Categoria: Comportamento

Comportamento
12 de setembro de 2013 por nina

Pegadinha 2.0

Lembram da garota americana que ficou famosa por seu twerk ON FIRE?

Ok. E se eu te contar que o vídeo era fake? Foram mais de 11 milhões de views para o vídeo da dançarina amadora “Caitlin Heller” que não é real e que, portanto, não foi um acidente. A estrela do “Worst Twerk Fail EVER – Girl Catches Fire!” é uma dublê cujo nome verdadeiro é Daphne Avalon.

A mente por trás do vídeo? O apresentador Jimmy Kimmel, que revelou a farsa na segunda-feira, um plano que pegou a Internet toda de surpresa:

Com um timming friamente calculado, o vídeo do “acidente” foi lançado logo após a polêmica perfórmance de Miley Cyrus no MTV Video Music Awards. Tudo planejado para que o vídeo parecesse o mais verídico possível. Depois de revelada a genial farsa, muitos americanos se revoltaram nas redes sociais por terem sido “enganados”. Quem não se lembra do famoso viral-fake “Perdi Meu Amor Na Balada”? Jimmy Kimmel se pronunciou a respeito:

 

As velhas pegadinhas da TV, que mostravam cenas de pessoas sendo enganadas nas ruas, evoluíram. Agora as pegadinhas tem o poder de atingir milhares, até milhões de pessoas. E a Internet envolve todo o mundo, literalmente – o que deixa tudo ainda mais engraçado.

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Comportamento
07 de agosto de 2013 por marimessias

Leve-me pra sair

Leve-me pra sair é um documentário do Coletivo Lumika, sobre um grupo de adolescentes gays de São Paulo e suas visões de mundo.

É bem legal e foi uma indicação foi do José Agripino, lá no grupo da Box no Facebook.

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Comportamento, Tecnologia
06 de agosto de 2013 por marimessias

Smartificial

Vivemos em um mundo onde gadgets são, cada vez mais, uma espécie de extensão dos nossos corpos e mentes. Por isso, parece apenas inevitável vislumbrar futuros onde seremos, mesmo, apenas um com a tecnologia.

E o grande agente dessa transformação talvez seja a necessidade de antecipação de informações, que se desenrola na produção e consumo de conteúdo que acontece o tempo todo, em todos os lugares.

Todo esse fluxo e ritmo aparecem ditados por uma tecnologia que alia suas preocupações com o mundo com informações sobre o hiperlocal, de forma que eu possa estar – e saber – sobre tudo sempre.

O inebriante sabor da onipresença é um poderoso reflexo da tendência SMARTIFICIAL.

Nela, sensores e conteúdo geolocalizável são vetores de uma sociedade mais inteligente, e “the Internet of things” tornará possível prover conteúdo relevante para cada situação e necessidade a ser vivida.

Esse crescente interesse pelo controle das realidades que vivemos é o que impulsiona exemplos como as camisetas da OMsignal, capazes de monitorar respiração, movimentação e taxas cardíacas. As camisetas enviam esses dados para aplicativos que cuidam da saúde de quem as veste, alertando sobre possível stress, desgaste e até alterações de humor.

Outro gadget que ajuda a cuidar da saúde, além de apresentar recursos mais básicos de um smartphone, é o Emopulse. Um tipo de relógio/bracelete que permite enviar e receber ligações e mensagens, usar internet e, claro, monitorar os níveis de stress e relaxamento.

SEXYFICIAL

O mais curioso de Smartificial talvez seja sua captação extremamente rápida pelo mercado erótico. Curioso, mas previsível, né, já que diz respeito ao corpo. E sexo está diretamente ligado a saúde do corpo, mais ou menos como o pessoal do PSIgasm defende.

Um bom exemplo de como Sexyficial é uma demanda real é o smart vibrator Vibease. O Vibease é um projeto do Indie Go Go que já superou em quase quatro vezes o valor pedido (e o tempo ainda nem terminou)! Mais que apenas um vibrador controlado por um aplicativo, o Vibease cria um tipo de atmosfera, com histórias temáticas.

Além disso, a possibilidade de controlar por um aplicativo tem agradado aos casais que tem relacionamento a distância.

Outra iniciativa que tem chamado a atenção dos casais que não moram na mesma cidade são as roupas intimas controladas por smartphone, criadas pela Durex. As peças tem sensores estratégicos, também controlados por smartphones.

