Categoria: Design

Arte, Comportamento, Comunicação, Design
10 de junho de 2013 por marimessias

O mundo é o meu playground

Vocês devem ter visto a ação da IBM que bombou semana passada e transforma outdoors em objetos úteis ao cotidiano, como bancos e toldos.

Pois é, mas longe de ser privilégio da empresa, ela reflete um comportamento que ta rolando no mundo inteiro, de quebrar barreiras e adicionar prismas divertidos ao que seria, normalmente, monótono. Como falamos no post sobre o Community-Centered Design, essas ações ajudam a melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano e incorporar tal lógica é premissa básica para instituições que desejam ser / permanecer relevantes.

A própria ação da IBM é bem parecida com uma iniciativa que postamos aqui na semana passada, de design 2D.

Mais um bom exemplo é o do designer holandês Thor ter Kulve. Ele cria instalações de street art capazes de transformar os objetos mais simplórios do cotidiano urbano em arte interativa. Algumas das iniciativas do artista são o sprinkler que, quando acoplado a hidrantes os transforma em fontes ou os balanços que podem ser acoplados em postes de luz.

Outra iniciativa legal que segue essa vibe é a campanha Nature’s Playground do National Trust inglês. O National Trust é o responsável pela manutenção, proteção e abertura ao público de imóveis históricos, como casas, lojas, fazendas e jardins.

Para aproximar o público e diminuir a formalidade das visitas, os anúncios fazem piada com placas clássicas e um “É proibido pisar na grama” vira “Por favor, fique na grama”

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Design
24 de maio de 2013 por Eduardo Biz

Membros prostéticos alternativos

O design chegou aos membros prostéticos! Antes frios e sem personalidade, os braços e pernas prostéticos ganharam charme (e uma dose de humor!) graças à londrina Sophie de Oliveira Barata, responsável pelo The Alternative Limb Project.

A moça, que se especializou em efeitos especiais para filmes e TV, oferece criações customizadas de acordo com a personalidade de cada cliente. Há também opções “realistas” para quem deseja reconstruir a aparência do membro perdido.

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Comportamento, Comunicação, Design
23 de maio de 2013 por andre

COMMUNITY-CENTERED DESIGN

Semana passada tivemos a semana especial sobre SP aqui no Ponto e vimos alguns exemplos de iniciativas focadas na apropriação da cidade. Mas além do poder de transformar a paisagem urbana, acredito que esse novo espírito também impulsiona uma nova dinâmica entre marcas e pessoas. E para entender isso, precisamos fazer uma retrospectiva breve e quase simplista dessa relação.

O final da década de 90 foi marcado por um esgotamento do modelo de consumo baseado na criação de marcas aspiracionais – e distantes -, cujo foco era gerar desejo pela aspiração, um modelo product-centered. À partir daí, atingiu a massa uma revolução liderada pelo Design que ressignificou toda cadeia de produção e consumo. No lugar de bens materiais, passou-se a enxergar os produtos como possibilidades de interação, interfaces que provém algum tipo de serviço ao consumidor e que, portanto, precisam ser pensados à partir do ponto de vista das pessoas – um modelo human-centered.

O Netflix é a prova disso: uma proposta de uma relação mais honesta entre marca e consumidor no lugar das multas de atraso na devolução que financiaram o império da Blockbuster. Nike, Method, Whole Foods, Innocent Drinks são outros exemplos de marcas que contribuíram para essa mudança ao colocar o consumidor como centro. Marcas que adotaram ações no lugar de discursos, o diálogo ao invés da propaganda e uma postura beta no lugar da inovação fechada.

No entanto, considerando a velocidade das transformações nas últimas décadas e a crescente demanda por transparência, propósito e responsabilidade, acredito que estejamos à beira de uma nova virada. Color+City é uma pequena-grande iniciativa nessa direção. A iniciativa conecta as pessoas com vontade de transformar São Paulo por meio das cores.

O contexto de rede empoderou os indivíduos a transformar e agir com mais frequência por meio de iniciativas que usam o coletivo para melhorar o ambiente ao redor. Nada mais natural que as pessoas se tornem mais críticas e exijam a mesma postura prática do setor privado. Paira no ar uma expectativa de que marcas se tornem mais que produtos com um discurso próximo, assumindo uma postura mais ativa. Ou seja, ações de responsabilidade socioambiental como salvar a Amazônia não são o bastante. Cada vez mais, as pessoas valorizam as instituições capazes de gerar mudanças/transformações para a vida cotidiana, real, próxima da realidade.

