

E se você ainda não entendeu isso, volte para o começo.

(no AFK o Anakata disse: “nós dizemos AFK – away from keyboard/longe do teclado- porque acreditamos que a internet é a vida real”)

Caso contrário:

1. Keep Seeding!

O mundo precisa disso

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Design
08 de agosto de 2013 por marimessias

Pixel Pixel Pixel

Depois de fase #nofilter parece que a galera resolveu se render a fase #pixel com dois novos aplicativos, numa vibe Instagram.

O argentino INTIMatic, por exemplo, pixeliza o rosto das pessoas e faz uma direta referência ao anseio generalizado por mais privacidade que ta rolando. Já o Belowrez é para os amantes assumidos da estética de baixa resolução.

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Design
07 de agosto de 2013 por marimessias

Revista recria viagem psicodélica

O designer alemão Nick Schmidt é o responsável pela revista Trigger, que tenta reproduzir visualmente uma viagem psicodélica, enquanto presta uma homenagem aos movimentos artísticos que rolaram graças a elas.

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