E pra provar que não está brincando, a marca fez um tipo de test drive em vídeo, vê aí:

Mas, calma. Isso é só o começo.

Já existem coisas como o primeiro filme pornô onde a estrela é o Google Glass. E isso que o filme tem no elenco ninguém menos que o James Deen e a Andy San Dimas, e foi apoiado pela MiKandi, a maior app store para adultos (esses eufemismos).

O vídeo é super engraçado, mas a vibe é mais ou menos como no Crash, aquele filme do Cronenberg. Os recursos como reconhecimento facil (ou até aprovação de perfomance) são apenas um detalhe para a possibilidade de criação de uma realidade virtual pornô, como o PSFK chama atenção. Isso permitiria que uma pessoa fizesse sexo com uma pessoa que ela sempre quis fazer, mas que nunca rolaria (no caso de 90% das mulheres que eu conheço, essa pessoa seria o James Deen, mesmo).

Enfim, se tu quiser saber mais, vale ler o artigo do Medium: “I Banged James Deen #ThroughGlass” ou ver o vídeo.

 

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Comportamento, Design
05 de agosto de 2013 por gabriela

O branding das construtoras e nossas cidades

Nossas cidades dizem quem somos. Nossos valores, atitudes e estilos de vida definem e são definidos pela estrutura urbana. Não é de se surpreender que muitas tentativas de solucionar problemas sociais frequentemente analisam e propõe mudanças urbanísticas, como é o caso das primeiras e mais emblemáticas mudanças urbanas: a Paris de Haussman e a Nova York de Moses.

As manifestações pelo país não exigem apenas um transporte público justo e eficiente, demonstram também uma nova atitude da população em relação às ruas. Nunca se falou tanto em ocupar a cidade e isso reflete a transferência da abordagem urbanística progressista e culturalista para um urbanismo que pensa em escala humana, algo mais próximo das ideias de Jane Jacobs. Ela escreveu o conhecido Morte e Vida das Grandes Cidades (1961) criticando o modelo urbano americano dos anos 50.

 

Se a imagem da cidade ideal se assemelhava à Brasília em larga escala com funções delimitadas por áreas ou, posteriormente, a um condomínio fechado, onde estas funções se limitam a uma elite, hoje a utopia de cidade pensa em escala humana: sonha com pessoas na rua e não confinadas no espaço privado. Pensa em bairros que abrigam diferentes tipos de construções com diferentes funções para que as ruas tenham sempre olhos a vigiando, cria condições propícias para que a rua não seja apenas um espaço de passagem, mas um lugar de convivência.

O branding de muitas construtoras se atenta a essa corrente de pensamento. É comum ver grandes obras imobiliárias ostentando uma identidade que se apropria de códigos das ruas para conversar com este novo momento: o grafitti, a celebração da cidade, etc.

Neste cenário de conscientização sobre o espaço que vivemos, clamamos a ocupação do espaço público. Mas como fazemos isso? Não é qualquer ocupação que se alinha com as ideias de Jacobs, privilegiando as pessoas e pensando em escala humana. Muito pelo contrário, é necessário atentar-se aos movimentos que surgem neste cenário de transição.

A estética do “ocupar”, que produz imageticamente valores de bem-estar e cidadania são promovidos mesmo quando inexiste uma reflexão mais assertiva sobre a cidade, ou seja, mesmo quando se constrói muito cimento sobre o custo de especulação e desapropriação de famílias.

Sob a máscara festiva que anuncia a ocupação do espaço público, ocorre um fenômeno que Sharon Zukin chamou de “pacificação pelo capuccino”, que significa a marginalização de pessoas e cultura local em detrimento de cultura comercial de classe média. É o caso de muitos imóveis que surgem hoje na região da Rua Augusta em São Paulo, por exemplo.

Mais do que nunca, vemos construtoras se apropriando de códigos das ruas em seu branding e tentando se aproximar do público jovem que é familiarizado quase que por inercia com os ideais de Jacobs. Parecem assim se alinhar com o momento atual, porém, essa “ocupação” frequentemente vem desprovida de qualquer reflexão sobre seus impactos futuros.