“Não há mais uma grande causa, a ‘sociedade perfeita do amanhã que vamos construir pela política, mas, ao contrário, a preocupação cotidiana.” (Michel Maffesoli, sociólogo)

Pensando que, de acordo com a ONU, até 2020 90% da população do Brasil e América Latina viverá em contextos urbanos, tais mudanças deverão girar em torno de temas derivados da interação entre pessoas e cidades. Mobilidade, acesso, convivência, entretenimento coletivo e outros assuntos relacionados serão grandes oportunidades para uma marca prover serviço.

Nesse sentido, os exemplos são inúmeros, como o Ushahidi, plataforma aberta que através de SMS, MMS e Internet consegue reportar e mapear regiões (ruas, bairros, cidades, estados e países) com problemas como conflitos ou desastres naturais. Esse serviço faz com que autoridades sejam facilmente alertadas sobre algo e também evita com que as pessoas se coloquem em situação de risco. Ou mesmo o WhipCar, serviço de Car Sharing que permite ao usuário alugar o carro do seu vizinho por um preço menor que as empresas de aluguel.

Pouco a pouco, vemos emergir um mindset community-centered: interações/ações que visam melhorar a convivência das pessoas no ambiente urbano. Essa mentalidade coloca no centro um grupo de pessoas com afinidades semelhantes, unidas por ferramentas para que possam melhorar as relações das pessoas entre si e com seu entorno. Incorporar tal lógica é premissa básica para marcas que desejam ser / permanecer relevantes.

O projeto de Neighborhood Stores do banco norte-americano Umpqua Bank vai nesse caminho. O conceito de loja é focado em atender sua vizinhança, provendo um serviço à população. As agências oferecem espaços para relaxar ou trabalhar, com café e wifi grátis, além de TVs que exibem notícias e informações sobre o universo financeiro.

Outro exemplo é o Color Reclaim, projeto da Converse para transformar não-lugares abandonados como viadutos em espaços de socialização como galerias para exibir trabalhos de grafiteiros e palcos para shows de novas bandas.

Ainda é difícil vermos grandes marcas agindo com uma mentalidade community-centered. Estas iniciativas têm partido principalmente de pequenas empresas, iniciativas independentes ou simplesmente das pessoas, de forma cada vez mais organizada. Grandes marcas costumam aparecer menos como protagonistas e mais como patrocinadoras dessas ações. No entanto, se as pessoas anseiam por transformações mais reais e presentes no cotidiano, as marcas devem se tornar agentes de transformação da cidade.

O que isso significa? Que no lugar de pensar no futuro da categoria, sua marca deveria estar pensando na cidade do futuro e nos tipos de serviços que poderá prover para materializar esse futuro. Já pensou nisso?

*Este texto foi escrito a seis mãos pela Carla, Fábio Amado e André. E adoraríamos a sua contribuição para pensar em novos desdobramentos para este tema. =)

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Design
21 de maio de 2013 por marimessias

Design 2D

Wireflow explora diferentes estruturas geométricas, misturando 2D e 3D, numa série de luminárias minimalistas. Criadas pelo designer francês Arik Levy, em parceria com a empresa espanhola VIBIA, as estruturas de arame com LED lembram desenhos suspensos.

Na mesma vibe, uma nova série de telas do estúdio de design japonês YOY funciona tanto como pintura 2D quanto como um móvel 3D, onde é possível sentar confortavelmente.

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Comportamento, Design
17 de maio de 2013 por marimessias

O Rio de Janeiro continua lindo

Uma coisa que tenho acompanhado é que a cidade está se conectando mais, as obras estão permitindo as pessoas a explorarem os lugares, irem além do que elas já conhecem…bom exemplo é o Parque de Madureira e o resgate dessa área da cidade, tão importante culturalmente. Outro ponto também é a integração asfalto x morro. Já aprendemos a tirar o que o Rio tem de melhor dessas mudanças, mas com certeza ainda há muito a se fazer e espero que, como em outras cidades, os cariocas se mobilizem ainda mais.

A revitalização do centro faz a gente pensar em como o urbanismo, além da arquitetura, também é importante e até mais importante do que expandir a cidade é concentrar as obras nas áreas já consolidadas.

Não podemos esquecer de pensar como vai ser essa cidade depois dos jogos, daqui a 30,40 anos. Planejar essa revitalização de forma que isso vá beneficiar a cidade a longo prazo.

(Carol Althaller é pesquisadora de tendencias carioca e vive na ponte aérea  Ela nos deu sua opinião de carioca sobre o que vem mudando no RJ – e o que ainda pode mudar)

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Design
07 de maio de 2013 por marimessias

Sabedoria de herói

Adam Thompson é um designer americano que faz vários trabalhos maneiros com super heróis. Uma das mais legais é a série Heroic Words of Wisdom, com palavras sábias de heróis que amamos.

