Categoria: Educação

Educação, Tecnologia
23 de julho de 2013 por andre

FLOQQ e o aprendizado descentralizado

Quer criar games em HTML5? Aprender a fazer sushi? No Floqq dá. O Floqq é uma plataforma para troca e comercialização de cursos online em vídeo. No lugar de se inscrever em uma escola especializada ou mesmo comprar um livro sobre o assunto, o usuário pode se inscrever em um vídeo-curso sobre o tema. A ideia é proporcionar uma forma mais visual e até prática de aprendizado.

Introducing Floqq from Floqq on Vimeo.

A proposta faz muito sentido no contexto de aprendizado descentralizado em que vivemos. Qualquer um pode aprender ou mesmo ensinar sobre seu assunto de interesse, valorizando os “especialistas leigos” – experts sobre determinado assunto que não necessariamente estão na mídia tradicional ou na academia. A plataforma criada por estudantes espanhóis permite ainda que o usuário receba comissões ao promover um curso disponível no site.

Por um lado, exemplos como esse materializam um novo conceito de aprendizado, assunto que falamos bastante aqui no Ponto. A massificação das ferramentas digitais democratizaram a informação, fazendo com que o aprendizado informal faça cada vez mais parte da vida das pessoas. Coursera, Khan Academy e outros exemplos do nosso infográfico sobre Educação Informal evidenciam como a educação de alta qualidade está disponível para qualquer pessoa que pode se conectar à internet. Tema que o excelente mini-documentário The Future of Learning, desenvolvido pela Ericsson para o projeto Networked Society, aborda muito bem.

Por outro lado, tudo isso representa uma microtendência que temos acompanhado de perto aqui na Box, o Skills Showcase. Trata-se do crescimento de plataformas que exploram características individuais intangíveis, valorizando a trajetória individual por meio de múltiplos formatos: textos, áudios, vídeos, animações, ilustrações, etc. Exemplos não faltam, como o Seelio, plataforma  para apresentação das habilidades pessoais e projetos profissionais de cada indivíduo ou até mesmo o Open Badges, ferramenta criada pela Mozila para que o usuário possa criar e verificar seus próprios distintivos digitais.

A rapidez de absorver o conteúdo online cria a sensação que há mais tempo e espaço para aprender, além de empoderar as pessoas a aprender mais. Nesse sentido, os exemplos citados também representam novas formas de trocar conhecimento. O futuro das escolas é uma pergunta difícil de responder e que tem provocado muita gente boa a pensar e agir. No entanto, o que já sabemos é que o presente do aprendizado deve seguir uma lógica hacker: descentralização, colaboração e um eterno estado beta.

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Educação, Nada a Ver, Ponto e Vírgula
26 de junho de 2013 por andre

Você está fazendo o que ama?

Post Mágico

Se não ama, será que você realmente odeia seu trabalho? Dá uma olhada na lista dos empregos que snao piores que o teu feita pelo Doug Savage do Savage Chickens e repita a pergunta:

Aqui na Box a relação das pessoas com o trabalho é um assunto que muito nos interessa. All Work All Play foi um marco na nossa reflexão sobre a relação das diferentes gerações com o tema. Histórias inspiradoras não faltam e você poderia passar o dia no ContinueCurioso.cc vendo histórias de gente que mudou de vida.

É claro que nem todo mundo faz o que ama. As campanhas antigas do Career Bullder, o site de vagas norte-americano, são sobre isso. Vale relembrar a clássica “It May Be Time”

No entanto, é importante lembrar que ninguém consegue fazer o que se gosta o tempo todo, 24 horas por dia. Afinal, fazer aquilo que você ama também diz respeito a lidar com a frustração diária e, muitas vezes, conseguir extrair alguma coisa positiva das dificuldades. Ser feliz no trabalho não significa que você vai ser feliz todos os dias e o tempo todo. Esse dualismo “amo ou odeio o que gosto e ponto” pode acabar sendo uma grande armadilha. Nesse sentido, acho a campanha de Halls Contrata muito lúcida, pois permite que as pessoas experimentem o dia-a-dia – e os perrengues – de uma “profissão dos sonhos” antes de mergulhar de cabeça.