O branding de muitas empresas pode absorver o espírito de ocupação, mas é preciso atentar se essa ocupação garante o direito das pessoas à cidade ou justamente o contrário. Se essa estética apenas anuncia a criação de condições para a rua como espaço de convivência ou se, na verdade, ela massacra essa possibilidade, tornando aquele espaço ideal restrito apenas no imóvel que ela vende.

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Comportamento, Design
15 de julho de 2013 por marimessias

Banco com vibe de restaurante

Chianti Banca se uniu aos designers da DINN! para criar uma ambientação que evocasse o espírito de um restaurante da Toscana. Nada de diferente, até aí, não fosse Chianti Banca um dos maiores bancos de crédito cooperativo na Itália (e o maior da região da… Toscana!)

A ideia deles foi criar um ambiente menos tenso, capaz de estimular confiança e intimidade, sem perder a identidade mega informal, característica do país. Pra isso, eles investiram nos materiais naturais e numa paleta de cores reconfortantes.

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Comportamento
05 de julho de 2013 por pontoeletronico

I Love XV

Estamos cada vez mais preocupados com nosso entorno, tomando atitudes de mudança, ajudando a transformar o ambiente urbano e vivendo uma relação mais próxima com nossas cidades e bairros. A onda de manifestações só intensificou a ideia de que a rua é cenário de debates e trocas culturais.

E o skate tem mudado o Rio, ajudando na conexão de diversas áreas da cidade que hoje dão forma a uma cartografia diferente, sendo o Parque de Madureira um grande marco dessa transformação. E se esse movimento de integração tem um coração, ele é a XV, lugar onde está a essência do skate no Rio.

Depois de passar por obras feitas pela prefeitura, em 1997, a Praça XV, ponto histórico e cultural no centro da cidade, foi revitalizada e ganhou vida graças a uma turma que elegeu a praça como ponto de encontro. A arquitetura do lugar convidava os skatistas a explorarem o espaço, até que em 1999 o skate foi proibido na praça.

Foram 12 anos até a anulação do decreto proibitivo para que, enfim, pudessem voltar a usar e subverter o espaço público que é a  XV.

Acreditando no poder da união e amplificando essa voz das ruas – nesse caso da praça – foi criado o ILOVEXV, coletivo de skateboarders que zelam por um dos mais emblemáticos espaço da cidade.

O I love XV promove debates e eventos para pensar e propagar a cultura skateboard na cidade através da expressão da sua arte, lifestyle e conscientização política e cidadã, participando ativa e democraticamente da cidade.

E o coletivo realiza anualmente um evento que une skate, arte, música e muita diversão. A skateata, em sua sexta edição, tem como princípio reforçar o papel da praça em ser um lugar de expressão popular e política, de forma democrática.

Nesse domingo, acontece mais um skateboarding day por uma cidade mais skatável, partindo da Praça Jardim do Morro Valongo, às 10h, em direção a XV. Lá na praça ainda oficinas, exposições, shows e bazar.

Iniciativas como essa propõem uma integração da cidade e um olhar diferente e cuidadoso com a rua, espaço que é, na verdade, a nossa casa. Mais do que isso, essas iniciativas nos convidam a olhar ao nosso redor e pensar em apropriações do espaço urbano.

Go Skateboarding day acontece nesse domingo.

(o texto é uma colaboração/convite da Carol Althaller, direto do Rio de Janeiro)

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Comportamento
01 de julho de 2013 por marimessias

Cartografia Afetiva das Manifestações

Está no ar o resultado da Cartografia Afetiva criada pela Talk Inc. A pesquisa perguntou quais emoções e sentimentos estavam ligados às manifestações que começaram com o Movimento Passe Livre e, posteriormente, tomaram o país de maneira mais diversa.

A ideia da Cartografia Afetiva não é formar uma opinião mas fomentar a discussão. Não existe o jeito certo de ler esse mapa, alimentado por notícias, opiniões em blogs, videos e vozes de especialistas.

A riqueza disso tudo é que esse momento do país fez a mente sentir e o coração refletir, comprovando que apatia não combina conosco!

 

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Comportamento
26 de junho de 2013 por Firpo

Aprendiz de Buda: Compaixão de ativista

É fácil passar do ativismo para o fundamentalismo: o ego sempre dá um empurrãozinho.

