7 recomendações para a crise da reputação socioambiental

 

Quando empresas tratam o desenvolvimento sustentável como apenas um tema de comunicação, o discurso da responsabilidade social corporativa vira uma ferramenta reputacional em vez de ser uma ferramenta relacional. Tratar o desenvolvimento sustentável apenas como um tema da comunicação cria uma desconexão entre a imagem desejada (presente no discurso) e a imagem percebida (refletida nas suas ações). As práticas de gestão revelam mais sobre o engajamento da empresa do que a comunicação oficial.

Transparência na cultura corporativa

 

Em um mundo dominado por notícias falsas, aquilo que se pode ver com clareza vale muito. Hoje o desejo se cria justamente sobre a honestidade e transparência. A demanda não é por empresas perfeitas, mas por empresas em que se possa confiar.

Produtos recuperáveis: o futuro da economia está no lixo

 

O peso do extrativismo denuncia um futuro com escassez de matérias de origem mineral, vegetal e animal. Mas e se interrompêssemos a extração e a produção de matérias primas imediatamente? Por quanto tempo poderíamos usar nosso lixo para produzir aquilo que consumimos? Conheça as iniciativas que jogam luz naquilo que será o produto do futuro: desenhado para aproveitar integralmente sua matéria prima, e que possa voltar para o topo da cadeia de produção.

Locavorismo e as três dimensões do desenvolvimento sustentável

 

O impacto do consumo globalizado é ambiental, social e econômico. O consumo local, também chamado de locavorismo, propõe encurtar distâncias e olhar atentamente para as cadeias de produção. Este comportamento tem impacto positivo na geração de empregos, na redução da pobreza e na redução da pegada de carbono da comunidade.

Fora do nicho: consciência vegana reposiciona mercado

 

Apesar de ser primeiramente associada à vertente alimentar, a filosofia vegana vai muito além disso. Hoje, pessoas e marcas reconhecem que veganismo também é sobre ética, política e meio ambiente. Este reposicionamento tem potencial para desenvolver uma sociedade protetora dos animais, das pessoas e do futuro.

Dinâmica do afeto na alimentação contemporânea

 

Na alimentação contemporânea, vivemos um momento de redescoberta da relação emocional que temos com a comida. Novos hábitos alimentares surgem alinhados ao consumo consciente e à busca por conexão com a sociedade e consigo, o que começa a impactar a indústria alimentícia e obriga o mercado a repensar estratégias.

A jardinagem ativista dos hortelões urbanos

 

A horta urbana extrapola os motivos pelos quais as pessoas compram orgânicos em bandejinhas de isopor no supermercado. Para além dos benefícios terapêuticos de revirar o solo, o paisagismo alimentar é uma forma de resistir, e existir, nas cidades. É como se essas pessoas deixassem de olhar só para o próprio umbigo e passassem a enxergar a terra como elemento de um ecossistema integrado onde seres humanos, animais e plantas vivem em equilíbrio.

Ética e transparência: desejos contemporâneos no consumo de moda

 

Desde o século 15, a moda é uma ferramenta de distinção entre nobreza e burgueses. Esse comportamento separatista ainda é pertinente hoje: a moda se mantém como ferramenta de validação do valor do indivíduo. Na contra corrente, comportamentos emergentes de consumo — menos atrelados à necessidade de pertencimento — inspiram produtos e serviços dos próximos anos.

Empreendedorismo consciente: impactos do protagonismo feminino

 

Devido ao sexismo, com possibilidade reduzida de crescer e chegar a cargos de tomada de decisão, mulheres encontram uma rota para unir propósito e carreira por meio do empreendedorismo. Os projetos, empresas e start-ups que elas têm criado carregam enorme potencial de transformação, o que não só gera mudanças socioambientais positivas como aquece a economia.

Moda com propósito: valores humanos conectam marca e público

 

Roupas e outros bens de consumo deixarão de ser meros objetos e irão se transformar em sujeitos para construir com as pessoas uma relação mais emocional. Mais do que nunca, a moda deverá olhar para as pessoas, hoje menos rotuláveis e previsíveis. As pulsões individuais falam mais alto do que qualquer lifestyle padronizado.

Vender mais ou vender melhor: publicidade pós-consumismo

 

Carentes de uma atividade mais livre e significativa e atentos ao novo cenário que se desenha em torno do consumo, profissionais da publicidade passam a adotar uma postura de negação à era dos excessos. Porém, esgotado o consumismo, ao que se pode dedicar a propaganda? A resposta é um duelo entre duas escolas: uma que quer vender mais e outra que quer vender melhor.

Transição para Era de Aquário: além do viés astrológico

 

Estamos em transição para uma nova era, mais afetiva, feminina e orientada pelo sentimento e a intuição. O que os astrólogos chamam de era de Aquário é o mesmo que os economistas chamam de capitalismo consciente. É a era do conhecimento para os filósofos, a era caórdica para os intelectuais e a era digital para os tecnológicos. Humanistas chamam de novo humanismo e varejistas de crise.

