Como o confinamento nos impacta?

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O que observamos sobre futuros antecipados e a necessidade de pessoas e empresas criarem sob a demanda de reinvenção durante o confinamento.

por Ponto Eletrônico Texto Fabio Lafa Revisão Maíra Nakazone

Vivemos esses dias imersos em nossas atividades, procurando nos manter em pleno ritmo e da melhor maneira que conseguimos, sobretudo lidando com os impactos imprevisíveis que o coronavírus nos trouxe. Passado (um pouco) do susto de vivermos um evento de alcance global – e com certeza afixado em meio aos maiores eventos da história humana -, passamos agora a buscar clareza sobre o que tudo isso significa.

Para entender quais fatores estão associados à nossa jornada durante a prevenção, combate e principalmente ao maior isolamento possível do coronavírus, chegamos a 3 aspectos de maior receio: nossa condição mental, afetada pela falta de contato juntamente ao medo atrelado a todos os nossos passos dados fora de casa; a preocupação com o bem-estar de nossos parentes de idade mais avançada e com maior grau de vulnerabilidade; e nossa condição financeira, que sofre com as incertezas do mercado de trabalho e da geração de renda enquanto as operações das empresas estão reduzidas ou suspensas.

No meio disso tudo, colocamos em prática uma das maiores qualidades de nossa condição humana: a adaptabilidade. O autoisolamento estimulou uma criatividade essencial frente as circunstâncias difíceis, e nossas vidas pessoais e profissionais devem percorrer uma jornada evolutiva, preparando nossa linha de raciocínio e foco para transformações com impactos de médio/longo prazo (como entendíamos 60 dias atrás) antecipadas para o agora, bem como preparando nosso comportamento enquanto pessoas físicas ou profissionais para o retorno à interação social pós-pandemia.

Para ajudar na compreensão desse processo de adaptação, analisamos estudos das influências do confinamento em diversas situações, de guerras e crises até o trabalho em locais remotos, e identificamos 3 fases do período de isolamento que indicam como lidaremos com esse impacto no futuro.

 

Tempo x impactos do confinamento

Temos dois âmbitos de ótica: o comportamental, envolvendo o senso de urgência e os anseios das pessoas, e as empresas, nas adaptações necessárias às suas operações para gestão e retomada de ascensão em sua curva de crescimento.

 

Para pessoas, esse é o processo:

#1 – Ansiedade: O desejo pela volta da “normalidade” e da vida que se tinha antes domina as atitudes e pensamentos das pessoas. O desconforto emocional e físico impera.

#2 – Hábito: O poder do hábito começa a dar contornos de rotina às novidades vividas pelas pessoas. O desconforto começa a se tornar agradável, afastando-se da vida pré-confinamento.

#3 – Transformação: A vida muda e dificilmente tudo voltará ao normal. Não existe mais a velha “normalidade”. A partir desse ponto, um novo estilo de vida nasce.

 

Para empresas, esses três momentos se traduzem de outra maneira:

#1 – Paralisação: As empresas funcionam muito bem com um bom planejamento, mas com o inesperado – ainda mais atingindo o mundo todo -, torna-se quase impossível se pensar em estratégias e táticas rápidas fora do “script”.

#2 – Adaptação: Após momentos de instabilidade, os planejamentos começam a nascer e parte disso é entender o tempo presente e se adaptar a ele. Projetos engavetados, ideias que poderiam ficar para depois e uma bela análise do que o mercado vem fazendo tornam-se as ações dominantes.

#3 – Inovação: O que em um primeiro momento parecia passageiro, na verdade não era. Veio, surgiu e transformou tudo para sempre. Velhas ideias não serão suficientes; é hora de se reinventar e ser disruptivo.

 

Os dois gráficos são parecidos por um motivo: pessoas e empresas lidam com a crise de maneiras parecida, já que empresas também são compostas de pessoas que estão vivendo seus próprios processos. Entretanto, a adaptabilidade em nossa vida pessoal tende a ser mais orgânica e menos controlada, enquanto as empresas com equipes dedicadas em análise e planejamento estratégico conseguem antecipar o futuro e dar passos mais rápidos em direção à inovação, evitando assim gastar recursos e energia com projetos voltados à adaptação.

Ao mesmo tempo, ao usar as habilidades e alcance de voz que possuem, empresas podem fortalecer e inspirar seus consumidores, usando seu propósito como guia na criação de ações que levem ao engajamento com a marca. Nesse momento, todos precisam criar novos hábitos e se adaptar a uma nova realidade, e toda empresa deve ter algo a oferecer ao seu público.

Tendo pessoas e empresas munidas dessas ferramentas, esperamos um impacto menor àqueles que aguardam um retorno a todos os aspectos de nossas vidas (entendendo que alguns efetivamente ficarão no passado), e alinhando ideais para que seja compartilhado o frescor das novas práticas no futuro.

 

 

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