As manifestações têm sido o grande tema do país nas últimas semanas. A grosso modo, começaram pacíficas, foram recebidas com violência policial, ganharam corpo justamente pela indignação gerada e então chegaram numa espécie de encruzilhada moral: quanto mais cresciam, mais atraíam oportunistas, gente disposta a depredar e saquear só pelos atos em si.

Descontando as pessoas que buscaram o caminho da violência como revide ou só porque perderam o controle em meio ao caos, queria escrever aqui sobre aquelas que já entram na coisa toda com a disposição errada. Para isso, o meu instrumento vai ser um troço de 2.500 anos chamado budismo*.

É preciso endurecer sem perder a ternura, dizia o outro. Não sei até que ponto a vida dele realmente espelhou essa frase, mas ela é muito boa. Endurecer é não se dobrar, é resistir, é denunciar e lutar contra a injustiça, sempre. Mas é preciso também não perder a ternura, que vou interpretar aqui como outra palavra: compaixão. Compaixão, na acepção budista, é querer que a outra pessoa supere o sofrimento e seja feliz.

A paixão da luta aqui se transforma em uma compaixão, uma paixão compartilhada que percebe e respeita o outro.

O outro? O policial que joga bombas e dispara tiros de borracha? Esse facínora, esse psicopata, esse criminoso? Sim, claro. No budismo não existe a ideia de um mal absoluto e independente. O que existe é ignorância. Em relação a quê? Em relação à realidade absoluta. E no que ela consiste? Sei que é difícil explicar isso num texto rápido como esse. Desconfio que nem tenho capacidade pra tanto, mas isso não me impediria de tentar: a derradeira verdade é que, neste universo que se dissolve e se recria a cada segundo, não existe separação entre eu e você.

O que existe é a noção equivocada de que somos separados, estanques, permanentes e independentes. É aquela vozinha que está sempre nos dizendo que somos diferentes – melhores ou piores, não importa – de todo o resto. Não somos, mas achamos que somos. O budismo dispensa a ideia de diabo justamente porque o ego cumpre com folga essa função.

Isso nos leva de volta ao nosso policial.

Vai por mim: todo mundo só quer evitar o sofrimento e ser feliz. Todo mundo. Isso vale tanto para o Dalai Lama quanto para o pior dos assassinos em série. O que acontece é que provavelmente o Dalai Lama tem uma visão um pouco mais clara das coisas e por isso age de acordo. O policial que comete abusos no protesto é, segundo essa linha de raciocínio, apenas mais uma pessoa deludida. Não estou sugerindo que ninguém se coloque na trajetória de uma bala de borracha, mas que mantenha a consciência de que quem aperta o gatilho também é uma pessoa. Seria mais fácil odiá-lo se fosse um monstro malvado, mas não é. É uma pessoa mesmo, tão confusa, tão perdida e tão amedrontada quanto qualquer um de nós.

Somos feitos da mesma essência do que aqueles que julgamos serem nossos piores inimigos.

Manifestar-se de forma compassiva é, portanto, simplesmente mais eficiente. É endurecer sem perder a ternura. Ao entender que estamos todos no mesmo barco, praticamos a verdadeira revolução: aquela interna, que nos liberta da pior escravidão de todas, a ilusão sobre a natureza última da realidade. Quando alcançamos e cultivamos essa visão, resolver todo o resto fica bem mais fácil.

*Não sou um professor autorizado do dharma. O objetivo desse texto é apenas chamar a sua atenção para o assunto, para que você pesquise e encontre verdadeiros mestres.

Marcelo Firpo é um aprendiz de Buda.

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Comportamento
25 de junho de 2013 por marimessias

Rebeldes trabalhando

Rebels at work é um site dedicado para aqueles pessoas que estão sempre tentando criar maneiras de melhorar, mudar e inovar nos ambientes de trabalho. São aqueles caras bravos o bastante para se opor as mentalidades corporativas e buscar maneiras melhores de trabalhar e coexistir nesse ambiente.

No site eles podem trocar experiências, insights e conselhos para quem é ou quer se tornar um rebelde. A esperança é incentivar os rebeldes (e aspirantes) e mostrar para os executivos o quanto do seu sucesso depende dessa galera incansável.