Publicidade lowsumer: cultura de cuidado disseminada pela propaganda

 

Seria a publicidade a grande vilã responsável por desencadear o consumismo que está devastando as pessoas e o planeta? Não é bem assim. É possível pensar o consumo, a publicidade e seu significado simbólico por outra perspectiva. Campanhas publicitárias passam a incorporar novos códigos contemporâneos que fazem emergir uma cultura de cuidado: é hora de abordar consumidores com respeito em relação ao novo modo de enxergar o consumo.

O papel do design no estímulo à consciência lowsumer

 

O desafio do design contemporâneo é manter a relevância em um mundo cheio. Quem precisa do excesso? Mais do que apenas uma tendência, é uma questão de responsabilidade. Novos criadores propõem inovações que preveem os desejos do futuro e inspiram o mercado tradicional.

Adaptação às novas existências: como se vive em uma ecovila

 

Populariza-se o movimento global de comunidades autossuficientes, sustentáveis e em harmonia com o meio ambiente. Além do fator ecológico, essas comunidades integram aspectos econômicos, sociais e culturais por meio de gestão participativa e permacultura. As ecovilas oferecem um modo de vida pós-contemporâneo em que todos trabalham, têm voz e colaboram.

Depois dos tempos líquidos: espiritualidade contemporânea e a busca por propósito

 

A busca contemporânea por espiritualidade é observada em hábitos cotidianos que promovem, acima de tudo, autoconhecimento. Yoga, meditação, veganismo, medicina integrativa: são práticas distantes de dogmas e próximas do encontro com o “eu” e com um propósito maior. Neste comportamento emergente, observa-se uma subversão na ordem dos “tempos líquidos”. Novos negócios escapam à logica do capitalismo e sugerem um estilo de vida mais inclusivo e menos focado em acúmulo de capital.

Beleza feita em casa, autonomia e empoderamento

 

Em um cenário onde o consumo de cosméticos ainda é muito pautado pelo marketing, algumas mulheres resolvem assumir uma beleza mais natural e trocar a prateleira de cosméticos por produtos feitos em casa. É um comportamento lowsumer que implica em uma troca de moeda: paga-se pela qualidade e não pela marca. Possibilidades envolvem produtos não testados em animais, receitas veganas ou fórmulas totalmente naturais.

Medicina Integrativa e o poder da cura que vem de dentro

 

A doença não é mais o foco de estudo, mas o indivíduo em sua totalidade — mente, corpo e espírito. O paciente passa a ser visto como o principal responsável por sua melhora e é conduzido a entender que a cura vem de dentro para fora, e não o contrário. Neste processo, a busca pelo simples e natural ganha força.

Lowsumerism e a busca do verdadeiro eu

 

O consumismo e a propaganda aumentaram nossas expectativas a ponto de inviabilizar a felicidade e a satisfação. Felizmente, está em atividade um movimento que nos afasta da ilusão e nos aproxima da plenitude.

Cinema como perpetuação da mentalidade consumista

 

Até onde vão as similaridades de um filme com uma peça de fast fashion? O excesso de títulos lançados e a rapidez do rodízio nas salas empurra os espectadores a não terem tempo suficiente sequer para digerir os significados da história, pois o próximo imperdível já entra em cartaz. Assistir, ou não, a um filme é um ato profundamente conectado com as emergências do mundo atual.

Pós-capitalismo e o consumo como statement

 

Em um mundo com menos dinheiro, mas mais tempo e mais acesso ao conhecimento, os valores não permanecem, nem poderiam permanecer, os mesmos. No lugar de bolsas com imensas estampas de marcas e, indiretamente, imensos indicativos de seus preços imensos, passamos a procurar empresas que estampem coisas com as quais realmente nos importamos. O consumo como statement aponta para consumidores que sabem o peso político de tudo que compram.

O profundo despertar do consumo feminino

 

Consumir menos, para muitas das meninas hoje, é uma forma de se expressar no mundo. De fazer uma parte do trabalho necessário, de construir uma vida com mais propósito e significado. Diferente da experiência de seus pais, possuir não mais traduz sucesso e segurança. A Internet está sendo veículo importante desse processo, através de informações e trocas de experiências e conhecimento entre as meninas.

A principal tendência da atualidade: entenda a urgência do Lowsumerism

 

Como frear o consumismo em uma sociedade dominada por indústrias e marcas? As respostas surgem por meio de microtendências que levam a uma macrovisão da vida contemporânea: todo o nosso zeitgeist tem se voltado ao “menos é mais”. O consumidor, cada vez mais consciente, abraçará as alternativas de novos modelos mercadológicos capazes de atender às suas necessidades e vontades de uma maneira menos nociva.

As novas economias e suas possibilidades de fluxo

 

Para nos libertarmos de um modelo econômico que destrói a natureza e nos afasta de toda e qualquer conexão significativa, temos que nos livrar de suas premissas. A liberdade não reside na escolha de consumo nem de produção, mas na escolha de como fazê-los. O campo social pós-Internet mostra que, ao interagirmos na rede da economia colaborativa, ampliamos as possibilidades de fluxo, não só de informação mas também de recursos.