Para encerrar e te fazer lembrar que tudo pode piorar, vale ver o infográfico dos piores trabalhos da história postado pela Fast Company. Talvez essa galera não consiga enxergar um lado positivo no seu trabalho.

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Educação, Música
09 de abril de 2013 por Eduardo Biz

O redesign das partituras musicais

A revolução da linguagem é a coqueluche do mercado contemporâneo: toda empresa quer traduzir seu palavreado para um vocabulário mais jovem, mais simples e menos engessado. Todos querem se conectar com as novas gerações.

Nem a música escapa dessa!

A escrita musical existe há milhares de anos, mas foi por volta do século X que as partituras ganharam a forma que conhecemos até hoje.

Agora, em pleno 2013, os roomates Blake West e Mike Sall desenvolveram novos signos para as notas.

O resultado é Hummingbird, uma forma totalmente nova de notação musical.

Bastante intuitivo, o Hummingbird utiliza símbolos mais óbvios e evita alguns dos problemas mais frequentes dos estudantes de música, como ficar contando as linhas da pauta, por exemplo.

Diversos testes já foram feitos em escolas de música, e os resultados são bem otimistas! As crianças passaram a aprender mais rapidamente, e se sentiram mais entusiasmadas a continuar estudando. Afinal, aprender a tocar um instrumento pode ser difícil e frustrante, mesmo com tecnologias que contribuam para isso.

Que tal experimentar tocar Fur Elise nessa nova linguagem? Você também pode arriscar um Ozzy Osbourne ou Beach Boys. Ou até um Maroon 5, se tiver coragem! :P

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Arte, Comportamento, Educação
22 de março de 2013 por nina

Museu do Amanhã

“O amanhã não é uma data, não é um lugar. O amanhã é uma construção”.

O Museu do Amanhã, que será inaugurado em 2014 no Píer Mauá, Rio de Janeiro, é um projeto inovador que terá sua arquitetura e acervo voltados para o futuro. As instalações interativas, cenários e jogos audiovisuais tecnológicos mostrarão ao visitante como ele poderá viver e moldar os próximos 50 anos. Segundo o curador do Museu, o físico e doutor em cosmologia Luiz Alberto Oliveira, a experiência estimulará a reflexão sobre o passado, o presente e o futuro através da ciência.

O espaço do Museu contará com exposições permanentes, uma sala de mostra temporária e um Centro de Referência Profissional do Amanhã, onde serão ministrados cursos e palestras. Também haverá o Observatório do Amanhã, uma sala que mostrará os resultados das últimas pesquisas científicas e sociais feitas ao redor do mundo.

A arquitetura do Museu, assinada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, reflete uma preocupação ambiental e sustentável. A construção está sendo feita com a utilização de materiais reciclados e prevê a captação de recursos naturais do local, como a utilização da água da Baía de Guanabara para a climatização do interior do Museu e sua reutilização no espelho d’água. O telhado servirá de base para placas de captação de energia solar.

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Educação
05 de março de 2013 por marimessias

School of Life Brasil

A School of Life do Brasil acaba de anunciar seu primeiro curso: um intensivo de cinco dias com David Baker (fundador e editor da Wired).

O intensivão promete ser uma síntese do melhor que a School of Life oferece e passa por temas como estar confiante e manter a calma. São apenas 25 vagas e as inscrições custam a bagatela de R$ 2. 900,00.

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Educação
27 de fevereiro de 2013 por Juliano Dornelles

O que as escolas não ensinam

Bill Gates, Mark Zuckerberg, will.i.am, Chris Bosh, Jack Dorsey, Tony Hsieh, Drew Houston, Gabe Newell, Ruchi Sanghvi, Elena Silenok e outros falam sobre suas experiências com programação. O vídeo dirigido por Lesley Chilcott debate o ensino da programação nas escolas.

