Fantasia, tecnologia e narrativas pós-humanas

Playing Reality

A ficção científica tem uma capacidade imaginativa que nos impulsiona a moldar o desenvolvimento do mundo em que vivemos. Tudo pode parecer muito longe do nosso alcance, mas já estão entre nós máquinas que ultrapassam ou se equiparam à capacidade da inteligência humana. Novos recursos da tecnologia e neurociência nos convidam a questionar a própria essência do que constitui a vida.

Efemeridade como fuga da eterna memória digital

Short Life

No contexto de super-exposição da Internet, é crescente o contra-movimento que vê a impermanência como medida para proteger a privacidade. A informação com curto prazo de validade se torna uma poderosa ferramenta de comunicação, e seu valor é exatamente a evanescência. Quando tudo pode ser trackeado, camuflar-se passa a ser um desejo coletivo que torna valioso qualquer exercício de efemeridade.

As fronteiras da linguagem minimalista

Short Life

Vivemos numa lógica comunicacional que carrega a compressão do máximo de significado em um mínimo de representação simbólica. A comunicação minimalista dos emojis propõe um novo paradigma linguístico. Em um mundo de excessos, comunicar muita coisa não é comunicar em quantidade. A fragmentação da linguagem hoje é tão profunda que uma única imagem pode ser muito mais precisa do que um parágrafo inteiro.

A ficção como a verdadeira realidade

Playing Reality

Passa a existir um blur entre o que é real e o que é imaginário quando narrativas fictícias podem propor realidades tão convincentes que são capazes de diluir as barreiras entre o verdadeiro e a fantasia. A ficção sublinha o que há de mais importante e, muitas vezes, ressalta as reações humanas em situações e contextos considerados extremos.