Como consumir menos e praticar o Lowsumerism

 

O recente estudo “The Rise Of Lowsumerism” rejeita os excessos e explora a manifestação de uma nova consciência em relação ao consumo. Consumir deveria ser um ato pensado de acordo com as nossas necessidades, não um substituto para falta de tempo ou afeto. É normal ficar perdido quando se deseja uma mudança tão grande de estilo de vida, por isso aqui estão reunidas algumas sugestões para se colocar em prática uma vida lowsumer.

O espírito punk do movimento Do It Yourself

 

Foi com o movimento punk, que partia de uma ética que fugia do espectro do consumismo cada vez mais visível na vida em sociedade, que o DIY se difundiu, desde então com crescente relevância. Em essência, tanto o punk quanto o DIY enfatizam uma relação de maior intimidade com nosso consumo pessoal. Cada vez mais conscientes do impacto humano em nosso ethos, existe uma grande parcela de indivíduos que já aderiu, de uma forma ou outra, ao espírito punk presente no método “faça você mesmo”.

A lógica do descarte desafiada pela indústria de eletrônicos

 

Dada a noção de consumo consciente que emerge em nossa sociedade, a tendência é que os produtos admiráveis — ou revolucionários — do futuro próximo serão aqueles capazes de traduzir nosso desejo por objetos duráveis, capazes de desafiar a lógica do descarte. A tecnologia modular questiona a validade do ciclo acelerado de produção e consumo de eletrônicos, barrando os vícios da obsolescência programada.

Economia colaborativa e a expansão do eu

 

Acompanhando a liquidez da pós-modernidade, desponta a economia compartilhada. Ao termos acesso a mais coisas, e sendo elas ainda mais descartáveis, criamos uma identidade exponencialmente mais fluída, mais compatível com nós mesmos. Não somos o que temos, mas o que acessamos.

Economia sustentável e a ressignificação de sucesso

 

Em um cenário ambiental que demanda por uma mudança geral na mentalidade humana, os critérios do que é “sucesso” mudaram, principalmente no que diz respeito ao que seria uma pessoa ou um negócio bem sucedido. Novos códigos substituem modelos capitalistas, evidenciando a urgência da economia sustentável.

Zero Waste: o futuro da consciência ambiental

 

A forma como a sociedade encara seus deveres em relação ao meio ambiente mostra sinais de que ela está passando por uma importante e complexa transformação. Os anos de repetição do mesmo manual de “cidadão sustentável” estão chegando ao fim. O modelo em que tudo é descartável começa a sair de cena e dá lugar aos projetos de “zero waste”, ou “lixo zero”.

Êxodo urbano: impulso primitivo em busca da simplicidade

 

Estamos vivendo um período de êxodo urbano, em busca da nossa essência mais selvagem, do nirvana da vida simples, por um sentido maior e algo que nos torne mais significantes no mundo. O consumo consciente, a permacultura e a rotina distante do caos urbano estão em voga. Afinal, a nossa essência não mora no que podemos comprar, mas sim no que podemos ser.

Por que comprar está voltando a ser um ato social

 

Comprar nunca foi tão fácil, mas as inovações que tanto facilitam nossa vida também acabam por nos deixar mais isolados. Nossos atos de compra e hábitos de consumo são testemunhas de que estamos mais solitários. A volta de hábitos de compra ligados a valores locais e tradicionais tornam-se uma forma de fortalecer o contato tête-à-tête que foi perdido com o advento dos meios digitais. Reestabelecer relações perdidas graças aos frágeis e impessoais laços digitais parece ser um comportamento emergente nos grandes centros urbanos.

Troca de valores

 

O homem foi tirado da posição de centro do desenvolvimento e muitas das relações humanas viraram comerciais. Vivemos mergulhados no consumismo e a individualidade se tornou a nova bandeira de liberdade (ou seria da propaganda?). Por mais que possamos acreditar que evoluímos muito desde os primórdios, a sensação é a de que crescemos muito pouco quando o assunto é consciência. E já está na hora de fazer esse exercício.

Mundo de excessos: luxo preciso

 

Vivemos em um mundo de excessos e nossa educação tem se voltado, cada vez mais, para o hábito de consumir. Antes de darem os primeiros passos, crianças já possuem o quarto decorado, um guarda roupa pensado para todo tipo de evento social, uma agenda tão complexa que a visita de um parente próximo só será possível em três meses. Crescem acreditando que é normal ter tudo e se tornam adultos frustrados. Essa cultura do excesso transformou tudo em vulgaridade.

Ética como propulsora de um consumo elevado

 

O consumo de moda vem sendo repensado e revisto. Questões éticas entram em jogo e começam a ser consideradas nas decisões de compra. Quando os males da indústria vem à tona, consumir passa a ser um ato consciente e político. Hoje, as marcas estão levando em consideração o repúdio do público por escândalos que degradam a vida humana. O despertar para uma maneira mais evoluída de consumir deverá atingir proporções ainda maiores nos próximos anos.