 

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Design, Educação, Tecnologia
30 de novembro de 2012 por Mário Guidoux

ECOLOGICAL URBANISM

Em 2010, o Harvard GSD publicou o livro Ecological Urbanism, com artigos multidisciplinares sobre a construção de cidades mais sustentáveis. O problema foi que ao trabalhar com um campo que evolui tão rápido, um livro físico está fadado a estar desatualizado no momento em que sai da gráfica.

A solução foi contratar o estúdio Second Story  para transformar a obra em um app para o iPad que parte do livro original mas que também pode ser atualizado com novos projetos e artigos quando necessário. O app pode ser baixado gratuitamente.

via

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Educação, Games
31 de outubro de 2012 por marimessias

Isso sim é gamification

Teve uma época pouco salubre da existência humana na qual os professores e interessados pareciam obcecados pelo conceito de edugame que é um  jogo criado para ensinar algo. Claro, pessoas que pensam que precisam criar um jogo específico para ensinar algo não sacam nada de jogos e fazem coisas medonhas, que tratam os alunos-gamers como idiotas.

Mas eis que surge uma nova geração de professores malandros, que reconhece que os jogos como entretenimento, aqueles que nós conhecemos mermo, são narrativas que já nos ensinam muitas coisas.

É o caso da cadeira Scandinavian Fantasy Worlds: Old Norse Sagas and Skyrim, na faculdade de Rice, no Texas. Nessa cadeira uns 20 criaturas felizes vão estudar Sagas nórdicas e islandesas lendo textos e jogando Skyrim

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Educação
19 de outubro de 2012 por Carla Mayumi

Uma das magias da Green School

Eu e a professora Mona, da segunda série

Passei uma semana em uma escola chamada Green School que fica em Bali, na Indonesia. Vim até aqui em uma busca por novos modelos de educação, que depois de uma jornada por 12 escolas, em parceria com mais três amigos, vai virar um livro. A ideia deste livro nasceu de um sonho e tem um propósito claro nas nossas cabeças: inspirar quem está, como a gente, em busca de novas respostas – e talvez novas perguntas – sobre educação.

Depois de 5 dias na Green School entrevistando toda a comunidade que faz parte do ambiente escolar (o diretor, os coordenadores pedagógicos, pais, alunos e professores), posso dizer que esta não é apenas uma escola viva, mas uma experiência educacional em pleno movimento. Ela vem passando por mudanças desde que começou sua trajetória em 2008. Além de ensinar os alunos a aprender fazendo, também aprende ao se transformar. De uma forma geral, percebo que a escola, essa entidade viva que muda ao perceber o que poderia ser melhor, parece muito consciente de seus movimentos.

Quando perguntei ao diretor da escola, Andy, qual seu sonho para a Green School, me emocionei ao escutar um sonho que alguns poderiam até achar pouco ambicioso para a escola que recebeu o prêmio de “Greenest School in the World” (Escola Mais Verde do Mundo) e que atrai pessoas do mundo inteiro que se mudam para Bali só para ter seus filhos estudando aqui – quem pode pagar os U$ 1,000/mês que a escola cobra. O sonho não é conquistar o mundo, mudar o sistema educacional do planeta ou espalhar suas ideias pelos cinco continentes. Andrew me respondeu simplesmente “eu quero fazer com que isso aqui fique cada vez melhor e melhor” (better and better, disse-me ele).

A magia do espaço feito de bambu
A magia do bambu

É muito difícil definir a “fórmula” da Green School.  E aí está parte de sua beleza – indefinível, cheia de segredos que se relevam aos poucos, muito aos poucos, como as estruturas de bambu que a cercam. São tantas experiências, tantos espaços, tanto movimento que parece difícil entender como esse organismo funciona.

Uma das coisas que percebi nas conversas é que aqui existe uma convivência muito pacífica da estrutura com a liberdade. Alguns dos grandes pensadores/fazedores de educação que eu admiro, como o A. S. Neill e o Rudolf Steiner, baseiam muito de seus pensamentos e práticas nessa questão.