Fica aí com um exemplo de rebeldia profissional bem sucedida:

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Comportamento, Goody
21 de junho de 2013 por marimessias

Cura Gay (e o futuro que NÃO queremos)

Cara, tá foda, muito foda. Pensei em começar o texto de várias formas, pensei em ser elegante e educada, mas sinceramente, depois dessa semana com o que eu vi, vivi e senti nos corredores do congresso nacional não dá pra disfarçar.

A eleição do deputado Marco Feliciano (PSC_SP) é um tapa na cara da sociedade civil. Ele sozinho não pode nada, mas faz parte de um projeto de poder muito maior cuja finalidade é fazer o Brasil perder a sua democracia, perder direitos adquiridos e, se tornar um país-membro de uma sociedade medieval.  A eleição dele foi fraudulenta e vai contra o regimento interno e as normas da câmara. A estratégia é ocupar espaços institucionais nos três poderes e criar leis e políticas públicas dentro da moral fundamentalistas deles.  A chantagem, a ameaça e a violência são muito usadas por eles contra os manifestantes que como eu, vão até a Câmara dos Deputados quase semanalmente protestar contra essa sucessão de absurdos.

Mas, e a CURA GAY?! Assim ó, todos os parlamentares contrários aos absurdos desse cara se retiraram da comissão (junto com eles os projetos que estavam em pauta) e fundaram a Frente Parlamentar de Direitos Humanos e Minorias. Ficaram na Comissão de Direitos e Minorias da Câmara dos Deputados, apenas aqueles membros “convidados” pelo PSC para dar quórum para as votações. Então, o projeto da CURA GAY é um desses casos. Eles colocam em pauta qualquer absurdo que passa. Mas, calma isso não vai longe. Antes de virar lei, esse projeto precisa passar por outras duas comissões e depois, só depois de aprovado, vai ao plenário onde todos os deputados votam. Depois disso, se aprovado vai ao senado. E só depois disso é que vira lei.

O que eles querem com isso? É um interesse politiqueiro, daqueles bem baixo nível, visando as eleições de 2014. Como quem vota neles são pessoas em geral sem instrução e conservadoras, essas pessoas acham que o Marco Feliciano é um cara corajoso e muito competente. Além de muito cristão, afinal, propõem a cura daqueles que eles tanto abominam! Outro aspecto é que isso sendo parcialmente permitido, os caras da turma deles já podem criar “REDES DE CLINICAS” de internação para isso, pago com recursos do ESTADO. Ou seja, com o SEU DINHEIRO. É portanto, um “mercado” novo pra eles.

Outra coisa que me dá um nó no estômago é que esse projeto de CURA GAY está alinhado com as outras ações “vitoriosas” desses caras: estatuto do nascituro (bolsa estupro), internação compulsória e a ainda em pauta redução de maioridade penal.  É também uma afirmação do que o Pastor Silas Malafaia vem dizendo que a psicologia como tal, é uma pseudo ciência que para eles o que vale é uma “psicologia cristã”. Então, tem que ter uma física cristã, uma química cristã, uma engenharia cristã, é isso?! Eu te lembro que isso é uma tentativa de tirar a laicidade do estado e da própria ciência e, todas as vezes que a humanidade experimentou isso acontecem catástrofes e crimes absurdos contra a humanidade! Quer exemplos? Lá vai: Taliban, a inquisição medieval (mais de 100 mil mulheres foram queimadas vivas sem mais nem menos), regimes ditatoriais e por aí vai.. A religião não pode, nunca, jamais, interferir no Estado, ainda mais se este for um Brasil, com Estado Democrático de direito.

Galera, isso tudo não é só a institucionalização da homofobia, da misoginia, do preconceito e do medo. É também uma enorme porta para um sistema corrupto cujo o alvo é você. Pensa que ruim não poder amar quem você quer, não poder casar com quem você quer, não poder nem ouvir a música que você gosta. Pensa que se você discordar deles de alguma forma, o Estado comandado por eles vai até a sua casa e te prende, te amordaça e te violenta.

Como disse Nelson Rodrigues (ouvi isso da super Erika Kokay na audiência pública que participei na Comissão de Direitos Humanos no Senado Federal nessa semana):

“O absurdo perdeu a modéstia” e “está ousado”.

Te liga!

Esse texto é um depoimento da jornalista Letícia Perez, que já entrevistamos aqui e que segue na luta por uma sociedade mais igualitária (e menos burra).

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