A desmistificação do índio na indústria cultural contemporânea

 

As vozes indígenas ecoam pelos corredores dos equipamentos de arte e cultura no Brasil. Por trás dessa profusão de produtos da indústria cultural sobre temas indígenas, aparece a constante crítica-inquietação: como desmistificar as tantas culturas que são desconhecidas pela maioria da população?

Ética e transparência: desejos contemporâneos no consumo de moda

 

Desde o século 15, a moda é uma ferramenta de distinção entre nobreza e burgueses. Esse comportamento separatista ainda é pertinente hoje: a moda se mantém como ferramenta de validação do valor do indivíduo. Na contra corrente, comportamentos emergentes de consumo — menos atrelados à necessidade de pertencimento — inspiram produtos e serviços dos próximos anos.

Representatividade criativa: 6 vozes que inspiram diálogos inclusivos

 

Na possibilidade de representar e incluir pessoas que ainda não ocupam o seu merecido lugar em campanhas e projetos, há bastante desafio. Justamente por ser tão desafiador, é também cenário potente para repensar a criatividade no Brasil. Para quem enxerga oportunidade nesse contexto, é fundamental compreender que, mais do que ter um discurso inclusivo, é preciso ter uma prática inclusiva, aproximando-se de pessoas que vivem essas realidades ainda pouco representadas.

Inspiração plural: 6 referências estéticas de brasilidade

 

O primeiro passo para investigação de referências estéticas nacionais é a ampliação dos cenários de estudo — ou seja, o reconhecimento das ruas, favelas, morros, interiores, roças, ribeiras e matas. A resposta aos anseios da sociedade pode estar justamente na redescoberta do que é cotidiano, familiar e ancestral. Sob esta ótica, o que era antes chamado de periférico passa a ser aspiracional.

Periferias emergem como novos centros de arte contemporânea

 

Um dos convites da 32ª Bienal de São Paulo é para a desaprendizagem: rever todas as categorias do que é saber, valor, central. Um passeio pelos pavilhões revela onde os artistas foram buscar repertório para seus trabalhos: nos interiores, nas ribeiras, nas plantações. A exposição contempla Brasis, Américas, Áfricas e tantos de nós, que estamos incertos e vivos neste mundo contemporâneo.

Músicas dos Brasis: o cotidiano em outros sotaques

 

Em sua força como registro e contação de nossa cultura, a música é linguagem para compreender comportamentos e cenários brasileiros. Brasis adentro, produções musicais borram as fronteiras entre o que é tradição e o que é vanguarda. Expressões artísticas brasileiras que estão além do óbvio social e geográfico aproximam mundos que não se conhecem. O som faz sentirmos na pele a potência da descentralização.

Brasis invisíveis influenciam economia e consumo

 

Como saber a origem dos alimentos? Como conviver com o diferente? Como praticar a sustentabilidade no cotidiano? Boa parte dessas respostas estão em culturas que aprenderam a se inventar e se expressar de outras formas: aldeias indígenas, populações ribeirinhas, quilombolas, sertões, roças caipiras, interiores híbridos, as pontas do urbano, os centros ignorados. Quando as ditas periferias atingem o comportamento de consumo dos brasileiros, é hora de questionar: quem influencia quem?

Música Poligênero Brasileira: conheça a Geração Tombamento

 

Contra à onda de conservadorismo que tem assustado os que acreditavam em avanços do mundo em termos de direitos humanos, chega ao holofote a Geração Tombamento, uma nova leva de cantoras e cantores cujos trabalhos se unem pela força representativa das principais questões da sociedade civil — raça, gênero e sexualidade. Este grupo de artistas celebra junto aos seus públicos o movimento de “tombar” os padrões do senso comum.

Desclassificar para enxergar: entendendo as reais motivações do mercado

 

Consumidores complexos e paradoxais estão fazendo as empresas repensarem suas formas de segmentar o mercado. Assim como acontece com o gênero e a faixa etária, a classificação não se limita apenas à classe social ou ao poder econômico. “Desclassificar” é olhar para dentro das pessoas buscando entender suas reais motivações. Só assim será possível agrupá-las: por afinidade.

O fim da norma e as 3 mortes da pesquisa comportamental

 

O que acontece quando as fronteiras demográficas não são mais suficientes para classificar um perfil de consumidor? Como prever comportamentos de uma geração cada vez mais fluída? Para a eficácia de uma metodologia de pesquisa, é preciso enxergar além da hierarquia do “normal”. A norma morreu e, com isso, deixa de fazer sentido a classificação por gênero, idade ou classe social.

Comportamento Unclassed: entenda a mudança na antiga pirâmide social do consumo

 

A maneira de se analisar influências de comportamento e consumo não segue mais necessariamente a lógica top-down da pirâmide de renda da sociedade. É hora de sair da zona de conforto para ir além da compreensão de segmentos de mercado, faixa de renda ou classe social; é hora de começar a pensar em afinidades e, principalmente, em pessoas. O que antes era uma pirâmide, fez-se um prisma. Unclassed é uma tendência de comportamento em que as pessoas se tornam cada vez mais protagonistas de suas próprias aspirações e não mais buscam se apropriar de ideais vindos das classes sociais mais altas.

Passarelas da não-linearidade

 

A glorificação das fashion weeks como lançadoras absolutas de tendências cai por terra quando todos parecem beber da mesma fonte de inspiração. A rua evidencia como está desgastada a ideia de que uma tendência vem sempre de cima para baixo — da elite para o popular. Hoje, as inspirações transitam fluidas e podem estar em qualquer lugar.