Bamboo Freedom ?
Estrutura com liberdade

Ouvi relatos de alunos falando que “os professores fazem o que quiserem” – esta é a percepção deles. Assim como professores falando que “os alunos escolhem as disciplinas que querem estudar”. As aulas na high school, nosso ensino médio, pela primeira vez esse anos são modulares. Ou seja, cada aluno escolhe de um leque enorme as 7 matérias que vai querer estudar pelas próximas 5 semanas. Uau! Uma liberdade controlada que dá a sensação, para o aluno, de que ele está construindo seu conhecimento. Os alunos falam maravilhados da experiência, e têm um professor que escolhem como seu mentor que possui a responsabilidade de orientá-lo para que faça as melhores escolhas dependendo do que ele quer aprender. Tão simples e ao mesmo tempo tão complexo: como saber o que você quer aprender se você não tiver uma ideia do que quer na vida?

Me deu um click quando aprendi que por trás dessa liberdade existem algumas garantias de que as coisas vão acontecer. A liberdade é absolutamente verdadeira, mas conta com algumas estruturas de pensamento e ferramentas de trabalho que oferecem segurança para que tudo não fique aberto ou democrático demais. Os professores se referem a essa combinação de forma positiva. A Mona, nossa professora em um artigo anterior  nos disse: “seria mais difícil se fosse completamente aberto, que alguém falasse: você pode fazer qualquer coisa que quiser.”

As palavras “livre” e “liberdade” foram faladas por quase todo mundo muitas e muitas vezes. O ambiente aberto faz com que alguns dos alunos e professores apontem para as paredes de bambu quando falam estas palavras. Pensando em tudo isso e lembrando do cenário da Green School penso que aí está parte da fórmula mágica. John Hardy, quando teve a visão da escola, encontrou aqui em Bali o material que dá o corpo para essa mentalidade: o bambu. Um material local, claro e iluminado, perfeito para criar a estética que traduz perfeitamente a ética da escola. Quando eu perguntava para as crianças menores do que elas mais gostavam, sendo muito menos racionais e mais intuitivas, me respondiam de pronto que o bambu e a atmosfera aberta eram a coisa mais legal da escola. Para mim, uma pessoa adulta e com as referências que vêm do mundo de concreto, urbano e corporativo, a sensação física que se tem estando na Green School é de que os buracos e passagens de luz e ar das estruturas de bambu criam espaço para a liberdade que se precisa sem que a estrutura aprisione.

Falando em estrutura, termino lembrando de uma frase que ganha cada vez mais sentido para mim, do Peter Senge, que diz: “structures of which we are unaware hold us prisoners.”  (tentando traduzir seria algo assim: “as estruturas que não percebemos nos aprisionam”)

Para quem nunca viu, vale uma olhadinha no vídeo do John Hardy onde ele relata a visão de seu sonho.

TED – John Hardy

O projeto do livro, sem fins lucrativos e com distribuição gratuita, está no Catarse.

E temos um blog que vai sendo alimentado enquanto nossa jornada acontece.

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Comportamento, Educação, Goody
16 de setembro de 2012 por Desirée Marantes

Lembram do Caine’s Arcade?

Caine’s Arcade deixou muitos olhos úmidos e fez muita gente se emocionar com a história do menino Caine e seu fliperama de papelão. O que aconteceu depois disso foi uma verdadeira revolução que tem mudado a vida de muita gente e inspirado uma porção de iniciativas  no mundo inteiro. A gente ajudou o pessoal do filme a traduzir as legendas para português e nesse final de semana eles mandaram o novo vídeo que fizeram, uma sequência que conta um pouco do que aconteceu nesses últimos meses.

Preparem-se para mais uma daquelas sessões onde tu sorri e enche os olhos d’água ao mesmo tempo e para participar e divulgar o Global Cardboard Challenge, um evento no dia 6 de outubro que convida todos a estimularem a criatividade e o empreendedorismo das crianças.

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