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Comportamento, Comunicação, Design
07 de maio de 2013 por andre

Brand Thinking: por que nos definimos através das coisas?

“A versão moderna da introspecção é a soma total de escolhas altamente individualizadas que fazemos sobre o conteúdo material de nossas vidas.”

Na semana passada a escritora, educadora e designer Debbie Millman relançou um livro que vale a pena comentar. Brand Thinking and Other Noble Pursuits é um ensaio provocador sobre a íntima relação do sujeito contemporâneo com os bens materiais, uma dinâmica segundo a qual o sentido da vida está psicologicamente ligado ao que consumimos, das roupas aos livros.

Em um primeiro nível, a proposta do livro é interessante porque o tema é extremamente atual. Apesar de tantas discussões sobre propósito, elevação e até o começo de uma era pós-consumismo, também nunca vimos tantas marcas se associando à felicidade e à realização. A obra traz alguns conceitos pertinentes para a discussão, como:

“A razão pela qual continuamos a reatualizar a imagem de tantas coisas é o fato de que somos uma espécie com um incessante apetite por reafirmar os sentimentos de segurança e nostalgia que objetos antigos nos trazem. Ao mesmo tempo, também possuímos um desejo eterno de injetar uma novidade que nos seduza a um engajamento contínuo com a experiência.”

Debbie fez um extenso trabalho investigativo sobre a relação do homem com produtos e o surgimento da cultura da marca. Para isso, entrevistou especialistas de diferentes áreas do pensamento para gerar uma análise crítica mais profunda e heterogênea. Os nomes entrevistados por ela são a segunda razão para prestar atenção no livro: o escritor e crítico cultural Daniel Pink – autor do sensacional A Whole New Mind, do qual já falamos aqui; o blogueiro, autor e guru da tecnologia Seth Godin; o jornalista e autor de best-sellers Malcolm Gladwell; e Dori Tunstall, antropóloga e designer conhecida por sua lucidez no estudo da criatividade e na visão do design como ferramenta da democracia.

Para encerrar, um quote provocador do Malcolm Gladwell sobre escolhas materiais como sinônimos de atos políticos:

Nossas escolhas materiais não são mais algo trivial. Elas estão entre as escolhas mais importantes que fazemos. E elas possuem consequências que vão muito além dos nossos próprios sujeitos – elas possuem consequências globais. Consequências na nossa economia, na comunidade em que vivemos. Quando você come um hamburger do McDonald’s, você está dando um voto para um certo tipo de agricultura e para um determinado cenário climático. De certa forma, tudo que fazemos representam escolhas de um certo tipo de mundo. 

[...]

As coisas que as pessoas decidem mostrar inevitavelmente geram um tipo de inércia. Em um mundo no qual dispomos de recursos extraordinariamente eficientes de comunicar e exibir, a pergunta ‘quem é você?’ torna-se incrivelmente complicada. Acredito que marcas sejam parte disso. Quando você se cerca de determinados tipos de objetos, eles se tornam uma declaração pública de quem você é. 

via brainpickings

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Design, Tecnologia
30 de abril de 2013 por marimessias

Feliz aniversário da WWW

Exatos 20 anos atrás, em 30 de abril de 1993, a World Wide Web foi aberta ao público. Segundo o pessoal do Verge, isso tudo só tem sido uma experiência tão bem sucedida graças ao queridão do Tim Berners-Lee, que apoiou a ideia da CERN (o mesmo grupo de pesquisa do Large Hadron Collider) de deixar tudo livre de royalty.

Celebrando essa história foda, presente na vida de todos nós, o pessoal do CERN resolveu reviver o primeiro website (com URL e design original).

É, as coisas não eram nem fáceis nem belas naquela época, mas a ideia é transformar o info.CERN.ch num arquivo histórico dos tempos passados e dessa memória apagada.

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Design
29 de abril de 2013 por marimessias

Celebrando o mundo das cores

A Pantone criou esse belo infográfico celebrando as cores ao longo das décadas, das marcas, do mundo.

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Design
29 de abril de 2013 por marimessias

Cercle

Acaba de ser lançada a primeira edição da revista francesa Cercle. A publicação, criada pelo estúdio de design de mesmo nome, é anual e temática.

O primeiro tema, florestas, foi lindamente coberto por entrevistas, textos e imagens de designers, artistas, escritores e especialistas em florestas. 2014 já tem seu tema definido: ficção científica.

Curte aí os previews, tem mais pra ver no site.

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